LOS – Capítulo 18

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Capítulo 18:

~Duas Vezes~

 


 

“Nunca fuja de um gato, ou ele pode decidir brincar com você.”

— Uma Memória dos Antigos


 

***Caríntia***

***Magnus***

 

Já fazem quatro dias desde que o Gavin tentou negociar conosco e parece que ele está em algum problema de verdade agora.

Nenhum dos outros clãs se moveu, mas a maioria pediu para ver seus antigos membros. Outros convidaram eles para visitar seus antigos lares. Isso coloca o Gavin em uma posição política realmente apertada. Ele pode, ou permitir representantes de outros clãs em sua própria casa, o que certamente não será nada menos que uma investigação. Ou ele pode permitir que suas mulheres visitem seus antigos clãs, onde serão pressionadas por informação.

Até agora, Gavin esteve recusando quaisquer respostas. De qualquer jeito, a verdade vai sair cedo ou tarde. Quanto mais ele tranca a base de operações de seu clã, mais ele parece culpado. Até é em meu favor se parecer que ele está escondendo um segredo impróprio. Verdade seja dita, ele estava com merda até o talo no segundo que a Sely e Annia escaparam de seu complexo.

O conhecimento delas sobre quem casou com quem foi o bastante para agitar várias famílias. Não importa se acabar que apenas a Cecília tenha sido castrada mentalmente no final. Os Rhondu são influentes o bastante para ser uma verdadeira dor no saco do Gavin.

Agora faz muito mais sentido o porquê do Gavin ter contratado mercenários. Isso até explica porque ele não vacilou um milímetro durante as negociações. Não tinha outro resultado aceitável da perspectiva dele. Ou ele recupera as irmãs, ou elas vão vazar a informação sobre suas práticas cedo ou tarde. Pode não ter importado se apenas a Annia e Sely tivessem sido vítimas. Elas são seu próprio sangue, e assim, sob governo dele. Mas ter um membro de outro clã sequestrado e controlado com meios mágicos é um assunto totalmente diferente.

Nós ouvimos notícias que os Rhondu estão berrando por sangue desde que a Annia upou as fotos da Cecília. E não tem nenhuma maneira real do Gavin esconder a Cecília para sempre. Assim que os Rhondu confirmarem que a Cecília foi manipulada, os outros clãs vão enxamear nele como hienas, suspeitando que a mesma coisa aconteceu com seus próprios membros.

Mulheres são aquelas que se juntam a outro clã, então é uma regra não dita que elas devem ser protegidas e não feridas sob quaisquer circunstâncias. O que o Gavin fez está em uma zona cinzenta, mas ainda viola os códigos morais da maioria dos clãs. E assim que suas práticas forem confirmadas em qualquer modo, o clã dele estará morto. Nenhuma mulher se juntará a eles de boa vontade.

Eu sento no sofá no meu apartamento, assistindo o filme mais recente, quando recebo uma chamada. Considerando não atender, dou uma olhada no número. Suspirando, pauso o filme e atendo a chamada com os falantes ativos: — Pois não?

— Desculpe interromper, mas temos um I.d.D. em mãos. Te mandei um e-mail com todos os dados relevantes. Seria bom se nós agíssemos rápido nesse daí, pois temo que já tenha saído um bocado do controle.

Eu massageio a ponta do meu nariz e fecho os olhos: — Eu entendo. Vou dar uma olhada nisso e oferecer uma visita a eles. Apenas se certifique que a área esteja isolada. — Não há razão para mais discussões, então encerro a chamada.

— O que é um I.d.D.? — pergunta Sely, de sua posição no meu computador. Ela e Annia estão navegando na rede pra arrumar mais problemas para o Gavin. Elas fizeram bastante trabalho em colocar mais informação comprometedora sobre os Hammons. Elas até desenharam uma planta detalhada do complexo, o que será uma grande ajuda se qualquer clã decidir investir contra os Hammons.

— Era o Lergu, ou Adam Peters, o capitão da força policial. Ele ligou pra pedir ajuda a respeito de um problema em que tínhamos nossos olhos. Não tem ligação nenhuma com seu problema. Apenas coisas territoriais — respondo e me levanto.

Eu simplesmente uso meu telefone para acessar o e-mail ao invés de enxotar as irmãs. — Vou ficar fora por um tempo. Não é nada demais, só o dia a dia de ser o Senhor de um território. — Me apressando, tento fugir rápido da cena. Em alguns momentos estou porta afora no corredor, meu manto e equipamentos em mãos.

Mas Sely está bem atrás de mim, vestindo uma capa. — Eu vou com você.

Sorrindo, gesticulo com meu telefone: — Realmente não precisa. Não há perigo, prometo.

Ela cerra seus belos olhos para mim, usando seus cílios como vantagem. — Você está desconfortável em permitir que eu veja como você cuida do seu território? Deixe eu te dizer, Magnus Bathomeus, ou você me deixa dentro de tudo, ou esse nosso arranjo não vai funcionar por muito tempo. Eu quero ser útil. Não alguém que tem que ser escondida e protegida.

Eu caminho ao elevador, seguido por ela. — Sinto muito. Você pode ser mais velha que eu, mas desde que te conheci, também percebi que você viveu uma vida muito isolada até agora. Tem umas merdas realmente ruins que sou forçado a fazer para permanecer no topo.

Ela entra no elevador comigo. — Eu tive o mesmo treinamento paramilitar que todo Antigo. Eu matei meus próprios irmãos para fugir do complexo. O que te faz pensar que eu não aguento? E o que é um I.d.D?

Eu suspiro: — Abreviação para “Ira de Deus”. Um código para uma situação que precisa de limpeza total. Se os Krampus me ligam para um I.d.D., então está feio. Eles são apegados às regras, ou leis atualmente, e me chamar significa quebrar as regras que eles tanto amam.

Ela entoa: — Então você vai lá pra realizar uma pequena “Ira de Deus” em quem quer que tenha te ofendido? Me dê os detalhes, para que eu possa julgar a situação.

Eu franzo as sobrancelhas e levanto uma mão para pará-la. — A frase não tem esse sentido. Você está certa sobre o resultado e sobre o que estou prestes a fazer. Mas a frase se refere ao que vai acontecer à comunidade sobrenatural se continuarmos fingindo que não vimos nada.

Ela não diz nada, então explico mais: — I.d.D só é chamado em dois casos. Caso um é uma infestação de fae. Caso dois é alguém que pôs as mãos em um sobrenatural e está tentando bancar deus.

Vejo que não foi o bastante: — Há uma instalação de pesquisa genética na mata. Algumas milhas fora da cidade. É a Tec. Gen. Future, uma companhia Americana. Eles estão realizando suas pesquisas aqui, já que a região providencia infraestrutura decente e os políticos corruptos e burocratas são pagos para olhar para o outro lado facilmente. Eu não fiz nada a respeito já que eles trouxeram dinheiro para a região.

— Mas os bastardos estão ficando metidos demais. Os Krampus têm ficado de olho na instalação desde alguns eventos estranhos dois anos atrás. Contêineres estranhos com sinais de risco biológico foram levados para dentro. Eles só passaram pela alfândega porque algum engraçadinho puxou uns fios antes do meu povo conseguir se intrometer. A polícia nem mesmo tentou olhar para os contêineres.

— Do meu ponto de vista seria trabalho demais causar bagunça desde que a companhia não causasse problemas. Um monte de corporações obtêm seus equipamentos por meios levemente ilegais. É assim que as coisas funcionam por todo o mundo. O verdadeiro problema veio quando os Krampus fizeram uma busca pelo lixo da Future.

— Os Krampus podem ser realmente minuciosos se cheirarem algo estranho. Eles acharam os contêineres, vazios é claro, e o cara que achou jura que eles cheiravam a sobrenats. Infelizmente, não há corte nesse mundo que permita à polícia investigar a instalação por conta do lixo ter cheiro estranho.

O elevador chega no andar térreo e eu saio. Sely ainda está fixada em me seguir. — Então eles estão quebrando leis mundanas e puseram as mãos em um sobrenatural? Isso realmente pede pela morte deles?

Eu contraio meus lábios: — Eles obviamente encontraram algumas coisas, que precisam ser contidas. E eles possuem só peças de um sobrenatural. As caixas eram pequenas. O verdadeiro problema é que nós tivemos alguns casos de pessoas desaparecidas desde alguns meses atrás, principalmente sem-tetos. Mas também teve uma família inteira que simplesmente desapareceu de sua cabana de caça. E os Krampus acharam roupas e outras coisas no lixo da instalação. É claro, nada que possa ser usado para identificar uma pessoa.

Dessa vez ela franze a testa: — Estou realmente surpresa. Nunca teria pensado que você se importa com o que humanos fazem uns com os outros.

Eu dou uma risada e chego no meu SLK. — Estou pouco me lixando. Eles têm que se virar. Mas você não vê o que está acontecendo? Eles estão fazendo experiências com humanos, usando o DNA de algum sobrenatural. Eles certamente não têm a menor ideia do que estão fazendo. E isso tem que acabar antes que criem outra versão dos fae.

Ela cerra seus dentes, perfeitamente ciente de que fae são a prole falha de humanos e antigos. Tal união também criou elementais, mas nós os toleramos já que se estabeleceram como sua própria raça. E de maneira nenhuma são tão perversos quanto os fae.

— Então você não tem nenhuma informação real do que está acontecendo dentro da instalação? — Ela entra no carro e eu ligo o motor, desistindo de pará-la.

— Oh, tenho uma boa ideia do que está acontecendo naquele lugar. Eu pus fim a duas operações similares desde a guerra fria. Uma Russa, e uma organizada por um grupo de Bruxas Hedge. Confie em mim, vai ser feio. E tenho uma exigência de você. Do contrário, você terá que ficar no carro. — Olho para ela para garantir que ela entenda.

Eu aponto para meu telefone. — Os Krampus coletaram evidência convincente de que há pessoas dentro da instalação que nunca deixam o edifício. E nós sabemos para que a instalação é. Todos dentro daquele complexo já foram julgados e considerados culpados. Eles são cadáveres ambulantes. Só não sabem disso ainda. Incluindo os sujeitos de testes.

Sely olha para mim, tentando não mostrar nenhuma expressão. Eu posso dizer que o estou prestes a fazer está lhe roendo por dentro. — Eu entendo. Você está tentando me dizer que isso vai ser um matadouro com montes de pessoas implorando por misericórdia?

Eu anuo: — E nós não daremos isso a eles. Meu território não tem muitas leis a respeito do sobrenatural. As poucas existentes, possuem um preço alto pela quebra. E não é sem razão.

Com o pressionar de um botão, ativo o controle de voz do carro. — Carro, Paul.

Eu dirijo enquanto Sely estuda a estrada e o telefone toca. Então alguém atende: — Não. Eu comendo.

Eu sorrio: — E aí Paul, beleza? Preciso de você na Tec. Gen. Future. Vai ter muita coisa para limpar.

— Eu realmente te odeio. Sabia disso? Aquele lugar é em algum canto na mata. Eu sou uma forma de vida aquática. Talvez os filhotes gostem de brincar na margem, mas eu não. Arrume algum troll, ou uma dríade pra surrupiar pela floresta.

— Vou ter que jogar bombinhas no lago? Você é o faxineiro do território. Trabalho duro. Tenho que te lembrar de cada vez que você se voluntariou?

Há algum rosnado e borbulhas ouvidas do outro lado da linha. — Tá bom. Estarei lá. — A chamada é desligada.

Quando olho para Sely, ela sorri: — Existe um único empregado no seu território que não tenha medo de você, ou odeie sua atitude?

Eu brinco com meus dedos no volante e me concentro na estrada. — O Paul não me odeia de verdade. Nós só temos um relacionamento muito especial. Eu sou o dono e ele é o Chihuahua tentando mijar no meu sapato. Ele é pequeno, desagradável, e em geral um mascote muito mau. Mas ele também sabe que estaria muito pior sem mim. Você verá.

Uma hora depois, nós chegamos na instalação. Uma única estrada deixa a rua principal e corta cerca de vinte metros floresta adentro, onde uma pequena guarita e cerca param qualquer visitante. Paul já está esperando na estrada principal e realizando uma competição de encarada com o guarda humano. O guarda está olhando o Paul cautelosamente, mas já que o Paul só está sentado na capota de seu Toyota azul, o guarda não pode fazer nada.

Um carro policial com o Adam dentro está estacionado ao lado do Toyota do Paul. Quando paro na vaga de estacionamento vazia na frente deles, Adam sai para nos cumprimentar. Eu apresento todos: — Sely, você já conheceu o Adam. E este é Paul, o homem no lago. Ele limpa minhas bagunças. Pessoal, essa é a Sely. Vocês podem pensar nela como minha segunda de agora em diante.

Adam resmunga seus cumprimentos, mas não parece surpreso pela revelação.

— Meu nome real é- — Paul abre sua boca e se apresenta, arrotando o estranho barulho que supostamente é seu nome completo.

Sely pestaneja para o homenzinho: — Você se importa se eu também usar Paul? Acho que combina com você.

O homem do lago bufa e faz algo inacreditável: — Tá bom, mas só porque você pediu com educação.

Adam levanta sua mão, agindo de forma surpreendentemente dócil em sua forma humana. — Nós mantivemos registro de quem está na área da instalação. Deve haver apenas uma pessoa inocente, a secretária na mesa de recepção. Os guardas são todos mercenários estrangeiros, então é provável que estejam por dentro da operação.

Eu rolo meus olhos. — Um inocente? Sério? Quantas vezes eu já te disse que não faço coisas complicadas. Eu não quero separar os inocentes do maus. Como exatamente eu deveria reconhecê-la?

Adam encolhe-se: — Só usar o app? Eu instalei pra você no seu telefone, lembra? Eu conectei ele com nosso banco de dados dos “levados”. Só tirar uma foto dela e o app procura nos servidores automaticamente.

— E eu realmente tenho que tirar foto de todo mundo? — Jogo minhas mãos ao ar. — O dia em que os Krampus pularam no trem da tecnologia moderna foi realmente um dia sombrio.

Eu caminho pela estrada até a guarita. Um guarda nos vigia de dentro da mesma, enquanto outro guarda está atrás do portão.

O guarda dentro da cabine esteve nos olhando o tempo todo, mas estava longe demais para nos ouvir. Ele ainda está se escondendo por trás da janela de acrílico de sua cabine quando chego. Me curvo para falar através do buraco gradeado que supostamente facilita a conversa com visitantes. — Com licença, senhor. Meu nome é Magnus. Estou aqui para falar com o gerente.

Ele visa a mim e Sely, que seguiu e agora está atrás de mim. Então ele vira sua atenção para o monitor e clica com seu mouse. — Não há visitante nenhum na lista. Você deve ter pego a rua errada.

Eu tiro meu telefone e tiro uma foto dele. A imagem dele é imediatamente sobreposta com chifres vermelhos e um sorriso malvado. — Huh, isso realmente é útil.

— Ei, Moço! Fotos não são permitidas! — O guarda se agita e agora está de pé. Aparentemente ele é um daqueles caras que não gostam de ter suas fotos tiradas. Eu também não gostaria de ser fotografado se fosse um dos malfeitores.

Um momento! Eu sou o malvado aqui. Soco meu punho através da grade de conversação e agarro sua garganta. Então o puxo em direção ao acrílico, batendo sua face no mesmo e o nocauteando. Foi uma pequena misericórdia da minha parte. Duvido que ele teria gostado da sensação de ter uma larga parte de sua garganta faltando. Largando a carne que arranquei, atravesso o portão que garante acesso para a área cercada.

A cerca é grande. Pelo menos cinco metros de altura, com arame farpado no topo. Se parece com uma cerca de prisão. O guarda que estava posicionado do outro lado da cerca agora está correndo rumo ao edifício que tem uma enorme logo de “Future” em cima.

O som distinto de tiro silenciado soa ao lado do meu ouvido e o guarda cai uma pilha sem ossos. Eu me viro para olhar para Sely que tinha puxado uma arma com silenciador. Seus olhos estão brilhando em vermelho e alguns momentos se passam antes dela baixar a arma com uma expressão de culpa em seu rosto. — Desculpa. Ele estava fugindo, então fiquei um pouco excitada. Ele estava agindo demais como presa.

Então é tudo culpa do humano?

— Okay — Eu amo essa mulher —, mas nós deveríamos ser um pouco mais cuidadosos quando entrarmos no prédio. Os guardas na entrada não tinham armas porque isso não é permitido nesse país. Só a polícia e o exército têm permissão de portar armas. Apesar de haver uma chance deles não verem as coisas desse modo dentro da instalação.

Eu caminho até a entrada principal, levantando meus campos protetores. Então piso em um largo lobby com uma enorme tela na parede esquerda. A tela está tocando propaganda sobre a companhia e uma agradável voz feminina fala bobagem sobre como manipulação genética mudará o futuro. Na mesa do outro lado da sala está uma mulher. Provavelmente uma recepcionista. Ela está entretida em um livro, toda sua concentração no mesmo. Eu caminho até a mesa dela e tiro uma foto. O app sobrepõe a foto dela com uma auréola e asas de anjo.

Isso é quando ela percebe que não está sozinha. Ela olha para cima e cora. — Oh, você me surpreendeu. — Suas pálpebras se agitam para mim, me mostrando que ela é o coelhinho que foi contratado exclusivamente para acalorar visitas. Quanto melhor a aparência, mais estúpidas são as pessoas nessa área de negócios. Provavelmente nem teriam aceito esse trabalho se tivessem observado o mundo em volta com olhos abertos.

Na parede atrás dela está uma guarda ocupada, assistindo as transmissões de várias câmeras de vigilância. Ela também nota minha presença e se levanta. — Ei, o chefe não nos informou de qualquer visitante.

A coelha ri e se inclina para frente, revelando seu decote. — Tenho certeza que só foi um mal-entendido.

Eu sorrio para ela… até um rosnado baixo vindo de trás me lembra que não estou livre. Parece que a Sely não gosta de qualquer forma de competição. Eu aponto o telefone para a guarda e, snap, chifres de diabo aparecem de novo.

— Nada de fotos aqui! — A guarda se estende ao meu telefone, mas a Sely é mais rápida. Ela agarra a mão da guarda e a puxa para a mesa. Então um distinto “crack” de coluna quebrada declara seu fim. Sely pode ser realmente selvagem sob as circunstâncias certas. Tenho que me lembrar de não levá-la em um grupo grande de humanos.

A coelhinha está batendo sua mão no lado interior da mesa, horrorizada. O movimento todo é de alguma forma robótico, então acho que ela está em choque. Eu estendo e corro minha mão pela borda até achar o botão que ela estava procurando. — Esse botão?

Ela assente freneticamente, então eu o aperto.

A música é substituída por um alarme estridente e as luzes ficam vermelhas. Não há dúvidas de que os combatentes dentro da instalação virão até nós agora. Isso nos poupa bastante tempo. Dou um tapinha no ombro da mulher. — Essa é a parte em que você corre para fora da instalação, berrando, e se joga nos braços dos policiais em serviço.

Um soluço silencioso lhe escapa e ela se arrasta sobre a mesa para fugir da cena. Gritaria não parece ser coisa dela e a parte de correr também é falha com seus saltos ridiculamente altos. Me viro para Sely. — Vida real é muito pior que filmes.

Isso é quando os guardas irrompem na sala


 

Tradutor: Batata Yacon   |   Revisor: Delongas


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