LOS – Capítulo 50

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Capítulo 50:

~Fora~

 


“Algumas coisas existem mesmo que não possamos vê-las.”

— Uma Memória dos Antigos

 


 

***Caríntia***

***Sely***

 

Uivo em frustração e sacudo as amarras mágicas que me prendem. A Tina e o Magnus estão mortos! E por mortos, quero dizer mortos! Mas primeiro tenho que me libertar.

Após eles me prenderem, Magnus correu para invadir Fada, enquanto a Tina ficou e tentou me acalmar. Vadia traidora! Ela até levou a mesa de operações para a varando para me oferecer uma vista agradável da berlinde de realidade.

“Diga, ‘aah’.” Oilell tenta me alimentar outra colher de seu sorvete caseiro, mas conforme. Ao invés disso, forço meus músculos e tento romper as amarras.

A expressão da Oilell fica preocupada. “Por favor pare de fazer isso! Pode machucar o bebê.”

“Me solta e eu paro.” Tento virar minha cabeça para Tina, mas as amarras dificultam meus movimentos. Minha tia está sentada em uma cadeira ao meu lado. Ela está lendo um livro e parece imperturbada pela minha situação. “Você vai pagar por isso!”

Ela dá de ombros. “Se isso mantiver você e o bebê fora de Fada, então aguentarei sua ira alegremente. Você pode parar a luta por falar nisso. Você não pode segui-lo a esse ponto. Ele certamente já deixou o Véu a esse ponto e te trancou do lado de dentro.”

Eu fumego. “Ele prometeu que nunca jogaria sua vida fora desse jeito. Que sempre me levaria junto se tivesse que ir em uma situação perigosa.”

“O Mestre nunca permitiria que você arriscasse sua vida nesse estado” aponta Oilell.

Viro minha frustração contra a brownie. “Você não está em situação melhor! Não está fazendo nada para me ajudar!”

Oilell estala sua língua. “Eu não sou só uma péssima lutadora, também sou uma pacifista. Não há como eu te libertar enquanto a Tina está de guarda.”

“Você não deveria servir os Bathomeus? Você está sugando nosso poder de algum jeito e não pode nem desfazer algumas amarras? Não é de se espantar que o Hatlix teve que apodrecer dentro de um baú.” Eu cuspo as palavras.

A expressão de Oilell fica azeda. “Não é como se o pacto de sangue fosse um elo direto com cada um dos membros do clã. Sim, eu senti seu filho, mas isso foi porque eu estava te tocando. O poder que eu recebo através do pacto antigo não vem com uma contagem de cabeças. Cada pessoa providencia quantidade diferente de poder. Adicionalmente, essa quantidade sobe e desce com sua habilidade de compartilhar seu poder. Eu só recebo o que lhe seria excesso. Há vezes em que não sinto nada de um membro particular do clã.”

Ela deixa sua cabeça cair. “Hatlix estava selado em um baú mágico e precisava de todo o poder para si próprio a fim de sobreviver. Eu não senti nada dele. Eu nem sabia que ele estava vivo até encontramos ele no calabouço.” A brownie parece estar de coração partido.

“Tina? Por que minha filha está presa nessa mesa?”

A voz de Cecília me dá nova esperança. “Mãe? Me ajuda! A Tina e o Magnus fizeram isso comigo!”

A Tina nem levanta os olhos de seu livro. “Nós fizemos isso para a Sely não segui-lo até Fada. A Sely é do tipo que arriscaria o filho para proteger o parceiro. Mesmo não sendo de muita utilidade na condição em que está.”

“Eu sou de muita ajuda! Eu posso enfrentar um fae a qualquer hora” reclamo em voz alta.

Tina abaixa seu livro. “Não importa quantos você possa enfrentar. Todo o plano dele depende da habilidade de se manter indetectável. Quando eles ficarem cientes de você, estará contra toda a maldita raça. Você pode ser páreo para alguns fae, mas na sua atual condição, és definitivamente mais lenta e desajeitada que seria em seu ápice. Isso faz com que a detecção seja muito mais provável. Assim, você é um risco que o Magnus não pode assumir. Toda a razão dele fazer isso é para preservar a reputação do clã, e assim, seu lar.”

“Gnus oit de ae?” pergunta Hatlix.

A voz de Cecília fica mais mole. “Não se preocupe. O Magnus manteve esse território sozinho por mais de um século. Tenho certeza que ele pode sobreviver a alguns fae. Especialmente já que ele não pretende enfrentá-los. Então, minha mãe aparece em meu campo de visão e afaga minha cabeça. “Me desculpa, mas tenho que ficar do lado da Tina. Você está muito mais segura onde está agora.”

 

***Hungria***

***Magnus***

 

Observo um pequeno prado de longe. Na última hora, observei vários fae entrando e saindo ela árvore fabulosa. Até agora, não notei um padrão. Levanto a mão e toco o amuleto recém feito em volta do meu pescoço. Minha ideia é tão atrevida que pode funcionar, ou vai falhar horrivelmente e eu morrerei de um modo muito vergonhoso.

Há quatro guardas permanentes. Não parece ser muito, mas já que cada árvore fabulosa tem seu próprio pequeno Véu, deve ser o bastante. Se a árvore for atacada, o Véu deve arrumar tempo o bastante para os guardas recuarem de volta para Fada e fechar a passagem. Isso deixaria os atacantes com nada além de um carvalho. Eles podem apenas destruir a árvore para garantir que os fae não reabram a conexão. Só isso.

Não foi muito difícil encontrar esse lugar, o que me diz muita coisa. Eu sabia que uma árvore deveria estar perto do meu território, então chequei todas as zonas neutras em busca de perturbações mágicas.

E certamente, esse prado está em uma zona neutra entre meu território e um clã vizinho, para que os fae não sejam completamente óbvios sobre sua operação. Apesar de não serem tão cuidadosos a ponto de permanecerem indetectáveis como eram cem anos atrás. Eles definitivamente passaram do ponto em que se manterem escondidos é um ponto importante de seus planos.

Eu passo minha mão na frente do meu rosto para me certificar que meu encantamento furtivo funciona. Eu o coloquei em minha armadura. A ideia é curvar a luz em minha volta veio da assassina contra quem lutei algum tempo atrás. Ela sabia um feitiço que a deixava quase indetectável.

Já que ela não era uma encantadora, não tinha artefato nenhum para que eu estudasse. Mas como no caso de física, o conhecimento de que algo é possível frequentemente é o bastante para a engenharia reversa dos princípios por trás. A explosão nuclear é um exemplo perfeito. Assim que os americanos revelaram para o mundo, as outras nações souberam que era possível. Seus cientistas usaram suas cabeças e um curto tempo depois, cada nação no planeta digna de menção tinha nukes.

Quando a assassina usou sua invisibilidade contra mim, eu simplesmente precisava ter aquela habilidade. Mas a única coisa que eu sabia a respeito, era que eu não podia vê-la. No final, eu estudei os meios que os humanos tomariam para ficarem invisíveis.

A aproximação mais promissora deles era curvar a luz com um espelho e guiar os raios em volta de um objeto. Quando pensei sobre meios para usar magia para tal feito, imediatamente notei que curvar energia e espaço era uma habilidade muito básica. Na verdade, é um dos conceitos básicos de uma berlinde de realidade. A habilidade é tão natural que a maioria dos Antigos nem pensa sobre.

Como humanos respiram nós somos capazes de manipular energia desde que nascemos. O que a assassina notou, era que não tinha que curvar a energia em volta dela tão completamente que também dobraria o espaço e criaria uma berlinde de realidade. Ela só tinha que redirecionar toda a radiação de uma certa frequência em sua volta.

Isso ainda a deixava com a habilidade de atacar.

Após trabalhar nos detalhes, encantei meu traje de combate com um feitiço similar. O dreno de energia é tão forte quanto seria para alimentar uma lanterna. Nesse nível, eu posso manter o feitiço por um bocado de tempo. Estremeço com o pensamento de enfrentar a assassina sob condições diferentes.

Ela teve que me enfrentar na neve. Se ela tivesse caminhado, eu a teria encontrado por causa de suas pegadas. Então ela tinha que levitar, o que consome bastante energia. Ela tinha uma pedra de mana, mas meu tempo ainda era limitado. Ela tentou acabar com as coisas rapidamente usando todo o seu poder para atacar enquanto usava levitação ao mesmo tempo. Em uma situação em que não houvesse sido forçada a levitar, ela teria tido uma chance muito melhor de me derrotar.

Com a confirmação de que meu feitiço está funcionando, atravesso o prado e me aproximo da árvore fabulosa. Se eu estivesse completamente paranoico, teria levitado todo o caminho até lá.

Mas eu quero conservar minha energia. Também recarreguei a pedra de poder da assassina. Ela não pode armazenar muito poder, mas o encantamento ainda é bom. Não há quase emissão nenhuma saindo dela. Acho que usar o orbe tiraria o propósito de ter invisibilidade. Meu orbe é óbvio para todo usuário mágico nas redondezas. A pedra de poder da assassina é o reforço perfeito para alguém que quer ser furtivo.

O teste final vem quando chego à árvore fabulosa. Estendo a mão e toco o Véu. Primeiro, minha mão atravessa, e então, eu estou do lado de dentro. Os fae nem mesmo olham na minha direção.


Ei, se estiverem gostando do projeto e desejarem ajudar um pouco, vocês podem fazer isso acessando o link abaixo, solucionando o Captcha e aguardando dez segundos para ir à nossa página de agradecimentos.

Podem acessar por aqui.


Tradução: Batata Yacon   | Revisor: Delongas


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