Sevens 340

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A Casa Walt é a Número Um

 

As katanas na minha mão brilharam.

A luz azul criava rastros de ondas de choque para os meus golpes, e quando batiam contra a foice da Novem, brilhavam com fagulhas azuis. Nós dois aumentamos nossa velocidade, e já que seu desespero havia crescido um pouco mais em comparação a antes, eu pude ver o pânico… e a raiva agraciarem o rosto da Novem.

Quando dei uma varrida horizontal, passei por baixo, cruzando minhas lâminas por cima, e as puxando de dentro para fora. Rolei pelo chão para passar por ela, e instantaneamente me levantei para refazer minha postura.

Dando um sorriso, soltei um blefe.

— Sua velocidade não tá menor que antes? E é só minha opinião pessoal, mas… prefiro sua saia um pouquinho mais curta.

No momento, a que ela estava vestindo chegava aos tornozelos. Quando ela se virava para me enfrentar,a saia se abria um pouco. Mas era longa demais para mostrar qualquer coisa boa. Quando estava quase lá, ela se fechava silenciosamente.

— … Por que não pede isso das outras mulheres que virarão suas esposas?

Dou um passo para a frente.

— Desculpa, mas já preparei uma vaga pra você. Mas não se preocupe… mesmo que você não tenha se apaixonado por mim, eu farei com que se apaixone rapidinho!

Lembre-se. Lembre-se. Eu preciso me lembrar de como eu era em minhas altas tensões. Relembrar aquela sensação que eu tinha quando pensava que era capaz de fazer qualquer coisa!

Meu coração estava sussurrando para mim. Se eu mostrasse a menor fraqueza, iria desabar. Adiante, adiante, adiante, eu preciso continuar atacando. Para que minha voz chegasse até a Novem.

Não até alguma deusa maligna. Não até alguma deusa. Até a Novem… para chegar até ela.

Aparei o golpe com a espada curta, penetrando seu coração com a katana. Ela não cuspiu sangue. Vendo isso, a expressão da Novem se distorceu.

— Você não pode continuar sendo tão egoísta para sempre!

— Que absurdo! Todas as gerações da Casa Walt… todas foram egoístas.

Avançando mais, enfiei-me perto de seu peito para que ela não pudesse me alcançar com sua foice, dessa vez enfiando minha katana curta nela.

— Eles entraram em brigadas de pioneiros para ganhar a atenção do primeiro amor!

Enquanto eu forçava minhas lâminas empaladas pelos flancos dela, Novem se afastou.

— Não conseguiram ser honestos, se rebelaram contra os pais até o fim!

Me aproximei da Novem para evitar que ela se afastasse, usando uma ilusão para evitar um ataque de sua foice. Talvez ela estivessem consideravelmente agitada, já que olhou diretamente para a projeção.

— Deram um soco no Rei porque estavam putos…

Alinhando as duas katanas, dei um golpe horizontal nela.

— … Houve quem trabalhou duro em políticas domésticas porque amava dinheiro!

Quando Novem levantou sua mão esquerda, joguei minha katana e espada curta em direções opostas. Quando ela disparou magia, primeiro peguei a espada curta e dei um corte nela. Quando isso foi bloqueado, instantaneamente dobrei para a katana, a coletei, e cortei-a de novo.

Foi raso, mas consegui arranhar seu flanco.

— Quem mimasse mais animais do que seus filhos!

Seguindo com esse movimento, soltei cortes consecutivos. Segurando ambas as espadas em um agarro reverso, eu giro, chutando a foice para fora do caminho e cortando de novo, e de novo. Eu não ligava para o quão rasos fossem, meu foco era apenas em cortá-la.

— Fugindo de casa por odiar os pais!

Novem rangeu seus dentes. Produzi quatro ilusões e dei cortes nela de todos os quatro lados. Dobrando para cima dela, continuei a girar enquanto descia a lâmina.

— Mesmo sabendo que seria impossível, tentando provar o quão incrível eram armas de fogo!

Claramente… nosso clã era egoísta.

Novem olhou para mim enquanto dirigia sua mão esquerda. Dela, uma porção de pequenas bolas de fogo, algumas milhares, dezenas de milhares, foram disparadas.

Me afastei enquanto cortava as bolas de fogo, me esquivando…

— De novo você fica falando só dos pontos ruins deles assim…

— … E desse mesmo jeito, você continua embelezando eles e ignorando os pontos negativos! Não tente se chamar de mãe quando só olha pro que quer ver!

Minha katana foi envolvida em vento, soprando as chamas para longe. As bolas de fogo varridas explodiram quando aterrissaram no chão. Quando Novem levantou sua mão esquerda, ela soltou uma descarga elétrica. Olhando para a descarga que crescia gradualmente, enfiei a espada curta no chão e ataquei.

Quando o relâmpago que ela tinha soltado se reuniu na espada curta, eu passei por ela e cortei com toda a minha força.

Instantaneamente me virando e cortando suas costas; a Novem brandiu sua foice,então dobrei até a espada curta. Recuperando-a e agarrando as duas lâminas nas minhas mãos, respirei fundo.

A Novem também respirou fundo apoiada nos ombros e de cabeça baixa. Seus cabelos estavam bagunçados, e eu podia ver seus olhos violeta em censura pelas brechas de suas madeixas suadas.

— … Mas eu! … ainda assim, eu! … pelo futuro!

Aspirei bastante ar, e berrei. Berrei do fundo do coração:

— Quem é que liga pra ruína ou qualquer merda que tenha acontecido no passado!? Eu… eu… Eu tô com muito mais medo do banho de sangue que minhas esposas vão causar seja hoje ou amanhã, do que de algum futuro distante!

Algo tinha acontecido no passado.

Foi por isso que a Novem e as outras nasceram. Eu sei disso.

Mas se me é permitido opinar… se nos é permitido opinar…

— Passado distante e futuro distante não valem de nada! Se você ignorar o mais importante que é o presente, então o passado e o futuro são inúteis, porra! Pra mim, neste exato momento… Ei, você tá feliz agora? Consegue estufar o peito e falar que tá feliz? O que é que você está pensando neste exato momento!? … Você, agora.

Não a Novem pensando no futuro.

Ou a Novem presa no passado.

Eu queria saber o que a atual Novem Forxuz estava sentindo.

Novem se posicionou com sua foice.

— De novo… e de novo isso… só cala a boca! Meus sentimentos… ninguém… até parece que alguém pode entender! Ninguém entende! Eu sei que ninguém vai entender! É porque ninguém entende, que eu… !!

Ela derramou uma única lágrima. Vendo isso, eu dei uma risada. Ela estava começando a rachar. A deusa maligna e deusa estava sendo descascadas, os sentimentos naturais da Novem estavam vindo à tona.

— Olha só, arranquei a máscara! Isso mesmo, me dá mais! Mostra mais de você! Mostra tudo pra mim! E quando fizer isso… vou aceitar tudo por você!

Quando direcionei a ponta das minhas espadas, Novem deu um passo enorme até mim. O entulho onde ela estava foi estourado, e ela se aproximou em alta velocidade.

— Até parece que alguém pode aceitar!

Balancei minha katana instantaneamente, e a lâmina a atravessou quando seu corpo passou por mim.

… Diante do dragão terrestre protegido por duras escamas, Aria ofegava.

Seus cabelos ruivos estavam bagunçados e suor pingava do seu corpo. A lança que ela agarrava também estava em farrapos. Aria era incompatível com Dragão Terrestre protegido pelas duras escamas.

— Puxa vida… quando eu estou querendo ir ajudar o Lyle. Eu realmente estou carente de poder.

Ela queria rir ou chorar?

Aria não sabia seus próprios sentimentos. Clara levantava seu cajado e dirigia uma forte luz contra a fera. Eva disparou uma flecha enquanto a fera estava sem visão.

Quando a flecha enfiada entre suas escamas explodiu, o Dragão Terrestre sequer tremeu.

Do céu, Mônica e as Valquírias acertavam seus ataques, mas o máximo que podiam fazer era selar seus movimentos. Novem tinha selecionado o monstro perfeito para ganhar tempo.

No céu, Mônica estalava sua língua.

— Que persistente!

Ela fez chover algumas centenas de linhas de luz no Dragão Terrestre, mas o dragão se encolheu como uma bola e resistiu. Apesar de sua superfície ficar vermelha do calor, se esfriaria instantaneamente e retornaria à sua matiz original.

Aria estabilizou sua respiração, recobrando um agarro firme em seu cabo. Em sua mão esquerda, ela agarrava sua gema vermelha.

— Quantas vezes mais… não, vou atacar com toda a minha força quantas vezes forem necessárias.

Mesmo assim, seu corpo estava gritando. Seu fardo estava se tornando grande demais para carregar devido ao uso excessivo de Skills. O fardo de uso consecutivo em um curto período de tempo estava pesando bastante sobre ela.

Andar era doloroso.

Quando ela estava em tal estado, uma mão tocou em suas costas. A sensação de quatro mãos direitas… junto a uma luz vermelha… Uma voz gentil a envolveu.

『Dê o seu melhor.』
『Mostre a eles o poder da Casa Lockwarde.』
『… Todas nós vimos o quanto você se esforçou.』

No final, uma voz que a fazia lembrar de sua própria voz.

『O descendente dele e a minha foram capazes de se encontrar. Tenho certeza que é o destino. Então, Aria, lhe emprestaremos poder… o poder para dar mais um passo adiante.』

Quando o vislumbre da gema vermelha da Aria se fortaleceu, o cansaço se foi do corpo da Aria. E uma explosão repentina de força irrompeu de dentro.

Uma luz vermelha impregnou a lança em suas mãos. Só mais um pouco… mais um pouco.

“…!”

Mas o Dragão Terrestre na frente da Aria sentiu o perigo, e atacou. Ele pretendia esmagar a Aria como sua maior prioridade.

— Aria!

As flechas da Eva foram disparadas contra os olhos do dragão, e acertaram em cheio. Mas o Dragão Terrestre continuou sua investida, talvez sentindo um perigo ainda maior da Aria.

Mesmo com a Mônica e as outras atacando do céu, ele não vacilava. A Mônica armada com foco em laser disse:

— Munições físicas seriam mais efetivas!

Clara olhou em volta, para o compartimento de carga do Portador, enterrado no entulho.

— Portador, por favor.

A porção do compartimento de carga estourou do entulho, partindo de repente. Quando bateu contra o flanco do dragão, o Dragão Terrestre o atropelou com seus enormes membros inferiores.

Nisso, dois olhos fixados à sua cabeça pilar, que deveriam ser meros ornamentos, começaram a brilhar.

Levantando seu rosto, o minério mágico embutido em seu peito soltou uma forte luz. E assim, enquanto levantava vento, o torso do Portador atacou o Dragão Terrestre. Enquanto o forçava a se retirar, ele instigou uma explosão. A enorme explosão espalhou entulho, e fez todos os presentes sentirem a onda de choque. Quando isso passou, Clara foi deixada estupefata.

— Não… eu nunca dei essas instruções…

Mônica, de cima.

— Eu não programei essa função… foi um curto-circuito? Acho que é isso o que dá forçar tantas modificações.

Da fumaça, o exausto dragão terrestre deu um passo adiante. Em seguida, enquanto arrastava seu corpo, outro passo.

Abrindo sua boca, o dragão cuspiu sangue. Mas ainda assim, avançava.

Aria abriu bem os seus olhos. Em suas pupilas violetas repousava uma luz vermelha, e ela sentiu como se suas costas estivessem sendo apoiadas.

『… Mostre para todos. E nunca abaixe sua cabeça. És uma esplêndida filha da Casa Lockwarde.』

Quando uma luz vermelha a envolveu, entulho voou de onde ela tinha chutado o chão. Ela subiu ao ar, ao céu até mesmo. O Dragão Terrestre foi incapaz de acompanhar a velocidade da Aria, apenas levantando seu rosto ao céu em uma tentativa de segui-la.

Então, com uma única linha de luz vermelha.

O Dragão Terrestre foi bifurcado de forma limpa, lentamente partindo em duas metades.

E sobre a porção partida estava a Aria. Ela falou para todas, enquanto envolta em uma luz vermelha e com sua lança apoiada contra seus ombros.

— Vamos lá. Não vou conseguir me acalmar até acertar umas naquela idiota da Novem.

Na outra ponta do olhar da Aria, havia as formas da Novem e do Lyle.

Mônica desceu um rasante até o chão, coletando a cabeça distorcida do Portador. Clara correu até a Mônica.

Eva falou às duas.

— Estou indo na frente.

Então, junto com a Aria, ela foi para o Lyle. As Valquírias também as seguiam por trás. Mas todas deram um olhar para o Portador.

Mônica agarrava forte sua cabeça.

— … Eu não posso simplesmente ignorar isso como uma máquina em curto-circuito. Você foi um esplêndido camarada, Portador…

Clara ofereceu uma oração silenciosa ao seu parceiro que a tinha acompanhado por tanto tempo…

… Diante do que antes era o portão da frente de Centralle, o Chefe de Oitava Geração da Casa Walt, Maizel Walt, liderava seu exército, destruindo os soldados esqueletos enquanto entrava na cidade.

O Oitavo assistia a luta no meio de Centralle.

— Nos atrasamos demais. Mas isso não terminou ainda.

Ao seu lado, sua esposa, Claire, assentia.

— Sim, ainda há de acabar. Precisamos nos desculpar adequadamente com o Lyle.

Muito das forças inimigas tinham se concentrado na frente, então a unidade do Maizel tinha sido a última. Em volta havia um guerreiro bestial, e a figura de Maksim em sua armadura de areia.

O guerreiro bestial passou pelas muralhas em um passo rápido e se apressou para frente. Em seus ombros estavam a Miranda e Shannon, e a Milleia.

Milleia olhou para as múltiplas batalhas ocorrendo ao longe enquanto falava com a Miranda.

— Iremos para o dragão dourado.

Shannon olhou para a Milleia.

— Hã? E o Lyle?

Milleia encolheu seus ombros de leve.

— Vamos dar um tempinho para ele. Parece que o Lyle tem suas próprias batalhas também. Mais importante, preciso dar uma boa surra em um certo alguém. Shannon… você vai me ajudar, não vai?

Shannon assentiu várias vezes em resposta ao sorriso de Milleia que não tomaria um não como resposta.

Miranda inspecionou a forma surrada do dragão dourado.

— Mas parece que as coisas vão acabar por ali também

Nisso, Milleia falou:

— É precisamente por isso. Eu quero atrapalhar eles um pouco.

Milleia deu uma risada…

… Apesar de haver legiões enfrentando o Dragão Lenda, em geral eram os sete ancestrais realizando a maior parte dos ataques.

O Primeiro balançava sua espada gigante.

— Covarde! Aparecendo tão tarde!

Estendendo sua lâmina invisível, o Terceiro ria enquanto infligia um profundo ferimento no dragão.

— Ora, mas do que você poderia estar falando? Cara~, se as coisas continuarem assim, então serei eu dando o golpe final, não serei? Caramba, isso vai realmente chamar atenção. Acha que isso me faria o mais forte dos chefes históricos? Bem, fui eu quem ficou na Joia até o final, então isso é apenas o óbvio!

Quando o Dragão Lenda abriu sua boca, o Terceiro encolheu sua espada, antes de estendê-la a fim de enfiá-la profundamente por sua garganta.

Tendo feito o antigo Rei de Faunbeux se retirar, o Sexto, que finalmente tinha voltado à matança do dragão, berrou em horror. Com o Dragão Lenda.

— A-aguenta aí! Você ainda consegue lutar mais, Dragão Lenda! Destrói aquela lâmina de covarde dele!

O Quinto olhou para o Terceiro.

— Aquele bastardo é puramente forte. Se for apenas em questão de esgrima, ele está em um nível bem alto. Mas quem exatamente achou que seria uma boa ideia dar uma arma como aquela para um cara desses!?

O Segundo preparou seu arco.

— É porque você sempre fica se esgueirando em volta de assuntos importantes!!

O Quarto parecia vexado.

— M-mas desperdiçar qualquer tempo a mais seria…

O Sétimo tentou mirar a ponta de sua arma no Terceiro.

— Me solta, Zell! Eu vou dar um tiro nele!

— Você não pode, Brod-sama!

Quando o Terceiro retraiu sua espada no ar, ele rodopiou seu corpo. E com um pouco de força centrífuga, a espada que ele tinha lançado no pescoço, moveu-se de modo a arrancá-lo de modo limpo.

— Ahahaha, que pena! … O quê!?

Mas um impacto correu contra sua lâmina na metade do caminho, e o Terceiro perdeu o equilíbrio, o Dragão Lenda pregado no chão pôde viver um pouco mais.

Havia um golem bestial olhando o Terceiro de cima. Em seus ombros estava a Milleia, entregando um mosquete de um tiro só para a Shannon. Além do mais, ela estava sorrindo.

— Essa Mulher!! Ela ainda tá guardando rancor por eu ficar provocando ela!

Assim, até o Terceiro ficaria furioso com sua tentativa de ganhar o título de matador de dragão ser impedida. Nisso, o Sexto olhou para a Milleia.

Do ponto de vista do Sexto, era como se a Shannon tivesse disparado a arma.

— Então ela errou. Mas bom trabalho! Milleia, você chegou a tempo!

Olhando para o Sexto, Milleia sorriu e acenou. Mas quando olhou para o Terceiro, dirigiu um sorriso de esgar grosseiro.

Silenciosamente abrindo sua boca, ela passou a mensagem: “Que. Tal. Isso?” para o Terceiro.

O Dragão Lenda Abriu sua boca enorme, espremendo seu último jorro de força. Alçando muito acima dele, uma brava… a esposa do Primeiro segurava sua glaive em ambas as mãos, colocando todo o seu poder em um único golpe a fim de decepar a cabeça dele.

Aterrissando no chão, ela enfiou seu bastão nele.

— Puxa vida, quanto tempo você planeja levar!? Já terminei aqui, hora da boia. E eu vou lá chamar o menininho que ainda tá lutando ali, então pode vir todo mundo seguindo. Vocês, cortem direito o dragão! Tenham certeza de drenar direito também.

Em volta, todos os homens de aparência bárbara responderam imediatamente:

— Sim, chefa!

Todos abaixavam suas cabeças. Com suas conquistas roubadas, os ancestrais relutantemente seguiram atrás do Primeiro.

— Vovó, tô indo também!

— Tá bom, fica perto da sua vovó. Puxa vida, quanto tempo eles vão ficar flertando assim? Vou fazer eles trabalharem duro na preparação desse banquete. E enquanto isso, vou provocar eles também!

— Eba! Eu sabia, minha vovó é incrível!

— Pode apostar. Senão, não teria como eu ser uma mulher da Casa Walt… olha, toma cuidado por onde anda. Tem muito escombro em volta.

Ao invés de montes de escombro, eles estavam em uma montanha feita deles.

A esposa do Primeiro e Dewey davam as mãos. Apesar de suas palavras rígidas, sua expressão era gentil.

E acompanhando a esposa do Primeiro que tinha falado que o Lyle estava flertando, os ancestrais e suas esposas seguiam atrás.

O Primeiro estava de ombros baixos.

— Qual é a dessa. Ela podia pelo menos ter me deixado dar o golpe final dessa vez.

O Segundo colocou sua mão nos ombros dele.

— Ei, vamos indo. Quando a gente chegar no Lyle, vamos ter um banquete.

O Primeiro cruzou os ombros com ele.

— Banquete soa bem! Bora ter um grande festival de carne de dragão! … Mas ainda não acho que vai ter gosto bom.

Pai e filho riram juntos.

Vendo eles, o Terceiro caminhava com o Quarto e o Quinto.

— Meu plano foi arruinado.

— Aquilo lá foi terrível. Por favor, reflita sobre suas ações.

— Mas até pra mim, aquilo foi exagero. Arrependa-se.

As esposas do Terceiro, Quarto e Quinto caminhavam atrás deles. Elas não se intrometeram na conversa de seus maridos. Apenas a esposa do Quarto carregava montes de belas escamas nos braços, avaliando o seu valor.

O Sexto e Sétimo se encolhiam com suas esposas seguindo atrás deles.

— Por que só eu fico nessa atmosfera sufocante…

— Você colhe o que semeia. Quando é um inferno só com uma, a culpa é sua por se casar com três.

Nisso, Zenoire fechou seu leque com um estalo. Com um sorriso gentil em seu rosto, ela intimidou o Sétimo.

— Querido?

— Só brincadeira! Estou feliz por ter me casado com a melhor esposa do mundo!

O Sexto olhou para o Sétimo e riu. E Milleia, que tinha descido do guerreiro bestial se encontrou com ele.

— Mano, deixe-me acompanhá-lo.

— Oh, claro, vem junto! Tenho certeza que você tá curiosa sobre o Lyle e a Novem também.

Nisso, em um estado surrado, o antigo Rei de Faunbeux correu até ele.

— Velhote maldito! Que história é essa da minha neta ser a concubina do seu neto!?

O Sexto fugiu com um sorriso, e Milleia seguiu atrás dele. E então, também, o antigo Rei de Faunbeux. O Sétimo suspirou enquanto olhava para os três.

— … Puxa vida, como eles são animados.

Ele disse…

… Ludmila e as outras foram deixadas para trás.

Elza parecia bastante perturbada. Aqueles em volta tinham começado a dissecar o Dragão Lenda.

— Ei, como é que se disseca isso!
— Acho que é pra comer ele de dentro.
— Traz uma birra. Birra! Aos barris! Tem que ter alguma em algum canto. Se tem exércitos aqui, na certa tem um pouco em volta.

Gracia também estava sem saber o que fazer. Nisso, Miranda desfez seu golem e aterrissou no chão.

Shannon se virou para todos.

— O que você está fazendo? Vamos logo andando, logo. Ela falou que se a gente não acabar logo com isso, o banquete não pode começar.

Ante às palavras de sua amiga, Shannon, Elza começou a caminhar.

— I-isso mesmo. Eu não sei se um banquete é a coisa certa a se fazer, mas… bem, não podemos simplesmente abandonar o Lyle e todo mundo.

Gracia falou, em meio a um suspiro.

— Puxa, depois de vir tão longe, não faz mal seguir até o final. Vamos lá!

Miranda fez uma expressão cansada e relutante. Enquanto passava seu cabelo para trás da orelha, ela começou a caminhar.

— Se houver mais disso, eu realmente gostaria de um descanso. E se não deixarmos as coisas claras, ficarei irritada. Também tenho que dar uns tapas na Novem.

Ludmila segurava sua espada longa na bainha em sua mão esquerda enquanto olhava para o grupo seguindo em frente…

— … Eles são bizarros demais, essa Casa Walt. Ao invés de mais fortes… eles são puramente absurdos.


Tradução: Batata Yacon   |   Revisão: Delongas


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