LOS – Capítulo 13

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Capítulo 13:

~Encontro~

 


 

“Todos têm seus segredinhos. A melhor maneira de desenterrá-los é cavar a sujeira até chegar no fundo de seus esconderijozinhos.”

— Uma Memória dos Antigos

 


***Caríntia***

***Magnus***

 

— Como você vai pagar por tudo isso? — Sely inspeciona o cômodo com olhos céticos.

O Zunderhaus é o restaurante mais caro que temos em Carinthia. Há um largo salão de jantares, mas também vários quartos privados se você estiver disposto a pagar o preço. A comida e serviço são excelentes, então sempre venho aqui quando quero celebrar. Inspeciono o cômodo que foi arranjado para se imitar uma biblioteca. Cada quarto privado dentro do Zunderhaus tem seu próprio tema. Um que conheço é totalmente azul. Outro tenta dar a sensação de se estar dentro de uma casa de fazenda. E eles sempre têm um quarto em processo de remodelamento. Então há sempre algo novo.

— Darei dinheiro a eles.

— Isso é óbvio, a menos que queira encerrar a noite fugindo sem pagar o restaurante. O que quero perguntar é de onde vem o dinheiro. Você está desperdiçando seu tempo jogando naquela loja. Seu clã te deixou tanto dinheiro que você pode viver a vida grande, mesmo cem anos depois da queda deles? — Ela fecha a boca abruptamente, percebendo que foi longe demais.

Eu esfrego meus olhos que devem ter piscado em vermelho. Então coloco meus braços na mesa, com dedos juntos. Até tento sorrir, mas temo que seja apenas minha boca que o faz. — Eu sou o dono daquela loja de jogos. Além disso, possuo a fábrica de armas que está localizada no vale vizinho. Gosto de ter certeza que minhas armas são de alta qualidade. A fábrica de microchips do outro lado do lago também é minha e estou realmente pensando em comprar a fábrica de capacitores na área industrial. E há uma fábrica eletro-motora na qual pus meus olhos. Os donos não estão dispostos a pagar o aluguel pelo terreno que, a propósito, me pertence. Eles logo irão se mudar para algum país de Terceiro Mundo. Somando-se a isso, meu clã me deixou vários lotes de terra, localizados por toda a região. Falando em termos de riqueza, possuo dois terços de tudo que está dentro deste estado federal. É claro, tudo em diferentes identidades porque os humanos enlouqueceriam do contrário. Não é diferente dos territórios de outros Antigos.

Quando ela franziu seus lábios, sorri de verdade: — Admito que meu território não é muito largo. É humilde em comparação ao que outros clãs acumularam, mas posso gastar meu dinheiro em alguns luxos sem ter que recorrer a roubos. O fato de eu roubar carros regularmente é só por conveniência. Me falta a paciência para esperar por um táxi. Na minha vida, tive muito tempo em mãos e o utilizei. Não é como se eu ficasse jogando e policiando o território vinte e quatro por sete. Então, qual a sua história? Me diga como você finalmente acabou nesse quarto.

Ele inclina sua cabeça e me olha com aqueles seus olhos azuis. Olhando de perto, descubro que há até uma tonalidade de verde neles. Finalmente ela decide contar sua história enquanto nós lentamente apreciamos a comida.

“Eu nasci de Cecília Hammon, uma das quatro esposas de Gavin Hammon, o cacique dos Hammons. Cecília me criou na propriedade principal dos Hammons, um complexo subterrâneo, que está escondido dentro de uma montanha escavada na Noruega.

Eu anuo e visualizo o território Hammon em minha mente. Ele cobre largas partes da Noruega e profundamente na Rússia. O Véu deles é um poderoso, mas é disperso e fino por cobrir uma vasta área. Os Hammons mantém seu território por pura força de números. Seu próprio clã já é um dos grandes, mas eles também têm quatro clãs menores que são mantidos como vassalos. Não estou certo se eles lutariam uma batalha ofensiva pelos Hammons, mas eles estão ajudando a manter o território.

— Minha mãe era só a quarta esposa obtida de um clã na Espanha. Ela nunca falou a respeito, mas ouvi alguns rumores dentro do clã. Assumi que ela foi vendida ao Gavin ou tomada à força. Ela nunca conseguiu desenvolver qualquer amor por mim e simplesmente realizava as ações de maternidade. Suponho que deva ser grata que ela fez pelo menos isso, já que ela é uma mulher quebrada. Gavin nunca se incomodou em se mostrar dentro de nossos aposentos. Ele simplesmente “solicitava” a presença da mamãe de tempos em tempos. Me levou um tempo para compreender os significados mais detalhados de tais solicitações.

Então, ele simplesmente ordena uma de suas esposas aos aposentos se estiver com vontade. Essa é uma vida boa, apesar de não estar certo se gostaria de me distanciar de minha parceira de um jeito desses.

— A princípio, cresci alheia a essa parte do relacionamento deles. Havia a mãe e eu… e era isso. Não sabia mais nada. Após ficar mais velha, lentamente percebi que o que tinha com minha mãe não era um verdadeiro relacionamento familiar. E que ainda nos faltava um pai. Observei com inveja como as outras famílias interagiam dentro de seus grupos. Em algum ponto por aí descobri que Gavin é meu pai e que ele tem quatro esposas. Pra mim ele sempre foi só o cacique do clã. Quando tinha dezesseis anos, Gavin me informou que eu seria casada a um dos seus aliados Britânicos. Alguma coisa sobre selar um acordo. Só o pensamento de ser como minha mãe foi o bastante para protestar veementemente a ser trocada como uma peça. Gavin ficou furioso, mas me deixou ir.

Ela toma um gole do vinho, então continua:

— Não acreditei em escapar tão facilmente. Gavin não é o tipo de líder que permite “não” como uma resposta. Então comecei a espiar o Gavin e seus capangas e escutei uma discussão entre Gavin e um de seus conselheiros. Eles planejavam me prender à força ao meu novo marido, usando magia. Por sorte eu tinha até meu décimo sétimo aniversário antes do Bocheaux chegar da Bretanha para realizar a cerimônia. Investi cada minuto livre que tinha em pesquisa, aprendendo cada maneira possível de controlar a mente e corpo de uma pessoa. Ninguém sabia que eu havia captado seus planos, então não fui impedida quando me enfurnei por cada livro na biblioteca do clã.

— Alguns dias antes do meu marido chegar, encontrei o feitiço vinculativo sob o altar na qual a cerimônia de casamento seria realizada. Eu tinha dezessete e era uma criança, mas não era tola. Caso corresse ou destruísse o círculo mágico deles, me capturariam e preparariam tudo uma segunda vez. Dessa vez sem que eu fosse capaz de interferir. Eles me trancariam em um buraco e me trariam à frente do altar amarrada e amordaçada se necessário.

— Então minha única escolha seria permitir que realizassem a cerimônia. Eu tinha que me certificar que não poderiam realizá-la uma segunda vez ou corrigir seus erros. Na noite antes da cerimônia, me esgueirei no altar e manipulei o círculo deles. O círculo original era objetivado a aumentar minhas emoções e canalizá-las em desejo erótico a uma pessoa alvo, aquele que realizasse o laço matrimonial comigo. Além disso, forçava obediência total a qualquer instrução dada por aquela pessoa.

— Fiquei tão puta que eles estavam tentando me transformar em uma escrava sexual. Eles eram meu próprio clã, mas aparentemente eu não era nada além de uma égua parideira. Eu não podia mudar a parte com as emoções elevadas. Era uma parte básica do círculo. Se tivesse mudado isso, todos teriam visto minha interferência de longe. A parte de escravidão foi mudada em proteção contra interferência. Fui tão longe ao ponto de permitir que me matasse caso eu caísse sobre o controle de outrem. Minha opinião era que estar morta era melhor que ser uma marionete com minha mente presa dentro do meu próprio corpo.

— Ainda temia que eles de alguma forma conseguiriam usar as emoções elevadas contra mim. Então adicionei algumas demandas impossíveis para qualquer futuro parceiro. Ele teria que ser forte o bastante para me proteger da minha família. Ele precisa ter os mesmos sentimentos que eu tiver por ele. Também exigi respeito por minha própria pessoa e algumas outras coisas pequenas. Em resumo, pedi por um Cavaleiro em armadura brilhante.

— No dia do casamento, tudo prosseguiu como eles planejaram. Eu tinha fingido minha intenção de dar prosseguimento ao casamento já que eles haviam anunciado o matrimônio publicamente. A dócil Selyzinha havia abandonado sua desobediência e diria “sim” e “amém” para tudo. Eles realizaram a cerimônia e me casaram a Emil Baucheaux. Então, na verdade, tecnicamente não sou mais uma Hammon, mas uma Baucheaux. Não estou realmente certa do porquê de os Baucheaux serem tão importantes para o Gavin.

Eu resmungo. Posso não estar interessado no mundo fora do meu território, mas tento me manter atualizado. Por sorte, a disposição básica da estrutura de poder do mundo não muda rápido quando Antigos estão envolvidos: — Os Baucheaux controlam basicamente toda Inglaterra. Eles têm seus dedos em tudo que seja relacionado a comércio por navios ou pelo mar.

Sely dá de ombros: — Bem, eles festejaram e deram um grande festival para celebrar minha escravização. Continuei sorrindo e concordando com todas as ordens deles. De alguma forma, esperava que esse Emil fosse uma pessoa melhor do que antecipava. Nunca tinha me encontrado com ele até aquele dia. Ao meu conhecimento, apenas Gavin e seus capangas estavam envolvidos nesse plano. Isso rapidamente mudou quando Gavin e Emil tiveram uma longa e reveladora discussão diretamente na minha frente. Eles pensaram que minha mente estava castrada, então eu não era nada mais que um pedaço de mobília para eles. Eles se parabenizaram por seu pequeno experimento, e como eles usariam o círculo em todas as suas parceiras dali em diante.

Ela franze seus lábios: — Então Emil me levou aos seus aposentos. A primeira coisa que ele fez foi retirar suas calças e me mandar chupar ele. — Repentinamente ela sorri pela primeira vez durante sua história. — Eu fiquei de joelhos docilmente e usei a chance para soltar toda a raiva e frustração que tinha acumulado até ali. Você não pode imaginar o quão difícil é ter que se segurar o tempo todo com aquele feitiço em mim, todas as minhas emoções elevadas. Então me soltei e arranquei as bolas dele. Então enfiei elas na boca uivante de dor dele e dei um belo chute em seu queixo para fazê-lo tomar uma dose de seu próprio remédio. Nunca tive realmente certeza, mas acho que ele engoliu pelo menos parte.

Ela bufa e toma um gole de seu vinho: — Não é preciso dizer que todos ficaram ultrajados. Fui jogada na cela, basicamente como esperava. Ainda pensava que minha pequena demonstração de rebelião tinha valido a pena. Pelo que ouvi, Gavin e Emil tiveram uma briga enorme, apesar de nunca ter sabido como ela acabou com Emil fugindo sem me levar com ele. Talvez Emil tenha pensado que o Gavin fez isso de propósito. Eu era filha do Gavin, afinal.

Esse Gavin precisa ser despedaçado e jogado aos cães. Um riso rouba espaço em meu rosto: — Suponho que Emil não tenha necessidade nenhuma para uma esposa que arrancaria suas bolas, dado que obtenha a oportunidade.

Ela rola seus olhos: — De qualquer jeito. Algumas semanas depois eles me soltaram. Não era como se eu pudesse fugir e era uma fêmea afinal de contas. Suponho que Gavin esperasse que alguém se esgueiraria através das minhas defesas e me emprenharia no final. Então o clã teria pelo menos mais uma mulher que providencia membros novos.

— Tudo por tudo, tive uma vida bem fácil depois. Me mantive reservada e tinha um caso ocasional quando quisesse e com quem quisesse. O contato com a minha mãe caiu a zero. Afinal de contas ela nunca levantou um dedo para me proteger e fiquei mais e mais independente. Eu era tolerada, mas não era realmente membra da comunidade. E nunca quis pertencer a eles. Talvez de dez a quinze membros do clã são contra as práticas do Gavin, mas eles têm medo demais para fazer qualquer coisa para se opor a ele. Eles só olham pra outro lado, então, basicamente são tão culpados quanto ele.

— Os anos passaram e continuei meus estudos até dezessete anos atrás. Um dia percebi que minha mãe estava grávida de novo. Relembrei minha própria infância e praticamente forcei meu caminho de volta na vida da minha mãe. — Sely coça sua cabeça. — Talvez algum instinto maternal tenha se acendido, já que fiquei completamente fisgada ao bebê quando minha mãe deu à luz. Gastei todo meu tempo livre com a Annia, esperando que pudesse dar a ela a âncora que nunca tive. Annia e eu somos tão mãe e filha quanto somos irmãs. Mamãe nunca foi muito interessada em defender sua posição.

— Um ano atrás, Gavin anunciou que Annia estava prometida a algum Lorde francês. É claro, tanto Annia quanto eu ficamos à toda. Nunca me incomodei em guardar quaisquer segredos dela, então ela sabia o que esperar. Annia confrontou Gavin, mas ele ignorou. Me custou um tempo para investigar, mas dois meses atrás notei os primeiros sinais que eles estavam preparando o mesmo ritual que pretendiam usar em mim. Só que eles estavam protegendo o círculo dessa vez.

— Na verdade é engraçado quanto esforço eles puseram em manter eu e a Annia longe do círculo. Era quase como se nunca tivesse cruzado a mente deles que nós poderíamos simplesmente fugir. Admito que sem o amuleto, nós não teríamos chegado muito longe. Mas fugir foi exatamente o que fizemos quando percebemos que não havia esperanças de manipular o círculo. As coisas eram diferentes com a Annia em comparação ao meu caso. Eu estava sozinha, uma criança e inexperiente nos caminhos do mundo de fora. Annia era a mesma coisa, mas ela me tinha. Então preparei tudo e invadi a sala de tesouros pessoal do Gavin. Tomei cada curiosidade dentro de fácil alcance. Mas o objetivo principal do roubo era o Hórus.

— Eu sabia sobre o amuleto por causa de toda minha espionagem no Gavin. Era a ferramenta perfeita para auxiliar nossa fuga. Assim que pusemos as mãos nele, fugimos imediatamente do complexo. Nós cruzamos o véu e desaparecemos muito antes deles sequer perceberem que alguém invadiu a sala do tesouro. Dali em diante foi uma fuga calosa através de diferentes territórios. Gavin não desperdiçou qualquer tempo e contratou um monte de caçadores de cabeças. Nós tivemos que evitar mercenários, fae e outros sobrenaturais.

“O plano original era de escapar para Espanha para o clã de nossa mãe, os Rhonu. Nós pretendíamos pressionar os botões emocionais, contando a eles uma história horrível de como a mamãe não era nada mais que uma égua parideira sob a influência de Gavin. O que é verdade. Os artefatos eram dirigidos a serem pagamento por um lugar seguro para viver. Apesar desse plano ter ido janela afora quando fomos encurraladas perto do seu território. Nós tínhamos a escolha de abrir nosso caminho lutando através de cem fae, ou fazer a travessia dentro do seu território.

— Nós sabíamos sobre os rumores de como nenhum Antigo jamais retornou de Carinthia. Ainda era melhor que sermos pegas pelos fae e nós tínhamos o amuleto. Então tivemos esperanças. Não houve muita hesitação quando mudamos o plano para usar seu território para fazer a travessia para a Itália. Os Bacellos não são amigáveis com os Hammons. Era uma boa chance de liberdade.

Ela abaixa sua taça e suspira: — E então nós topamos com você.

Eu tentei digerir toda a história, feliz que havia engolido minha comida antes da história começar a me afetar. Eu anseio pela minha família. Não saberia o que fazer se eles estivessem ao alcance, mas me rejeitassem. Pelo menos ela tinha contato com outros Antigos até se envolver com sua irmã. — Esse feitiço cerimonial que foi posto em você me interessa. É incrível que você não estoure em intervalos regulares. É uma maldição genuína, ou um encantamento que foi impresso em sua aura?

Ela sorri de forma triste: “Se esse fosse o caso, teria sido possível quebrar o feitiço. Poderia ter custado um longo tempo pra eles, mas tais meios não teriam me protegido indefinidamente. É por isso que transformei a cerimônia deles em um ritual de ativação para magia selvagem. É basicamente irreversível já que o feitiço está entrelaçado com todo o meu ser. A princípio era realmente como você disse. Sempre que eu perdia a força para manter controle completo sobre mim mesma, agia como uma maníaca, tomada pela raiva ou indo enlouquecidamente para algo incompreensível. Mas agora tive tempo mais que o bastante para aprender a lidar com isso. Fiquei acostumada às minhas fortes emoções.

Então, magia selvagem. Isso é perigoso. Magia sempre precisa ser mantida sob controle. Da invocação da matriz de feitiço até a própria invocação do feitiço. Caso contrário o invocador recebe resultados inesperados. Magia selvagem não é guiada. Magia é a manipulação de toda energia, física ou metafísica. Se um passo do feitiço não definir o fluxo de energia, literalmente qualquer coisa pode acontecer. Assim, magia selvagem é a mais fácil e mais perigosa forma de magia. E a mais difícil de se reverter. É como dizer ao universo para acender uma fogueira sem especificar como. Se você tiver sorte, o universo acenderá a fogueira, mas na maior parte do tempo ela vai explodir na sua cara. Talvez toda a floresta ao seu redor queime. No pior dos casos, o Sol entra em modo supernova, só para acender sua fogueira.

Talvez o último exemplo possa ser dramático demais, mas um simples fato permanece. Não brinque com magia selvagem. Merdas ruins vão rolar e você vai se queimar. Isso mostra quão desesperada a Sely estava. Talvez eu deva dizer alguma coisa: — O que quer que tenha acontecido no passado, estou feliz que você esteja aqui comigo agora. Você já quer voltar?

Ela estuda meu rosto com uma expressão cética: — Isso envolve o couro e correntes com as quais você me ameaçou?

Eu me ponho de pé e retiro seu sobretudo do guarda-roupas: — Só se você gostar dessas coisas. Estou sendo honesto quanto a te cortejar. Apenas me dê uma chance. Do contrário eu posso não ser capaz de controlar meus próprios instintos. Realmente estou muito impressionado com sua habilidade de se manter em controle. Se você não tivesse me contado sobre, poderia nunca ter percebido que você tem que lidar com coisas assim. Você é uma pessoa forte, Sely.

Suas bochechas se tornam levemente vermelhas, mas ela não diz nada em troca. Ela simplesmente pega seu casaco e nós deixamos o restaurante. Antecipei a reclamação dela sobre simplesmente sair e sorri: — Não se preocupe. Eles têm meu número na conta deles. Já comi aqui antes.

 

***Caríntia***

***Sely***

 

Me sinto exausta, então não digo nada no caminho de volta. Magnus pode não ser muitas coisas, mas ele se provou ser um bom ouvinte. E um pouco menos um viciado em jogos do que pensei. Nós não conversamos enquanto o sigo todo o caminho até seu apartamento e então volto para a mansão. Não tenho ideia do que Annia está fazendo já que gastei toda a tarde com o Magnus. Ela ainda está visitando a Angelika?

Estando em piloto automático, pretendo retornar aos meus aposentos.

Conseguindo dar um passo inteiro, Magnus de repente pega minha mão e me puxa para a sala de estar da mansão que é conectada ao saguão de entrada. Ofereço uma fraca reclamação enquanto ele fecha a porta e usa seu corpo para me prender entre ele e a parede. Me contorcendo, uso toda minha força para empurrá-lo um pouco mais para longe. —Para trás! Acho que você está indo longe demais pra um único encontro.

— Eu já não te informei das minhas intenções? — Ele se aproxima, suas íris ardendo com luz vermelha.

Eu rosno. A noite foi boa, mas ele espera muita coisa, muito rápido. — Estou te avisando — abro minha boca para usar o fogo infernal, uma das minhas melhores habilidades de combate.

— Lamento, mas você proibiu meus cigarros. E considerando como estou me sentindo agora, você vai ter que soprar isso pra baixo da minha garganta. — Ele coloca seus lábios nos meus, me forçando a fazer uma escolha. Ou queimo sua garganta e pulmões, ou cancelo o feitiço.

O bastardo convencido! Minha mente está cambaleando enquanto sua língua realiza um duelo com a minha, criando uma explosão suada nos fundos do meu cérebro. Isso faz um calafrio correr pelas minhas costas. Oh, ele pode beijar como um pró! Eu cancelo o feitiço e aproveito o beijo. O fato de que suas mãos estão apertando meu peito nem mesmo é registrado até me sentir toda quente e molhada.

Então nossas línguas se separam e seus lábios traçam um trajeto pelo meu pescoço, descendo. Suas mão esfregam meus lados enquanto ele fica de joelhos. Ajoelhado, ele não parece mais tão ameaçador. Eu poderia fugir se o fizesse agora. Uma fantasia animalesca vem à mente e brinco com o pensamento de ser perseguida por ele.

Minhas chances vão por ralo abaixo quando ele levanta minha saia e abaixa a fina calça que escolhi para compensar pela ilicitude do vestido. Ofego em surpresa quando seus lábios tocam meu lugar sagrado e percebo que ele tirou minhas calcinhas também. Meus dedos se afundam em seu cabelo e algo separa meus lábios, fazendo cócegas.

— injusto! — choramingo enquanto o ataque sujo se torna um louco fogo ardente. Suas mãos me prendem firmemente em posição.

 

***Caríntia***

***Magnus***

 

Eu sinto a Sely reagindo bem enquanto sucumbe lentamente. Satisfazer ela foi uma boa ideia. Meu corpo todo a deseja, mas deixar ela toda carente é maravilhoso.

De repente, seus joelhos cedem e suas pernas tremem incontrolavelmente. Permito que ela deslize até o chão, e arranco suas calças. Ela ainda está em seu próprio mundo quando me solto e puxo seus quadris mais para perto, empurrando nela com inesperada facilidade. Estive com mulheres antes, mas nunca as desejei como desejo ela. E estar dentro dela é o paraíso.

— Ah! Eu te odeio! — Ela xinga, mas seu corpo diz algo diferente. Gemendo, ela fecha suas pernas e braços em torno de mim, me puxando para dentro dela. Tento puxá-la como fiz nos sonhos, mas ela me segura tão apertadamente que não consigo. Ao invés disso, balanço para frente e para trás, atacando com golpes curtos.

— Isso! Aí! Mais rápido! — ofega e coloco ambas as mãos em seus joelhos para obter mais poder. De onde ela tá arrumando essa força repentina? Finalmente, consigo uma posição melhor e meto em seu corpo contorcido. Então, ela enlouquece e sincroniza seus movimentos com os meus. — Não tão longo! Tá me matando.

Minha mente se dissolve em névoa enquanto passamos pelos movimentos. Finalmente, outro orgasmo sacode todo seu corpo. Sinto suas contrações em volta de mim. É tão arrebatador que me manda diretamente além dos meus limites e me derramo dentro dela. Imóvel e dentro dela, tento mantê-la em posição até estar terminado.

Então ambos ficamos ofegando no chão e consigo rir em seu peito: — Isso foi melhor do que imaginei. Você é ótima.

De repente seus quadris giram e ela nos vira. Me prendendo entre suas coxas, agora ela está em cima. Sely se senta e estende as mãos para trás. Seus dedos finos se fecham em volta das minhas bolas e enrijeço.

Seus olhos brilham em vermelho, me dizendo que é melhor eu não fazer um movimento errado: — Oh, já acabou? Como é que é se forçar em uma mulher. Te satisfiz, ó lorde?

Eu me arrisco para estender as mãos lentamente para cima e pegar seus seios nelas. — Você acredita que eu quero qualquer outra pessoa depois de ter você? Eu viciado! — Então lentamente rasgo o vestido, revelando suas montanhas gêmeas. — Acho que estou apaixonado.

Ela aperta seus dedos em torno de mim e estremeço.

— Acho que você é um bastardo excitado que só faz o que quer.

— Eu sou um bastardo excitado e quero você — rosno e digo o que está na minha mente, simplesmente anunciando o que a coisa dentro de mim pensa. — Nunca vou me arrepender disso. Apenas me mate se não tiver uma chance para nós. Se não me matar, vou te tomar todo dia daqui em diante. — A massageio, ignorando a luz vermelha em seus olhos.

Ela silva: — Na verdade odeio a maneira que você me faz desejar mais de você. Deveria ser proibido como você acerta meu exato ponto g toda porra de vez. É como se essa coisa fosse feita para mim. — Ele esfrega seus quadris e move suas mãos, me endurecendo de novo em momentos. Então sobe e desce em mim de novo e de novo. Em algum ponto ela solta minhas bolas e se inclina para frente para me confrontar cara-a-cara.

— Só para clarificar este experimento entre nós. Porque nós estamos a uma longa distância de sermos amantes de verdade. Se você fizer com que me arrependa disso, arranco elas pra valer!

Eu resmungo e a abraço para mantê-la em posição. O quão apertado ela é me força a jorrar uma segunda vez dentro dela: — Merda. Você é tão cruel. Você tinha que dizer enquanto me faz gozar?

 


Tradutor: Batata Yacon   |   Revisor: Sr. Delongas


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