Intervalo: O Imperador que Escapuliu, Arco da Aria

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Intervalo: O Imperador que Escapuliu, Arco da Aria

 

— Eu… eu não quero mais ser tratado como comida.

Lyle se encontrava na mansão da Aria no palácio interno, enquanto chorava uma reclamação.

O palácio interno… uma parte da nova capital vasta o bastante para caber uma pequena vila. O harém do Lyle vivia dentro do palácio interno, e se podia considerar o palácio interno como um todo como o leito particular do Lyle.

A razão de uma pequena cidade ter se formado dentro do castelo era para preparar um sucessor para o imperador. Para entrar no palácio interno, precisaria-se ser esposa do Lyle, ou talvez uma serva ou empregada. Além disso, havia as Valquírias lideradas pela Mônica.

Homem nenhum era permitido. Se qualquer homem além do Lyle fosse entrar na zona de perigo, teria de ser um de seus filhos nascidos do palácio.

Mesmo que se chamasse de mansão, era de uso pessoal, e não muito grande. Mas era claramente maior que uma casa normal. Naquele palácio interno com casas individuais — incluindo quintais — havia ruas bem cuidadas, e nas ruas, se encontraria até mesmo lojas.

Realmente havia uma vilinha ali.

Visitando a mansão da Aria neste lugar, Lyle sentava-se no sofá enquanto buscava ajuda da garota.

Em sua própria mansão, Aria puxou uma cadeira, e sentou-se na frente do Lyle. O novo palácio da capital tinha sido completado, e ela tinha perdido a necessidade de sair para agir como supervisora de obras.

A frequência com a qual ela saía do palácio interno como um todo também estava caindo.

— … Mesmo se você não chorasse, eu deixaria você ficar. Deixe-me lembrá-lo, o palácio interno inteiro é seu, então não precisa agir tão servil.

— Há poucas coisas que realmente pertencem a mim. Apenas meu escritório, e uma salinha atrás dele, isso é tudo. Eu só queria uma vida quieta lá, mas a Miranda trancou.

— Só posso dizer que você colhe o que semeia.

A razão do Lyle não pensar no palácio interno como seu era por ter seu próprio escritório. Um quarto, como se escondido, atrás dele era mobiliado com uma cama, uma estante e uma mesa. Um conjugado tinha sido preparado ao invés de um armário. Tinha uma banheira e chuveiro, e algumas roupas casuais disponíveis.

Realmente era o quartinho do Lyle.

Ele tinha algum espaço, e poder chamar isso de “inho” de algum modo seria questionável. Mas do ponto de vista do Lyle, isso era mais do que o bastante para habitar. Ele tinha provado um período de vida aventureiro, então tinha um senso maior de conforto lá.

Por isso, mesmo com o palácio interno completado, ele não mostrava sinais de mover os pés para lá…

— É por você se enfurnar naquele quarto que a Miranda trancou ele. Durma por aqui mais frequentemente.

— Eu ainda tenho que me preparar! Eu só… só estava meio envergonhado. Ainda estou estudando o necessário.

Aria suspirou. As únicas pessoas de quem ele poderia perguntar tais coisas eram aqueles com quem ele lidava regularmente. Maksim e Damien. Como resultado, não havia como eles conseguirem ensinar nada a ele, e o Lyle tinha se voltado ao caminho sem esperanças de perguntar à Mônica.

(Não é de se espantar que a Miranda sentiria senso de perigo.)

— E a Miranda é terrível. Quando vim ao palácio interno com problemas, ela me convidou para os aposentos dela… preparou um pouco de comida e um banho para mim… e uma única cama.

Quando o Lyle tentou alcançá-la para recuperar a chave, ele foi convidado para a mansão, e levado pra cama. Já que a ordem estava errada, Novem mostrou sua fúria, então o Lyle foi levado para a mansão da Novem a seguir.

Uma atmosfera tensa persistia entre a Novem e a Miranda, e sempre que as duas se encontravam no palácio interno, todos em volta fugiriam.

E o Lyle, alvo de sua competição, hoje tinha vindo ao quarto da Aria.

— Não há nada de assustador nessa história. Afinal, você só precisa visitar a mansão de quem você gostar. Embora algumas não estejam em volta.

Clara não estava no palácio interno, ela estava na biblioteca pesquisando documentos, e Eva estava fora espalhando suas canções.

Ludmila, Gracia e Elza precisavam passar suas posições para os sucessores, e estavam se preparando para ir para lá.

— E não é como se ela te tratasse mal, não é?

Lyle soltou uma risada seca.

— Ela falou que prepararia minhas comidas favoritas, e cada prato foi um banquete. Além do mais, todas as comidas descaradamente passavam a mensagem clara de “Boa sorte hoje à noite”. Isso é pesado no estômago! Eu ainda sou jovem! Eu sou jovem, e ainda assim ela coloca o que seria equivalente a doping! A mesma coisa com o banho! Ela foi realmente graciosa com isso, mas o que era isso!? O que era aquilo!? Era quase como se ela já me tivesse na mão no momento que entrei no banho! Ela realmente quer abusar mentalmente de mim tanto assim!?

A segunda metade da descrição tinha saído de forma incompreensível.

Do ponto de vista de um homem normal, isso seria algo para se alegrar. Mas do ponto de vista do Lyle, com esse tipo de tratamento às dúzias…

De modo algum ele aguentaria. Em sua competição, Novem e Miranda não estavam vendo àquelas em volta. Aria tinha certeza que não era apenas seu mal-entendido.

Quando a Aria se levantou, soltou um suspiro.

— Vou preparar alguma coisa, então senta aí e espera. Ou você pode tomar um banho primeiro.

— Obrigado! Ah! Se possível, eu quero algo leve!

Aria assentiu quando o Lyle disse que tinha passado a odiar comidas pesadas. Ele foi ao banho.

 

 

 

 

— Aí está. Isso! É isso o que eu queria comer.

Aria pareceu aliviada vendo o Lyle satisfeito com sua refeição leve. Conforme o completar da nova capital se aproximava, enormes montantes de trabalho referentes à governança vinham para ele.

Muito disso era resolvido pela Lianne, mas ainda assim, ele estava ocupado.

Seria difícil atrasar muito mais a convocação dos representantes de países e a realização da cerimônia, então as preparações para isso também eram necessárias.

Nisso, com uma cara como se fosse óbvio estar lá, Mônica chegou. Além do mais, de dentro da mansão da Aria.

— Quando terminar de comer, precisa escovar os dentes. Agora, comece a se preparar para dormir.

— … Como foi que você chegou aqui?

Ela teria notado se a Mônica tivesse entrado pela porta, querendo ou não, mas ela tinha aparecido dos fundos. Havia uma Valquíria posicionada lá, e reportaria para Aria se algo acontecesse. A propósito, essa Valquíria estava no time da Aria.

Mônica levantou seu polegar enquanto fazia uma expressão triunfante.

— Eu sabia que isso aconteceria, então criei uma passagem secreta para o palácio interno. Esta Mônica reconhece o castelo como seu próprio território, então sempre tem tudo na palma da mão!

Olhando para Mônica enquanto ela fazia uma pose, Aria desistiu. De certo modo, Mônica era a governante deste castelo.

Sua administração de manutenção estavam aos cuidados dela, e se a Mônica fosse removida, a vida no palácio se provaria deveras difícil.

Ela até ajudava o Lyle com o seu trabalho enquanto gerenciava as Valquírias. “Eu estou sendo abusada. Neste exato momento, minhas altas especificações estão realmente sendo abusadas!!”, ou assim ela berrava de alegria, e parecia ter encontrado felicidade verdadeira.

— Bem, apenas retorne quando terminar seus assuntos.

— Q-que terrível! Eu só quero ficar ao lado do meu frangote maldito!

Mônica fingiu chorar, mas ficou quieta quando o Lyle cochilou. Aria carregou o Lyle para a cama. Ela o deitou e cobriu na enorme cama preparada em seu quarto.

Ela também estava bocejando, então se espreguiçou e deitou-se. Mônica foi para uma sala de espera na mansão. Um quarto de uso para uma serva ou empregada. Ela encarou a Aria, dizendo: — Relaxem~. Todas nós estamos ansiosamente aguardando o nascimento de um pintinho.  

Lyle tinha caído no sono instantaneamente de cansaço, então Aria segurou sua mão e dormiu ao lado dele.

— Boa Noite, Lyle.


Tradução: Batata Yacon   |   Revisão: Delongas


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