Intervalo: O Imperador que Escapuliu, Arco da Vera

Anterior | Próximo


Intervalo: O Imperador que Escapuliu, Arco da Vera

 

— Hoje, sabe, me encontrei com o Fidel-san. Ele estava todo sorrisos, alguma coisa aconteceu? Foi absurdamente assustador.

A mansão da Vera no palácio interno era decorada com armas de fogo em caixas de vidro. Além disso, havia pequenos navios e outros ornamentos que faziam a pessoa pensar no mar, mesmo sendo também uma mansão, o conteúdo era bastante diferente da Aria.

Para as armas, a Mônica e as Valquírias se preocuparam que um pintinho pudesse se ferir, então , em cuidados excessivos, prepararam caixas de vidro, mas podia-se vê-las exibidas assim no quarto antes mesmo do nascimento de bebês.

Lyle, a quem Aria tinha dito que não era bom ele ficar enfurnado na mansão dela todo dia, e que deveria ir ver as outras garotas, tinha dado uma passada lá.

Alguns dias era uma coisa, mas ele tinha passado mais de uma semana na Aria, e até a Aria tinha ralhado com ele, então ele decidiu visitar a Vera.

— Meu pai? Bem, é verdade que ele parecia feliz, mas eu realmente não ouvi nada. Mais importante, ouvi que você demorou na Aria, mas… por que eu? Ouvi que a Miranda recomendou que você fosse para a Thelma-san, por exemplo.

Thelma, que tinha passado da metade dos trinta, e sem mais alternativas restantes, tinha sido incluída no palácio interno. Gastone enfiou a Aura junto em uma oferta de liquidação.

Sua terra natal de Zayin tinha envolvimento com o Lyle desde seus dias iniciais, e queriam mostrar o forte laço que tinham com o rapaz.

— Não, se a Miranda recomendou, quer dizer que é uma armadilha, é claro que vou questionar. Afinal, ela me convidou pra mansão e me acatou.

— … Miranda não escolhe os meios. Mas veja, Lyle. Isso é culpa sua. Quando o palácio interno foi completado por meses e você não veio uma única vez, e passou todo o seu tempo no escritório. Além do mais, recebendo conhecimento de uma autômato, é claro que a Miranda se sentiria desesperada. Novem tem uma crença profunda no seu amor por ela, então isso só causa mais irritação.

Vera informou ao Lyle do quão preocupado o Baldoir estava quando se consultou com Novem e Miranda.

Já que o Lyle tinha se afastado de seus amigos próximos, Maksim e Damien, Baldoir tinha ficado preocupado.

Fundar um império era bom.

Assumir o trono, que seja.

Mas não criar sucessores seria problemático. Se surgissem conversas da adoção de uma criança de um ramo da Casa Walt, havia a possibilidade de uma guerra explodir.

Apesar de haver muitas crianças talentosas entre eles, o problema seriam as forças que se formariam tentando levantá-los ao trono.

— … Eu só queria me preparar emocionalmente. Até pouco tempo o ambiente sempre tinha sido um de que nós perderíamos a guerra se eu pusesse as mãos em qualquer uma, sabia? Então não tem como eu fazer uma transição repentina pra um ambiente de “escolhe logo uma!” Não estou dizendo que não vou fazer nada, mas não podemos ir um pouco mais devagar?

Apesar da opinião do Lyle ter certa validade, herdeiros para o trono do imperador já era uma questão importante.

Do ponto de vista da Vera, seus próprios filhos sucederiam a Casa Trēs um dia, ou talvez ajudassem a apoiar a ascensão da Casa Trēs.

Eles seriam encontrados mais rapidamente na lista de ordem de sucessão se procurados de baixo para cima. Isso porque a Vera não era uma nobre. E a esposa principal era a Novem.

Se a Novem tivesse um filho homem, esse seria posto em primeiro na linha de sucessão sem questionamento. Certamente viraria o príncipe da coroa. Se não houvesse nenhum problema, é claro.

— Está tudo bem você ter vindo até mim, mas precisa priorizar as coisas certas. A Thelma-san, sabe… ela tem um problema de idade também. Melhor você ir até ela o mais rápido o possível.

Lyle fez uma expressão duvidosa.

— Do meu ponto de vista, ela é velha o bastante para ser minha mãe. Bem, estou pensando em me apressar com isso, mas já que foi a Miranda quem pediu, acabei levantando a guarda.

— Que cautela toda é essa sua? Não é como se ela tivesse feito nada terrível com você.

Lyle cruzou seus braços, pensando seriamente.

— Bem, quando se fala, parece que ela estava apenas me servindo, mas do meu ponto de vista, foi um ataque furtivo. Além do mais, estou morrendo de medo. Da Novem… e da Novem.

Graças ao seu senso de rivalidade que fora aceso, pode-se dizer que a Novem, em troca, tinha “servido” o Lyle demais.

Além do ataque furtivo da Miranda, a quebra da ordem de prioridade tinha enfurecido a Novem. Houve um caos sobre uma porção do palácio ter sido explodida.

Depois disso, sua disputa pela atenção do Lyle apenas se intensificou.

— O que é que você vai fazer quando a Ludmila e Gracia chegarem aqui? Elza se acalmou ultimamente, mas isso não tem como acabar bem.

— Você está certa, não tem. O que é que eu faço?

Vendo sua fadiga diária do trabalho governamental pesando sobre ele, Vera cobriu seu rosto com sua mão direita. Há certas coisas com as quais não se pode simplesmente se acostumar, e o atual Lyle tinha coisas demais na cabeça. Uma das grandes razões era que seu sistema de governança ainda havia de ser instituído, mas o Lyle já tinha crescido ao ponto de ser capaz de lidar com essa porção de trabalho era uma razão tão grande quanto.

Sua experiência até agora dava ao Lyle poder considerável em termos governamentais. E seu atual trabalho de mesa o reforjava a cada dia.

Mas competência e exaustão eram dois problemas completamente diferentes.

(Não é de se espantar que a Novem e Miranda preparam comidas energéticas. Só de olhar para ele é o bastante para preocupar.)

Um Lyle exausto.

Perseguido por papelada todo dia.

(Isso seria demais para mim. Acho que seria capaz de dar um jeito de aguentar administrar as finanças, mas governança é algo diferente de negócios. E meu envolvimento não seria recebido com muitos aplausos.)

Vera vinha de uma casa mercante. Por causa disso, havia muitos que não achavam bom ela se envolver em política. Se ela não deixasse as coisas com o Lyle, então a Beim antiga reviveria rapidamente… os mercadores da morte se uniriam, reviveriam a cidade, e com o poder do dinheiro, voltariam a existir de modo que o império não seria capaz de tocar neles tão facilmente.

Era precisamente por Vera entender isso que mantinha-se quieta. Mas — ironicamente — era precisamente por isso que a Vera tinha se tornado um tipo de oásis de cura para o Lyle.

— Hoje tudo bem, mas você precisa ir na Thelma-san em breve.

— Eu sei. Irei.

Enquanto prosseguiam com essa conversa, Mônica entrou na sala antes deles notarem. Uma Valquíria estava agarrada em volta das pernas da Mônica tentando impedi-la de avançar.

— Seu pedaço de sucata! Este distrito está sob nossa jurisdição! Volte por onde veio!

A Valquíria apoiando a Vera tentava botar a Mônica para fora, mas Mônica resistia enquanto pegava um memorando.

Ela realmente não precisava anotar nada, mas estava bancando o papel de secretária.

— Eeei! Me solta! Minha jurisdição é onde quer que o frangote possa estar. Cuidar do cronograma do Frangote também é um dos meus deveres! … A propósito, frango.

Vendo o feudo com a Valquíria como algo normal, Lyle respondeu. Ele não estava particularmente surpreso.

Estava acostumado com a Mônica ser assim.

— O que foi?

— Já que esteve visitando a Aria ultimamente, aquela megera da Novem está inquieta. É melhor você ir nela antes que algo exploda.

Ouvindo isso, Lyle olhou para o teto, focando seus olhos em algo muito, muito distante.

Na batalha decisiva final, no finalzinho dela, ele tinha confessado seu amor diante de várias centenas de milhares, então por que ele estava fugindo da garota agora?

Enquanto Vera pensava isso, Lyle deixou sua cabeça cair.

— Vou ficar com a Vera hoje. Talvez a Thelma-san amanhã. E então, irei visitar a Novem.

Vera ficou aliviada.

Talvez o Lyle esteja sentindo pressão com o entusiasmo da Novem”, pensou Vera enquanto decidia apenas dormir com ele no sentido puro, hoje.

(Estou meio insatisfeita, mas quando vejo ele tão cansado… bem, haverá muitas oportunidades daqui para frente, então por enquanto é melhor apenas aguentar.)

Ela recordou a proposta para que deixasse o palácio interno quando desse um neto ao Fidel.

Mas vendo o exausto Lyle…

(Bem, é verdade que ele pode precisar de alguém leniente daqui para frente.)

Ela pensou isso enquanto chamava o Lyle para comer algo.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

Chefe de Quinta Geração (;゜д゜): — Foi por isso que eu te disse! Haréns não são brincadeira! Eu avisei! Acabe cansado, e ficará de guarda baixa. E isso leva apenas a problemas… dê o seu melhor, você consegue, Lyle!

Chefe de Sexta Geração (´・ω・`): — Você poderia ter dado esse aviso na minha época…

Chefe de Quinta Geração ( ゜д゜): — … Com você, todas que escolheu eram meio… Acho que o problema vem de antes de qualquer aviso.


Tradução: Batata Yacon   |   Revisão: Delongas


Ei, se estiverem gostando do projeto e desejarem ajudar um pouco, vocês podem fazer isso acessando o link abaixo, solucionando o Captcha e aguardando dez segundos para ir à nossa página de agradecimentos.

Podem acessar por aqui.

Ou Aqui.


Anterior | Próximo

5 ideias sobre “Intervalo: O Imperador que Escapuliu, Arco da Vera

  1. Thiago Morgado

    Por isso harém são uma armadilha, a pessoa pode morrer de cansaço dando atenção as esposas. O Lyle ainda esta em uma situação boa, se duas delas fossem possessivas então uma verdadeira guerra estouraria

    Curtido por 2 pessoas

    Resposta

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s