Sevens 156

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Epílogo

 

… Por volta do momento que o grupo do Lyle estava saindo vitorioso em Zayin.

De volta em Arumsaas, dois Cavaleiro que haviam sido despachados de Lorphys pararam no laboratório do Damien.

Aquele que havia recebido a carta de introdução do Lyle, 【Damien Valle】 era um gênio conhecido como um dos Sete Grandes da Academia. Alguns parafusos em sua cabeça estavam só um pouquinho soltos, mas era isso que o fazia um dos Grandes, afinal.

Os outros membros dos Sete Grandes, dispersos pela história, eram todos gênios, mas indivíduos com problemas aqui e ali. Damien queria criar sua mulher ideal perfeita, ou assim dizia o pervertido, enquanto avançava em sua pesquisa.

No laboratório de pesquisa, empregadas com os mesmos rostos e roupas realizavam a limpeza, e preparavam chá para os dois Cavaleiros.

Damien sentou-se no sofá, pegou a carta, e retirou a pequena placa preta dela.

— Ele disse que essa daí era para as outras.

Uma empregada… uma autômato aceitou o item, e colocou o cartão em seu bolso. De repente, seus olhos começaram a cintilar…

— … Ele contém dados deixados para trás pelas nossas irmãs cativas nos Labirintos. O corrompimento é grave, e é impossível analisar tudo. Mestre, parece que aquela inútil da Mônica conseguiu colocar as mãos em um dos segredos do mundo em um Labirinto de Beim.

Ouvindo isso, os Cavaleiros fizeram expressões surpresas. Mas Damien calmamente tomou seu chá.

— Entendo. Não estou realmente mais interessado nisso. Digo, é irrelevante para minha pesquisa. Mas isso é realmente perturbador.

Com surpresa e espanto, os Cavaleiros confirmaram com Damien:

— Hm, perturbador? Você quer dizer que não pode passar a tecnologia do Portador para nós?

Damien removeu seus óculos, e esfregou as bordas internas de seus olhos:

— Oh, eu ensiná-los. Já é arte passada. Se vocês largarem algum dinheiro na academia, acho que eles também irão ensiná-los bondosa e gentilmente. É claro, quem formou a base para isso foi o Lyle. Teria sido mais rápido simplesmente obter do Lyle.

Os dois Cavaleiros trocaram olhares. Eles pareciam bastante perturbados. Nunca foi sequer considerado que o Lyle era o desenvolvedor.

— Então o que é que lhe perturba?

Damien colocou seus óculos de volta, e sorriu:

— A irmãzinha do Lyle, Celes, sabe. Ela estará vindo para Arumsaas em breve. Não, é realmente perturbador. Perturbador o bastante… parece que o alvo dela sou eu.

Na carta do Lyle, ele detalhou a ameaça da Celes. Ele escreveu como um alerta, mas não havia nada que o Damien realmente pudesse fazer.

Então Damien se levantou.

— Bem, tenho certeza que será mais fácil procurar os materiais necessários em Beim do que aqui, certo? E a academia não tem parecido muito bem ultimamente. Parando para pensar, talvez seja porque os membros importantes partiram para Centralle? Ahahaha, é exatamente como o Lyle disse.

Após irromper em risadas, Damien se dirigiu mais uma vez aos Cavaleiros:

— Okay, vamos fugir. Nº 1, Nº 2, Nº 3… empacotem minhas coisas, estamos indo para Beim. Esses dois são nossos guardas.

As empregadas pegaram as bordas de suas saias, e as levantaram levemente em mesura.

— Muito bem, Mestre. Com isso, seremos capazes de atender o pedido da Mônica.

Damien inclinou sua cabeça.

— Pedido? O que ela pediu?

A empregada chamada Nº 1 falou:

— Um desenho para um golem humanoide para combate, assim como o desenvolvimento de um golem que possa fazer uso de núcleos de autômatos. A recompensa é tecnologia antiga… espaços opcionais para nós. Aquela incompetente. Ela disse que jogaria fora tudo que tivesse duplicatas, então temos que ajudá-la. Nós a esmurraremos ao chão com nosso trabalho de equipe recém refinado.

Damien tocou sua mão ao queixo.

— Como esperado do Lyle. Ele está fazendo coisas interessantes, entendo. Certo. Vamos fazer ele cuidar de nós. Okay, preparem-se para partir imediatamente.

Quando Damien disse isso, as empregadas rapidamente começaram a correr pelo laboratório de pesquisas.

— Esse daqui irá no Portador de transporte de larga escala…
— É hora de nós mostrarmos nosso poder.
— Hm, deixe o desenho preliminar do golem para nós. O Mestre pode desenvolver o dispositivo para incorporar os núcleos…

Os dois Cavaleiros que vieram todo o caminho para Arumsaas estavam estupefatos pela decisão imediata do Damien de partir, e tudo o que podiam fazer era assistir…

… Filial Leste da Guilda de Beim.

Lá estava um grupo encapuzado de dois.

Uma das pessoas deixou seus cabelos azuis claros se mostrarem sob seu capuz.

O nome da garota pequena e magra era 【Adele Belgi】. A garota de dezessete anos havia boiado de Daliem em Bahnseim para Arumsaas, para Centralle, e todo o trajeto até Beim.

Aquele se posicionando das ondas de pessoas era um alto rapaz. Ele carregava uma lança envolta em pano, e também tinha uma espada em sua cintura.

Suas armas e constituição o faziam um guerreiro à primeira vista, e aqueles em volta tentavam evitar esbarrar nele.

Seu nome era 【Maksim Danhel】… vinte e sete anos de idade, e um antigo Cavaleiro vassalo, ele havia seguido a filha de seu Senhor Feudal, Adele, por proteção, e viera com ela para Beim.

Os dois absorviam o cenário da Filial Leste.

Os olhos verdes de Adele observavam os aventureiros passando. Quando não pôde encontrar aquele que procurava entre eles, ela suspirou.

— Como pensei, é impossível. Há muitas pessoas em Beim.

Enquanto Adele desistia, Maksim falou com um sorriso:

— Nós acabamos de chegar. Desistir não nos levará a lugar nenhum, Adele-sama.

Nisso, Adele assentiu para ele, e sorriu. O rosto de Maksim se avermelhou um pouco, e ele o coçou com a ponta de seu dedo.

— Isso mesmo. Não há dúvidas de que ele está em algum lugar por aqui. Nós precisamos localizá-lo a todo custo… o Sr Lyle Walt, Antigo Menino Prodígio da Casa Walt.

Os olhos de Adele se cerraram.

As sobrancelhas de Maksim também se moveram um pouco. Seus longos cabelos castanhos puxados completamente para trás de sua testa, e seus olhos vermelhos absorviam os arredores.

— Daliem, Arumsaas, Centralle… não há falta de histórias sobre ele. Talvez ele tenha se tornado famoso por aqui também.

Maksim falava enquanto olhava em volta, e Adele tocou seu polegar na boca, e abaixou os olhos.

— É isso que estou esperando. Erradicando uma quadrilha de bandidos em Daliem, penetrando o quadragésimo andar do Labirinto de Arumsaas com os menores números registrados. A batalha de irmão e irmã em Centralle… Realmente espero que ele seja uma boa pessoa.

Mas Maksim…

— Há muitos rumores estranhos em volta dele. Mas é imaginável que ele tenha vindo para Beim a fim de fugir. O que você poderia estar esperando de um homem desses, milady?

Adele levantou seus olhos para o céu. Ela removeu seu capuz, e deixou seus cabelos azuis claros soltos.

— Eu não sei.

— Não sabe, não é… não, bem, eu lhe seguirei até o final.

Maksim soava cansado, mas Adele falou:

— Minha família ficou estranha depois de conhecer a Celes. Eles deveriam estar protestando em Centralle, mas quando voltei para casa, eles de repente desejaram participar de sua guerra civil. Isso é claramente estranho. Pensei que seria perigoso encontrá-la diretamente. Foi por isso que fui atrás de pistas, e vim todo o caminho até aqui…

Adele virou seu rosto para Maksim:

— Os Cavaleiros que você chamou de melhores amigos também foram massacrados. Aqueles que uma vez foram proeminentes Cavaleiros de Bahnseim não foram páreos de modo algum. É como se estivéssemos nos contos de fada de trezentos anos atrás.

Adele, que falava de contos de fada, soltou um suspiro na direção da Filial Leste, e começou a caminhar para fora. Acompanhando seu ritmo pequeno, Maksim a seguiu.

— Eu sinto muito, Maksim, mas vamos nos tornar aventureiros de Beim. Aqui, poderemos procurar por informações sobre Lyle Walt.

Para Cavaleiro, pelo menos em Bahnseim, tornar-se um aventureiro basicamente indicava que você havia falhado na vida. Mas Maksim sorriu.

— Se esse é o seu desejo, milady.

Ele falou isso com um sorriso…

— Mas que porcaria é essa…? O que raios deveria significar essa de 【Cavaleiro Sagrado do Julgamento】?

Dentro do templo da capital de Zayin, no quarto que me fora oferecido, eu havia batido minhas duas mãos na mesa várias vezes.

Eu havia abatido o Cavaleiro capitão, e estava esperando a guerra chegar a um fim. Era assim que deveria ter sido, quando Eva de repente veio até mim com um sorriso.

Eva, a cantora, me informou das histórias que esteve contando em volta da capital.

Há também o 【Cavaleiro Sagrado Azul】, o 【Cavaleiro Sagrado do Amor】, e o 【Guardião dos Milagres】. A propósito, a história tem duas rotas diferentes para a Thelma-san e Aura-san como heroínas. Um amor imoral que cruza a fronteira da idade! Um grande sucesso entre mulheres de meia idade! No caso da Aura-san, é simplesmente tradicional, então é simplesmente popular. Quero dizer, a guerra que começou com apenas cem conseguiu derrubar vinte mil.

Eu a observava fazer um sinal de paz com a mão em deleite enquanto eu pressionava ambas as minhas mãos contra minha cabeça. E quem entrou depois foi a Clara.

— Lyle-san, a verdade é, há algo que eu gostaria de te perguntar a respeito.

— O que é?

Quando me virei para ela com uma expressão debilitada, ela pegou um bloco de notas em mãos.

— Seus sentimentos quando desejou recapturar Zayin, e a história de que você estalou seus dedos em suas negociações com Lorphys, porque sabia que o mensageiro estava vindo… Isso não deixa de parecer fictício para mim não importa como eu escreva, então gostaria de mais detalhes sobre o assunto. Além disso, eu também gostaria da razão de você ter abandonado a fortaleza que havia capturado, e decidiu assaltar a capital.

Seus olhos brilhavam, e ela fazia essas perguntas com uma expressão séria.

Mas a Eva:

— Ei, espera! O que você quer dizer com elas soarem fictícias! Havia uma razão esplêndida! A fim de salvar a conturbada Donzela Sagrada, e as pessoas de Lorphys, ele se impôs! Só porque soa suspeito, isso não significa que você tem que distorcer a verdade!

Eva se aproximou mais, e Clara levantou seus óculos, captando a luz. Foi um pouco assustador.

— É tudo para deixar registros para o mundo por vir! Se você não fizer registros adequados, então as pessoas como você vão catar, escolher, e modificar, e inventarão uma história completamente diferente no final!

— Mas é verdade, não é!? Está tudo bem um herói se mover sem ser para seu próprio interesse pessoal! Está tudo bem se eles forem idiotas incapazes de calcular perdas e ganhos! Isso é um herói de verdade!!

— Isso tá errado. Isso definitivamente está errado!

Estendi minha mão direita, e ponderei se deveria intervir na discussão delas, quando ouvir um estouro de risadas dos meus ancestrais.

O Terceiro soava bastante satisfeito com minha nova alcunha.

『Cavaleiro Sagrado do Juuuuuuuulgamento!! Que maneeeeeiro!!』

Até o Quarto…

『O Cavaleiro Sagrado Azul, o Cavaleiro Sagrado do Amor… então você não consegue escapar de ficar preso a Cavaleiro Sagrado. Isso não é bom, Lyle? … Com isso, você é oficialmente um aventureiro famoso com um esplêndido apelido. Os trabalhos virão rolando rapidinho!』

… Ele estava encantado pelo dinheiro que poderíamos ganhar.

O Quinto falou:

『É melhor que aqueles nomes de “Filho Idiota” ou “Lyle, o Fardo” que você recebeu antes, não é? Mas Julgamento, huh… por que é que alcunhas que parecem adequadas demais acabam soando como ruins ao invés?』

O Sétimo continha sua risada:

『E-está tudo bem não es… pff! Mas Guardião dos Milagres, não é? Mesmo não sendo um milagre, mas algo mais próximo das preparações que você construiu. Bem, é interessante, então está aprovado.』

(Eles estão se divertindo com isso. O padrão de sempre, não é?)

Com esses sentimentos de irritação, soltei um suspiro, e sentei-me em minha cadeira. Nisso, ambas, Eva e Clara se viraram para mim.

— O-o quê?

Eva falou com uma expressão séria.

— Então Lyle… que apelido você quer? Que quero dizer para minha tribo espalhar com isso como núcleo. Se houver uma porção deles, vai ficar confuso.

Era basicamente o mesmo para a Clara.

— Uniformidade é importante. Lyle-san, tem 【Cavaleiro Sagrado Azul】, 【Cavaleiro Sagrado do Julgamento】, 【Cavaleiro Sagrado do Amor】, 【Guardião dos Milagres】… acho que ouvi 【Cavaleiro Sagrado da Donzela Sagrada】 também. O último aparece mais em contos com temas de romance. Você está fazendo par com a Thelma-san ou a Aura-san.

Olhei para os rostos delas, e berrei:

— Todos rejeitados! Nenhum é do meu gosto! Se inventarem algo que me deixe satisfeito, então usem!

Nisso, o Terceiro soltou sua voz de dentro da Joia:

『Você realmente é estúpido, Lyle… esses tipos de coisas são decididas pelo que outras pessoas querem te chamar. Você deveria escolher um seguro enquanto ainda pode.』

(… Mesmo quando não têm um único seguro entre eles.)

Eu observei a Eva e a Clara argumentarem sobre que alcunha era melhor, enquanto segurava minha cabeça.

… Dentro do templo de Zayin.

Nele erguia-se a deusa final… uma estátua da sétima deusa. Olhando à imagem da deusa que seus seguidores haviam formado arbitrariamente, estava Novem.

Shannon a estava ajudando ao seu lado, enquanto Miranda, Aria, e Mônica estavam realizando trabalhos diferentes.

May havia ido entregar uma carta para Lorphys, então Shannon era a única que podia ajudá-la.

Elas estavam em um local importante, e as virgens consagradas também haviam sido despachadas para limpar o lugar.

— … Por que eu estou limpando? Logo quando pensei que estava sendo usada como isca, fui enfiada no Portador, e no momento que me deixaram sair, me mandam limpar o templo sagrado… não importando o quanto eu proteste esse tratamento que estou recebendo. Não acho que vou te perdoar.

Enquanto ela expressava suas reclamações, Shannon usava uma flanela para esfregar um banco. Novem queria adverti-la que suas mãos haviam parado, mas como a Novem já havia terminado todo o seu próprio trabalho, ela não podia realmente falar nada a respeito.

Quando Shannon se virou para Novem enquanto ela levantava os olhos à estátua da Deusa, ficou um pouco surpresa. Não era sequer comparável a quando ela estava com o Lyle, mas havia uma leve flutuação em sua Mana.

Em sua Mana sempre parada.

Os olhos de Shannon não enxergavam, mas eram dotados de uma Skill especial que lhe deixava visualizar Mana. Desse modo, Shannon podia agir como se enxergasse completamente bem.

(Ela está com raiva de algo? Não, isso é tristeza…)

E enquanto ela a observava, os lábios de Novem se moveram:

— Coisas como nós de… deuses… por que os humanos…

Shannon encontrou-se com medo daquela voz quebrada, e reiniciou seu trabalho. Naquele momento, Novem a chamou.

Além do mais, antes que percebesse, Novem estava bem ao lado dela, inclinando-se para corresponder o nível de seus olhos.

— Shannon-chan.

— S-sim!

Shannon soltou uma voz assustada, reunindo os olhares das virgens em volta. Mas pensando que ela estava apenas levando uma bronca de novo, as mulheres rapidamente voltaram ao seu trabalho.

Novem estava sorrindo. Como sempre, sua Mana estava imóvel. Quase como se não estivesse lá.

— Quando isso acabar, nós teremos almoço, então faça seu melhor até lá.

— … C-claro.

Shannon podia apenas assentir.

(Ela não percebeu? Graças à Deusa.)

Quando ela pensou isso, Novem ofereceu algumas palavras:

— E por favor esqueça das palavras que acabou de ouvir de mim. Elas não carregam nenhum significado em particular.

O último prego no caixão foi martelado, e Shannon assentiu de novo, e de novo, e de novo…

… Dentro do castelo real de Lorphys.

May encontrava-se com Alette e Lombolt em uma de suas salas.

Quando ela entregou a carta em sua posse, Lombolt levou sua mão à boca, surpreso. Talvez Alette estivesse curiosa, já que buscou uma explicação.

— Primeiro Ministro, como está Zayin?

Lombolt esfregou seu suor, e entregou a carta para Alette. Quando ela a pegou, olhou o conteúdo, e arregalou seus olhos.

— Com apenas… com apenas cem homens, está dizendo que ele retomou Zayin? Ele realmente fez isso?

Ela olhou entre May e a carta algumas vezes, então May falou:

—- Foi por isso que eu falei. Que o Lyle tinha derrotado Zayin. Então ele me disse para vir aqui e ver se vocês estão se movendo conforme prometeram.

May não soava muito interessada, já que mastigava petiscos em cima da mesa.

Lombolt falou:

— … Atacar e derrubar Selva? Se for agora, mesmo se à força, podemos formar a aliança internacional que prometemos. Não é como se precisássemos ir longe ao ponto de arruiná-los.

Diante dessa declaração, May enfiou o petisco final em sua boca, e engoliu.

— Esse era o plano desde o começo, não era? E quem começou isso foi Selva. Enquanto estamos no assunto, aqueles que atacaram o Lyle eram pessoas de Selva, não eram? Honre sua promessa.

May falou isso em uma voz infantil, mas Alette:

— Você sabe o que isso significa? Derrubar é…

May inclinou sua cabeça.

— Trocar o chefe, não é?

May era uma qilin, e não se podia dizer que seus pensamentos eram muito próximos aos dos humanos. Ela apenas pensava em guerras como algo no nível de disputas de território.

E a opinião do Lyle era a opinião do Quinto, a opinião de Fredricks. May devia ao Fredricks a dívida de salvar sua vida.

— Se vocês não puderem se mover, então talvez o Lyle se mova por conta própria. Mas nesse caso, eu não sei o que vai acontecer.

Mesmo sozinho, ele seria capaz de conquistar Selva. Foi assim que ela fez soar para os dois. E na realidade, com mão de obra mínima, Lyle havia obtido vitória sobre Zayin.

Lombolt achava essa habilidade dele pavorosa.

— Nós teremos uma reunião. Não podemos dar uma resposta imediatamente.

May se levantou, e foi para a janela. Eles estavam em um ponto bastante alto do castelo, mas independentemente disso, ela o escalara com uma expressão calma, antes de se virar.

E finalmente…

— Então irei dizer ao Lyle que vocês terão uma reunião.

Dizendo isso, ela saltou.

Os dois observando suas costas pensaram em como eles nunca sabiam como ela fazia isso, não importando quantas vezes assistissem…

… Enquanto Mônica limpava, ela olhava para o espaço em sua volta.

Destruição via magia, e chão manchado.

Enquanto ela limpava tudo, alguns dias já haviam se passado.

— Quando eu não estou nem cuidando daquele Frangote, por que é que eu tenho que me esforçar tanto nisso? Recentemente, eu não fui capaz de cuidar dele nenhum pouco. Estou perdendo minha motivação.

Tão desmotivada quanto fosse sua limpeza, ela ainda era uma empregada autômato de altas especificações.

Seus arredores rapidamente ficavam mais e mais limpos.

— Eu trabalhei duro. Trabalhei realmente duro dessa vez, e mesmo assim…

Uma descontente Mônica estava bastante desapontada por não poder ficar ao lado do Lyle. Nisso, ela viu Aura caminhando pelo corredor.

Ela estava cercada pelas virgens do templo, e levando o Vice-Capitão dos Cavaleiros Sagrados, Creit, junto.

— Bom dia, Mônica. O tempo realmente está bom hoje.

O sorriso sufocante de Creit mostrava que este exato momento era a epítome da felicidade, enquanto oferecia seus cumprimentos. Nisso, uma virgem o advertiu.

— Vice-capitão, você não pode cumprimentar pessoas enquanto andamos. Porque outros devem abrir caminho para a Donzela Sagrada.

— É mesmo? Que complicado.

E soltando um suspiro, Aura acenou sua mão indiferentemente.

— É, não teremos mais nada disso de agora em diante. Se vamos quebrar e construir de novo, então precisaremos de algumas regras novas. Começarei a escrever as necessárias mais tarde.

Enquanto ordenava as virgens consagradas, deixando de lado o tom, ela era a Donzela Sagrada. Quanto às roupas, ela ainda estava vestindo os trajes feitos pela Mônica, que mostravam as linhas de seu corpo.

Atrás dela, caminhava Remis em algemas.

— Oh, você já está partindo?

Aura assentiu:

— Isso mesmo. Ela já está morta em Zayin, então vai ser deportada. Ela terá permissão de carregar uma porção de seus bens.

Aura não havia matado Remis, e era o mesmo para Thelma. A Donzela Sagrada era uma decoração e uma marionete. E sabendo disso, nenhuma delas podia tomar medidas drásticas.

Mas não podiam deixá-la em Zayin.

A facção já havia sido esmagada, mas não havia como dizer que Remis não tentaria uma rebelião própria. Então deportação.

— Você realmente é bondosa. Mas duvido que o Frangote também fosse matá-la. Ele é bondoso com mulheres… se ao menos ele fosse bondoso comigo também.

Aura parecia incomodada enquanto Mônica desenredava seus verdadeiros sentimentos. E uma das virgens…

— Eu não permitirei que você fale palavras tão rudes do Cavaleiro dos Cavaleiros, Lyle-sama… do Cavaleiro Sagrado do Amor!

Mônica parecia radiante.

— Oh? Eu gostaria de ouvir mais disso em detalhes. O Frangote é um Cavaleiro Sagrado do Amor? Devo dizer que combina com ele, ou um pouco mais que isso… por que não me conta?

Ignorando a Mônica enquanto ela se aproximava, Aura partiu:

— Ei, vamos indo.

Nisso, Remis falou:

— Eu definitivamente te farei se arrepender disso. Eu odiei o país de Lorphys por matar o meu pai, mas agora é diferente. Agora, é você quem eu mais odeio.

Aura respondeu suas palavras com uma atitude despreocupada.

— Entendo.

E encerrou com essa única palavra…

… Dentro da Joia.

A Terceira Geração olhava para as três armas flutuando sobre a mesa redonda.

A primeira era uma espada gigante.

Então um arco.

E finalmente uma alabarda.

Ele estendeu sua mão na direção daquelas armas prateadas, mas o Terceiro não era capaz de tocá-las. Era como se elas soubessem quem era seu mestre.

A Quarta Geração olhava para as cadeiras vazias em volta da mesa.

『Nossos números caíram.』

O Quinto abaixou sua cabeça e sussurrou:

『Isso mesmo.』

O Sétimo olhava para as portas nas paredes da sala. A entrada para os quartos de memórias. Havia agora cinco delas.

『Nós temos apenas cinco portas agora. Elas diminuíram mais uma v… espera, o quê?』

Cinco…

O Terceiro se levantou de seu assento, e olhou para a nova porta que havia manifestado. A cadeira na frente era aquela do Lyle.

『Depois de tanto tempo… Não, já se passou um ano. Não é estranho ter aparecido, eu acho.』

A formação do quarto de memórias do Lyle gerou uma erupção de silêncio dentro da Joia.

E o Terceiro…

『… Querem dar uma espiada?』

Nisso, o Quarto se levantou, e empurrou seus óculos para cima com um dedo.

『Você está curioso assim? Então não tem jeito!』

O Quinto também se levantou.

『Não, parece que vocês todos estão entusiasmados.』

O assento do Sétimo era o mais próximo da porta, então ele assumiu a liderança da marcha.

『Primeiro.』

Nisso, o Terceiro:

『Ah, trapaceiro!』

Enquanto eles corriam afobados para ultrapassá-lo, o Sétimo abriu a porta, e a fechou imediatamente. Quando se aproximaram em curiosidade, o Sétimo sacudiu sua cabeça.

『Não existe tal coisa como fadiga aqui, mas…』

O Quarto se aproximou da porta.

『Do que você está falando? Puxa vida… viu, não tem nada… hmmm? Mas o quê!!?』

Quando o Quarto abriu a porta com um sorriso, sua respiração ficou acelerada enquanto ele a fechou com uma batida. E quietamente…

『Isso não é possível. Por quê? E isso deveria ser o quarto de memórias do Lyle. Não tem como ele tê-la conhecido.』

Curioso, o Quinto abriu a porta. E a fechou lentamente, inclinando sua cabeça.

『Que estranho. Tenho certeza que esse não é meu quarto, mas…』

O Terceiro não conseguia entender. Então ele próprio abriu a porta.

Nisso, ele encontrou uma cena da mansão que ele vivera em sua época se expandindo.

『… Eh?』

E notando ele na entrada, um garotinho acenou sua mão.

『Sleigh, hoje a gente vai ter guisado da vovó. Está um pouco temperado demais, mas tenha certeza de beber tudo sem reclamar. Se falar que é ruim, você vai fazer a vovó chorar.』

Vendo o garotinho sorrir, o Terceiro fechou a porta com força.

Sua respiração era uma bagunça.

『… Por que o Dewey está… aqui… esse não é meu quarto. E eu não tenho uma memória dessas… Eu não deveria ter uma.』

A pessoa que aparecera fora o falecido irmão mais velho do Terceiro, um jovem 【Dewey】.

E ele havia se movido como se estivesse realmente vivo. Não era o conjunto de padrões de movimento de uma simples memória.

O Terceiro recuou alguns passos, e olhou para a porta.

Terceiro, Quarto, Quinto, Sétimo… os quatro homens se punham estupefatos diante do quarto de memórias do Lyle…


Tradução: Batata Yacon   |   Revisão: Delongas


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9 ideias sobre “Sevens 156

  1. Thiago Morgado

    Já tava bolando altas teorias que o Lyle era um reencarnado, mas o Batata acabou coma diversão
    PS: Quero ver cena do Sr. Lyle dizendo que para a Thelma fazer das contos uma realidade

    Curtido por 1 pessoa

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  2. Gabriel Porto

    E os mistérios se aprofundam.
    A fala da Novem me faz crer que eles não eram deuses de fato e sim apenas pessoas que se destacaram demais naquilo que faziam e vieram de um outro lugar distante. Nunca considerei como deuses ao pé da letra, mas havia a chance. Agora ela caiu significativamente. Quem sabe ainda tenha de fato uma deusa, mas ao que parece, elas são apenas pessoas que pesquisaram e tiveram grandes conquistas em alguma área em específico.
    E temos também o mistério da nova porta na joia. Parece que cada ancestral viu algo diferente e viram as pessoas mais próximas a eles. Lyle verá seus pais? Ou verá sua irmã? Ou vai ser só um quarto normal? O Primeiro? O Segundo? Misterioso.
    Muito obrigado pelo capítulo excelente.
    Próximo volume teremos Sr Lyle!!!

    Curtido por 1 pessoa

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