LOS – Capítulo 17

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Capítulo 17:

~Conexões~

 


 

“Há vários tipos de mulheres. Algumas são inúteis. Algumas são úteis. Outras são convenientes. Mas as que são úteis sempre devem ser mantidas próximas ao peito.”

— Uma Memória dos Antigos

 


 

***Caríntia***

***Sely***

 

Magnus não disse nada em nosso caminho de retorno. Ao invés disso, ele me deu tempo para me recompor. Ainda não quero acreditar que Cecília tem sido uma boneca desde antes de eu nascer. Isso significaria que falhei em tantos níveis. Infelizmente, a teoria toda faz bastante sentido. Nunca ouvi o Gavin falar sobre quaisquer outros experimentos. Ele sempre se referia à Annia ou a mim. Mas ele sempre fraseou suas sentenças como se soubesse que seu feitiço funcionaria. Algo que deveria ter me alarmado.

Eu estudei cada método de controle mental ou feitiços de alteração mental. Tudo que eu aprendi me disse que tais feitiços são complicados e perigosos. Certamente nada que deveria ser feito sem bastante experiência. No meu caso, eu simplesmente apostei já que o sucesso deles significaria minha perdição. Mas Gavin sempre pareceu tão certo dos resultados. Deve ter havido experimentos anteriores que lhe certificaram quanto aos métodos. Do contrário teria sido loucura realizar o feitiço em um casamento importante. Eu fui tão estúpida.

Eu sigo o Magnus como se em piloto automático, profundamente em transe por meus próprios pensamentos. Em algum ponto, percebo que estamos de volta na berlinde de realidade e em nosso trajeto até a casa de Fiacre. — Você tem certeza que ficará bem se encontrando com ela?

Ele resmunga: — Certo não, mas é necessário. Manter você aqui significa que os Bathomeus se envolverão em políticas sobrenaturais de novo. Isso é inevitável. Outros observarão o conflito com os Hammons e usarão cada fraqueza que eu deixar aparecer. Fiacre tem alguns contatos com outros clãs e preciso desses contatos para colocar as coisas em ação.

Caminhamos em silêncio enquanto debato se deveria impedi-lo. Se for só sobre os contatos, posso obtê-los da Fiacre também. Mas suponho que ele precise de uma razão para se encontrar com a própria tia. Os contatos parecem providenciar uma desculpa adequada para quebrar o silêncio entre os dois. Então percebo que ele provavelmente também está fazendo isso pela Annia e por mim.

Nós entramos no jardim da Fiacre e a encontramos com Annia e Oilell. A brownie está preparando chá e café na mesa. Como sempre, ela está se movendo com incrível velocidade, criando uma linha borrada de dourado enquanto se move de um lado para outro entre seu chá e a casa de Fiacre.

Fiacre está ensinando magia a Annia. Minha irmã levanta suas mãos, e um pilar bruto de pedra sobe da terra. As duas realizaram bastante trabalho. Há um campo inteiro de tentativas de invocação de terra espalhados pelo jardim. Algumas das esculturas de pedra parecem perfeitas, certamente da Fiacre. A maioria está inacabada e desmoronada. Como se faltasse perícia ao invocador para transmutar terra em pedra sólida.

Nós entramos no jardim e fiacre se afasta de Annia. Ela sorri para o Magnus que a encara como se houvesse acabado de encontrar uma víbora em sua cama. — Eu preciso dos seus contatos para alcançar outros líderes de clã.

Sua tia gesticula para a casa: — O livreto marrom do lado do telefone.

Ele assente e caminha para longe, indo em direção a casa. Oilell imediatamente aparece ao lado dele, tentando apaziguá-lo com bolo e café.

Eu solto a respiração que não notei estar prendendo. Assim como Fiacre e Annia.

Minha irmã foi a primeira a se recuperar completamente. — Olha, Mana! Fiacre tá me ensinando magia da terra! Ela diz que posso criar golens para me servir, caso empregue esforço o bastante nisso. — Ela aponta para sua mais recente criação, o pilar.

Eu franzo meus lábios, percebendo que ele não foi feito para ser um pilar. Há duas protuberâncias onde os braços deveriam estar, e falta a cabeça. Fantasiando bastante, posso imaginar a parte de baixo como duas pernas fundidas. É, talvez a Annia será capaz de invocar um golem dentro de dez a vinte anos caso se mantenha a um duro cronograma de treinamento. — Isso é maravilhoso. Continue o bom trabalho. Parece que você alcançará seu objetivo logo.

Fiacre sorri para mim. Ela provavelmente sabe melhor do que eu que a Annia, de jeito nenhum, alcançará seu resultado desejado tão rápido quanto quer. Mas é melhor não desencorajar os jovens. A percepção de tempo da Annia ainda é próxima a de um humano. Dizer a ela que dominar uma certa habilidade pode levar décadas apenas vai desencorajá-la a esse ponto. Deixe ela brincar e ficar feliz com os resultados.

Estou orgulhosa dela de qualquer jeito. Annia já tem um conjunto decente de feitiços, o que é impressionante para a idade dela. A maioria dos feitiços dela envolve água. Esses podem ser facilmente combinados com magia ligada à terra, garantindo acesso a montes de novas possibilidades. Assim que o controle da Annia aumente e suas criações não se pareçam com falos gigantes.

Isso é quando o Magnus deixa a casa, seu celular no ouvido. —… tais meios privados. Nunca teria pensado que você venderia um dos seus como uma boneca sexual exótica. Sempre foi um fetiche meu ter uma esposa obediente na ponta dos meus dedos. Uma que se curva ao meu comando. Mulheres normais são relutantes em realizar minhas fantasias depravadas, então seu produto seria ideal para mim. Posso comprar as mais novas? Tava pensando em arrumar meu próprio harém. Alô? Ainda tá aí?

Ele coça sua cabeça, olhando para o telefone. Percebendo que a chamada foi encerrada, ele levanta o livreto marrom em sua outra mão para folhear as páginas.

Me aproximo dele para dar uma olhada no livreto. Há vários números de telefone com o nome do clã ao lado. — Quem era esse?

— A matriarca Rhondu. Parecia que ela não tinha ideia do paradeiro da irmã dela, sua mãe. Oh, Sely. Juro que ouvi ela chiando do outro lado. Se for assim com todas as esposas do Gavin então não vou ter que levantar um único dedo contra ele. Os outros clãs vão rasgar ele e seu pequeno império em pedaços. Você sabe de alguma outra mulher que se juntou aos Hammons de fora do clã?

Atordoada, dou a ele uma curta lista de nomes, incluindo mais duas das esposas do Gavin. Até onde sei, a primeira esposa dele era do nosso próprio clã. Normalmente, casamentos dentro do clã não são bem vistos. Endogamia é mal vista. Mas a primeira esposa do Gavin era a filha de terceira geração de uma linha recém unida de um dos nossos clãs subordinados. Então a relação era distante o bastante para legitimá-los como casal.

— Os Pavlos? Eles não são os vizinhos diretos dos Hammons? Isso só fica cada vez melhor. — Ele disca um número e leva o telefone novamente ao ouvido. A chamada é atendida alguns momentos depois. — Alô! Ouvi que vocês tão vendendo suas mulheres. O Gavin vez uma das suas de cadela e- — Magnus para em meio a sua sentença, ouvindo a pessoa do outro lado.

— Ah, desculpa. Achei que você estava trabalhando junto com os Hammons. Gavin, líder deles, tem esse feitiçozinho legal, que transforma as mulheres do clã em máquinas de procriar estúpidas. Elas não se ofendem nem em um grupal com todos os subordinados dele. Ele até se gabou que tem um fae macho no porão dando umas dicas pra ele. Eu sempre quis saber por que o clã dele tinha tantos membros. O único problema é que agora tenho que achar algumas mulheres pra começar meu próprio harém de escravas. Então pensei em pedir aos clãs de quem ele conseguiu as bonecas dele. Alô?

Esse cara tá realmente sério? Não. Não pode ser. Ele não falou desse jeito com o chefe de outro clã.

Magnus olha para o telefone. — Por que todos eles imediatamente desligam a chamada? Tudo o que tenho que dizer é Gavin e Hammon. — Ele resmunga e vira as páginas do livreto. — Annia, vem aqui. Tenho um trabalho pra você. Preciso que você upe umas fotos.

— Fotos? — pergunto.

Ele responde sem hesitação: — Do Gavin e da sua Mãe, é claro.

Quando ele conseguiu tirar fotos deles? Sacudo minha cabeça e decido tomar um café. Não há necessidade de ouvir ele atiçar uma guerra. Caminho para a mesa da Oilell enquanto a Annia corre para o lado do Magnus para receber suas instruções.

Fiacre já está na mesa, bebericando chá. — Estou certa em assumir que as negociações foram mal?

Eu anuo e recebo o copo de café da Oilell, que misteriosamente apareceu ao meu lado. — Agora o Magnus está tentando provocar uma guerra entre os Hammons e todo mundo. Ele está contando com o fato de que os clãs que fizeram suas mulheres se casarem aos Hammons não tolerarão a acusação de que venderam os seus à escravidão.

Eu viro o café em um único gole e saboreio o calor ardente do líquido. — Você tem alguma coisa mais forte, Oilell? Eu preciso de uma bebida.

Fiacre suspira: — Também ouvi que você decidiu apostar a sorte com o Magnus. Bem-vinda à família.

Oilell tremeluz e reaparece com uma pequena taça, uma brilhante substância verde dentro. — Minha própria fabricação. É forte o bastante para afetar até Antigos.

— Desculpe você ter que ouvir isso de outros. E a coisa toda é simplesmente propiciatória. Então contenha seus parabéns até que seja certo que Annia e eu não teremos que deixar após tudo isso terminar. Parece que a tempestade de merda só está começando. — Viro o líquido e imediatamente me arrependo.

Não tinha muito mais que um único, pequeno gole. Ainda assim queimou minha garganta como fogo líquido. Eu tusso e tento colocar pra fora de novo, mas o pensamento de vomitar fogo me impede de fazer qualquer coisa. — Isso dá um golpe. Me lembre de não pedir álcool seu, Oilell.

Fiacre ri: — É, ela na verdade tem sua própria fábrica atrás da mansão. E quanto a sua assumida partida, não há chances disso. Se o Magnus não disse não, então ele está dentro quanto a ideia. Se ele pega algo para si, ele não larga. Tente fugir e é certeza dele te arrastar de volta, contra sua vontade se necessário.

— Eu nunca quis ser mulher de um homem das cavernas.

Me sento e tento ignorar a sensação ardente dentro da minha barriga. As bebidas da Oilell são pura bruxaria.

Eu continuo a bater papo com a Fiacre até o céu lentamente começar a escurecer. Não há sol nessa berlinde de realidade. Ao invés disso, a luz parece vir de todo o céu. No fim do dia tenho a sensação de que poderia virar amiga de verdade da Fiacre. Ela é muito mais velha que eu, mas se manteve atualizada e é uma pessoa agradável. E a Annia também se apegou a ela.

Magnus volta até nós e joga o livreto na mesa: — Acho que este foi um dia muito produtivo.

Eu bocejo e olho em volta: — Cadê a Annia?

— No meu computador. Ela tem bastante trabalho pra fazer e sabe das coisas quando se trata de eletrônicos. Estou sempre tentando meu melhor pra me manter atualizado com o mercado de computadores e ela sabe pelo menos tanto quanto eu — responde ele, levemente impressionado.

Fiacre olha para cima, diretamente ao Magnus. Isso é algo que ela evitou fazer até agora.

— Magnus, podemos conversar?

Me ponho de pé e me retiro, deixando o Magnus e Fiacre com sua discussão. Eles não parecem que vão pular na garganta um do outro e não acho que deveria escutar as questões entre os dois. Devagar, retorno à mansão e desfruto de um longo banho em meus aposentos.

Tanto Annia quanto eu temos largos aposentos com um quarto, banheiro e um grande escritório que conecta ambos os quartos e serve como entrada. Estou prestes a encerrar o dia, quando a porta do meu escritório se abre e Magnus entra. Ele sorri, tendo me pego em nada mais que um roupão. — Quem disse que você vai dormir sozinha? Não estamos juntos?

A ideia me assusta: — Dormi sozinha por mais de cem anos. Não vejo razão nenhuma para mudar isso agora.

— Então terei que mudar isso. — Ele se aproxima e fica de joelho na minha frente. Aparentemente ele gosta de fazer isso para me apaziguar. Admito que me dá um arrepio ter ele se ajoelhando pra mim. De repente ele passa seus braços em volta da minha cintura e se levanta, me levantando com facilidade.

— Ei! — bato em suas costas, mas minha posição não me permite transmitir força o bastante. Meu protesto não faz nada mais que fazer ele rir. Sua mão desliza sob meu roupão e toca minhas partes privadas. Meu sangue corre imediatamente à minha cabeça e ofego. Ele brinca comigo, e um minuto depois, sua atenção me tem gemendo e me contorcendo. É tão degradante que quero descer, então o belisco, usando minhas unhas para garantir que ele sinta.

Magnus me desce e meus joelhos quase cedem, mas eu consigo ficar de pé sozinha. Ele cruza seus braços em frente ao peito e me estuda de maneira expectante. — Se você não gosta de algo, então tem que me dizer e eu paro.

Por que ele tá perguntando? Isso realmente quer dizer que ele me trouxe a esse ponto e vai simplesmente ir embora se eu disser não? Meus olhos vagam para suas calças e lembro do tempo compartilhado na sala de estar. Não me senti bem assim com outros. No final, tudo que eu disse agora só vai destruir o momento ou soar estúpido. Então deixo meu corpo falar. Largando o roupão no chão caminho até o sofá, me curvando.

Por alguma razão essa era exatamente a coisa certa a fazer, porque isso destruiu a superioridade calma dele. Um momento depois, ele está todo por cima de mim como alguma besta. Talvez ele simplesmente seja do tipo que gosta da visão de trás. Por sorte, já estou preparada, porque dessa vez foi duro e bruto, algo com o qual posso me acostumar.

Um sofá destruído depois, encontramos algum sono na minha cama. Acabou que o sofá não foi feito com a intenção de suportar dois adultos saltitando em cima dele.

Nós continuamos como um par de coelhos até tarde da noite, transformando o encontro em um exercício. Assim, já que dormi como uma tora, nem sequer tive a chance de descobrir se ele ronca. Na manhã seguinte acordo sozinha, o que é um grande desapontamento. Eu tinha esperanças de usar a ereção matinal dele como uma pequena vingança.

Me levanto e estou prestes a deixar o quarto quando o Magnus entra com uma pilha de equipamentos em mãos. Ele está totalmente vestido em roupas de esqui e equipamentos de inverno. Como se não houvesse nenhuma magia ambiental para tratar de tais problemas. — Aqui! Se veste. Eu já conferi se a Annia também estava equipada.

Equipada? Franzo minha testa e estudo a pilha de itens que ele largou em cerimônias na cama. É um traje de esqui, elmo, botas, luvas, óculos. Me pergunto como ele descobriu meu tamanho. Virando os cantos da minha boca para baixo, percebo que ele tinha me despido duas vezes até agora. Alguém que presta atenção teria tido oportunidade mais que o bastante de descobrir tais detalhes. — Estamos indo pra algum lugar?

— Do que você tá falando? É domingo! Eu esquio todo domingo, não importando o clima. Se veste! Vou sair e preparar os esquis. — Ele se vira e dispara para fora do quarto, não me dando chances de discutir mais.

Após me vestir, encontro Annia, Oilell e ele no saguão de entrada. Ele está pacientemente tentando mostrar a posição correta para iniciantes para a Annia. Minha irmã e eu nunca esquiamos. Até eu tinha que ficar no complexo dos Hammons a maior parte do tempo. Quando eu saía de lá sempre havia um guarda, então era difícil desfrutar de tais atividades… Um momento! Por que eu tenho que fazer isso?

— Eu- — Não tenho a chance de prosseguir.

— Sely, vem. — Ele está do meu lado e rapidamente me tem presa aos esquis parados no chão. Então eu me junto à minha irmã com treinamento de aquecimento enquanto a boca do Magnus fala sem parar sobre a posição correta e o que é importante se atentar como iniciante. Annia parece bem feliz, então não tenho coração para estragar a diversão anunciando que não curto esquiar.

Bem, isso até eu perceber um probleminha. — Por que nós estamos fazendo isso no saguão de entrada da sua mansão?

— Eu avisei ao mestre que você poderia querer ir aos poucos. Mas se você acha que está pronta, então podemos ir para as montanhas. — Oilell caminha até a porta que leva de volta ao apartamento. Na porta há algo como um anel dourado com números. Se parece com um mostrador de relógio antiquado.

Até esse ponto eu tinha pensado nele como nada mais que um ornamento estranho. Mas Oilell vira o anel para outra posição e abre a porta, revelando um cenário com montanhas nevadas e uma pista de esqui. E nenhuma alma humana à vista.

Não me incomodo em sair dos esquis enquanto caminho até a soleira para dar uma olhada em volta. Há uma pista de esqui recém preparada no meio de lugar nenhum. Nada de humanos, nada de equipamentos, nada de elevador. — Ahem, onde estamos?

Magnus caminha até o meu lado. — Uma geleira em uma reserva natural ao oeste do meu território. Chegar ao pé da montanha leva meia hora. Então você pode pegar outra porta de volta para o saguão, e de lá você pode voltar para cá.

Eu pisco: — Você pode abrir portas onde quiser?

— Apenas dentro do meu território, e locais com uma porta preparada. Há noventa e oito portas por todo o meu território. — Ele aponta para trás de mim. Essa foi construída na montanha e escondida com camuflagem. — Não se preocupe. Apenas pessoas que são afinadas à rede podem entrar na berlinde de realidade.

Annia nos segue e Oilell fecha a porta atrás de si.

— Haaah. — Eu me viro e estudo o cenário. Quem está pagando para ter seu próprio resort de montanha em uma geleira? — Olha, Magnus. Tudo isso é maravilhoso. Mas você realmente acha que é a coisa certa a se fazer quando o Gavin e seus capangas podem aparecer a qualquer momento? E está meio tarde agora, mas eu quero saber se minha mãe realmente está enfeitiçada.

Ele coça seu queixo: — Eu não posso atacar o quartel general do seu clã sozinho. Mesmo se houver um jeito de me esgueirar lá dentro, há pouca esperança de sequestrar sua mãe sem ter controle de todo o complexo. Ela não vai cooperar. Eu fiz meu melhor para causar tanto conflito quanto possível entre os Hammons e todos os outros. Além disso, posso apenas aguardar até eles entrarem no meu território. Aqui pelo menos, eu posso lutar nos meus próprios termos. Eu saberei assim que eles atravessarem o Véu.

As mãos acenam à toda a área em um grande gesto. — Então você realmente quer me dizer que vai se enfurnar em um quarto e se preocupar todo dia até o Gavin decidir agir? Ou você prefere ter um pouco da diversão que lhe foi negada sua vida toda? Eu imagino que como uma mulher não comprometida, e que não confiavam, você não tinha permissão de sair do complexo como bem entendesse?

Eu cerro meus dentes ao invés de respondê-lo.

— Eu vou me divertir um pouco enquanto vocês dois têm sua primeira briga de casal. — Annia se impulsiona para frente, usando seus bastões de esqui. Então ela desliza pista de esqui abaixo, usando seus esquis como uma charrua.

Talvez eles estejam certos? Se eu me preocupar o dia todo sobre o Gavin, posso não ter qualquer diversão por um longo, longo tempo. Seguindo o impulso, eu uso meus próprios esquis para avançar. A princípio eu copio a técnica da Annia, mas isso fica chato rápido. Sentindo confiança em minhas habilidades atléticas, ponho meus esquis em paralelo para ganhar velocidade.

Eu fico mais e mais rápida, mais rápido que o antecipado. A velocidade fica preocupante, então tento frear usando meu esqui como um limpa-neve. Devido a inexperiência, eu cruzo meus esquis. A próxima coisa que noto, é que estou voando. A força aplicada fez o mecanismo de segurança dos meus esquis soltar minhas botas.

Aterrisso de forma nada graciosa, de cara no chão e minha barriga continua deslizando para frente. O impacto me tirou o fôlego e continuo escorregando até alcançar uma parte menos inclinada da pista de esqui. Finalmente, eu paro e rolo, cuspindo neve. Meu nariz parece estar quebrado.

— Hahaha! Mana, Magnus disso que só um turista freia com a cara. — Annia desliza por mim, lentamente, mas ilesa em comparação a mim.

Magnus para do nosso lado, sacudindo sua cabeça. — Te disse. Iniciantes devem ir de maneira fácil e devagar. Nós não estamos numa competição.

Eu gemo e ponho meu nariz na posição correta. Isso é tão vergonhoso. — Eu juro que vou treinar e então vou vencer os dois até à linha de chegada.

Mas primeiro preciso dos meus esquis de volta. E os bastões. Merda, eu até perdi meus óculos. Meu equipamento está por toda a pista. Eu gemo e me ponho de pé, me rendendo à caminhada da vergonha para coletar tudo ao invés de usar minha magia para isso.

 


 

Tradutor: Batata Yacon   |   Revisor: Sr. Delongas

 


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