LOS – Capítulo 59

Anterior | Próximo


Capítulo 59:

~Conclusão~

 


 

“Quem precisa de uma casa quando se pode dormir sob as estrelas?”

— Uma Memória dos Antigos

 


 

***Caríntia***

***Sely***

 

 

“Levanta. A festa acabou.” A voz de Oilell me acorda. Eu solto um gemido e esfrego meus olhos, mas eu não os abro. Ao invés disso, me aninho no peito cálido que está agindo como meu travesseiro. “Cansada. Não quero. Deixa a gente dormir um pouco mais.”

Oilell não desiste. “A maioria dos outros já voltou para casa. E em uma hora os humanos vão transmitir sua entrevista. Você não quer ver o que a Samantha fez das três horas em que ela falou com você?”

Eu suspiro e me levanto. Magnus e eu festejamos até tarde da noite. Em algum ponto, nós simplesmente fomos dormir na areia morna da praia. Ele está deitado esparramado de costas e roncando alto. Inspecionando a área, encontro várias pessoas que não se incomodaram em voltar para suas casas. “Uh, nós realmente tivemos uma noite após criarmos aquele círculo improvisado para o Hatlix e a Cecília. Cadê aqueles dois?”

Oilell dá de ombros. “Não sei, mas tenho certeza que eles encontraram um lugar quieto.”

Tento arrumar meu cabelo, mas a esse ponto é apenas um nó enorme. Que bagunça. E tem areia nele. Será um saco me limpar. “De fato. Nós definitivamente tivemos uma longa noite.”

“Vocês são barulhentas demais!” Magnus cobre seus olhos com seu braço.

“Eles vão transmitir a entrevista. Você não quer ver?” pergunto e me ponho de pé. Levantando-me, me deparo com um novo problema. “Quando você se trocou e pôs um biquíni? Eu não me lembro disso!”

Oilell limpa sua garganta: “Isso fui eu. Eu tive que salvar o vestido da destruição. Ele ficou tão bom em você que seria uma pena deixar ele cheio de areia.”

Magnus arrisca uma espiada. “Eu gostei da sua escolha, Oilell. Duas peças preta e branca realmente combinam com a Sely.”

Franzo para ele e estudo o traje. “Ele deixa minha gravidez óbvia demais. Puxa, logo, eu vou me parecer com uma baleia.”

A brownie se curva para nós. “O prazer é meu, Mestre.”

Aponto para o Magnus. “Por que você não despiu ele também?” Tanto quanto eu gostaria de ver ele de cueca, ele ainda está vestindo seu terno.

“Há muitos ternos, mas só um vestido de noiva.” Oillel levanta uma sobrancelha. “Você já ouviu falar de se passar o terno do marido adiante?”

Sacudo minha cabeça, desistindo do argumento. Eu claramente perdi essa. Após me orientar, volto para a passagem, Magnus e Oilell seguem atrás de mim. Os outros na praia ainda estão apagados, então não me incomodo com minhas despedidas. Retornamos para casa onde posso finalmente me refrescar.

Mesmo com a ajuda da Oilell, leva quase uma hora para colocar meu cabelo novamente sob controle. A brownie ainda está tentando desfazer os nós quando me faço confortável no sofá da sala de estar. Magnus e os outros também estão lá para assistir o show.

E é realmente um show. Magnus e Hatlix fizeram seu melhor para transformar a viagem da repórter em uma excursão ao país das maravilhas.

Tudo começa com algumas palavras de apresentação da Samantha, a mesma repórter que realizou nossa primeira entrevista. Ela me cumprimenta na entrada do condomínio, que parece bem simples e comum. Então a levo para dentro e até nosso apartamento. Os gnolls contratados fizeram um trabalho excelente em reparar tudo. O apartamento parece melhor que antes com seu elegante design interior. A mobília é em cedro e se encaixa perfeitamente.

Mas ainda é só isso. Um apartamento que qualquer humano poderia ter.

A verdadeira surpresa vem quando abro a porta para o armário e caminho para dentro, convidando os repórteres a me seguir. Emergimos no novo saguão de entrada.

Hatlix e Magnus fizeram seu melhor para reformular todo o saguão em um labirinto de escadas com um enorme candelabro flutuando livremente no centro da vasta sala. Eles usaram magia de força para realizar isso. Samantha tropeça quando sigo o caminho espiralante até o nosso jardim. Ela não cai, mas está claro que o interior estranho confunde a ela e seu cameraman.

Magnus decidiu usar magia gravitacional para confundir inimigos que tentassem invadir o saguão. Assim, ele transformou o saguão de entrada em um labirinto gravimétrico de forças opostas. Qualquer um que não espere por isso tropeça por pelo menos alguns segundos antes de se acostumar com a nova situação. Tais medidas defensivas teriam ajudado bastante quando os fae nos invadiram.

Levo eles para o nosso jardim, onde explico sobre as berlindes de realidade e Véus. Após dar a eles a teoria básica por detrás, aponto que podemos fazer muitas dessas berlindes para agirem como estufas se realmente houver uma Era do Gelo.

Annia era da opinião que deveríamos adicionar alguns efeitos pomposos como corredores sem fim ou cachoeiras espiralantes. Não tenho dúvidas que Magnus e Hatlix são capazes de tais feitos, mas não era como se tivéssemos tempo ilimitado em mãos. No final, nós não fizemos isso e investimos todo o nosso tempo no saguão de entrada.

Acho que nossa berlinde é bela o bastante como está. Oilell e Fiacre empreendem um esforço real no jardim em volta da mansão. Há a área que foi danificada pela Lindwurm, mas a Fiacre limpou isso um tempo atrás. Então, há os açudes e a pequena floresta em volta da colina onde a mansão se situa. É impressionante o bastante se jogado em tal cenário, sabendo que do lado de fora é inverno.

Nós debatemos por um longo tempo se deveríamos deixá-los ver o cemitério com os espinhos. Escutando a Eva, decidimos contra isso. Nós queremos dar uma impressão positiva aos humanos, não uma de seres perigosos.

O que explode a mente de Samantha é a oferta que faço no final da entrevista. Magnus apontou que a tecnologia dos humanos é baseada em energias como eletricidade ou óleo. Usando o orbe, podemos oferecer uma fonte de energia completamente limpa. Uma sob nosso controle. Se os humanos morderem a isca, podemos fazê-los dependentes de nós, já que somos os únicos que podem fazer os orbes.

Hatlix apontou que os humanos podem ser capazes de produzir efeitos mágicos básicos ao usar campos eletromagnéticos. Apesar de ele ter certeza que o orbe estará além das capacidades deles por um longo tempo. Nós ainda temos que manter o segredo dos orbes para nós mesmos, só por garantia.

No final, solto os repórteres aturdidos através de uma passagem secundária no centro da cidade, longe do nosso apartamento. Cecília pensou que seria um bom toque final mostrar a eles que somos capazes de muito mais do que esperam. Não dando a eles chance nenhuma de perguntar sobre sua repentina mudança de localização também soma um pouco de mistério a nós.

Tenho que admitir que as coisas foram bem.


Ei, se estiverem gostando do projeto e desejarem ajudar um pouco, vocês podem fazer isso acessando o link abaixo, solucionando o Captcha e aguardando dez segundos para ir à nossa página de agradecimentos.

Podem acessar por aqui.


Tradução: Batata Yacon   | Revisor: Delongas


Anterior | Próximo


 

3 ideias sobre “LOS – Capítulo 59

  1. Alex

    Ah véi eu tô tisti, achava que com quantidade de caps que as outras novels do Audur tinham, essa teria uns 100 mais ou menos, mais o Batata resolveu matar a hope que existia no meu coração 😦 . Obr pelo cap…

    Curtir

    Resposta
  2. Thiago Morgado

    É engraçado que eubtbm estava esperando uns 100 capítulo,mas enquanto eu lia no celular; por acidente, acabei deslizando para baixo e vendo que o numero de capítulos é bem menor

    Curtido por 1 pessoa

    Resposta

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s