LOS – Capítulo 12

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Capítulo 12:

~Habitantes~

 


 

“Emoções vencem às vezes.”

— Uma memória dos Antigos.


***Caríntia***

***Sely***

 

Oilell nos guia de volta para o saguão de entrada onde quatro animais estão esperando por nós. Um gato negro, um corvo branco, uma cobra cinza e um urso castanho. Assumindo a dianteira, ela nos apresenta: “Esses são os quatro espíritos guardiões da casa de Bathomeus. Eles são constructos mágicos e foram criados para proteger a mansão e seus membros de alto nível do clã. Pensem neles como guarda-costas pessoais.”

Eu inspeciono cada um em turnos. Eles se parecem com suas contrapartes animais normais. Até o mínimo detalhe. Bem, o corvo obviamente errou a cor. Então como eles deveriam ser guarda-costas? O urso pelo menos parece que pode agir como um escudo de carne, mas e quanto ao gato e o corvo? Meus olhos vagam até a cobra.

“Não me olhe assssim. Eu sssou venenosssa” A cobra chocalha. “E já que sssou pura magia, posssso ssser tão grande ou pequena quanto quiser.”

Okay. Constructos espertos e inteligentes. “Hm… é um prazer conhecer todos vocês?”

Annia acena com sua mão. “Oi.”

O urso grunhe e o gato assente. O corvo não diz nada. Suponho que a cobra é a única que gosta de falar?

Oilell junta suas palmas em uma batida e se vira para se dirigir a nós: “Já que vocês se conhecem agora, eu ficaria feliz se vocês sempre levassem um dos espíritos guardiões consigo quando saírem. Seria uma vergonha se algo lhes acontecesse.”

Annia levanta sua mão: “Ahem, eu prometi me encontrar com a Angelika hoje.”

Sério? Ela deve ter um relacionamento com sua amiga vampira se quer ver a garota todo dia.

As reações para a proclamação de Annia não foram tão entusiasmadas. O gato olhou para o lado, enquanto o urso ficou estudando o chão. O corvo escolheu limpar suas penas. Não consigo evitar. Essas criaturas não me soam como guardiões úteis.

Após alguns momentos a cobra chia e desliza em direção à Annia. “Já que osss outross obviamente não querem ir para fora da berlinde de realidade, eu te acompanho.”

Minha irmã não hesita e se curva para agarrar a cobra. “Do que eu deveria te chamar?”

“Esssscolha um nome. Não me é algo importante.” A cobra desliza ao redor de seu pescoço e se torna um cachecol que combina com seu jeans e jaqueta.

Eu não estou menos surpresa que minha irmã que dá um grito agudo de alegria. “Wow! Você pode virar qualquer coisa?”

“Você não essscutoou? Sssou magia. Eu essscolho como pareço.”

Apertando meus olhos para a cobra, eu me insiro na discussão. “Então suponho que você não precise falar como uma cobra?”

“Isso é verdade, mas meu sotaque é parte de como me defino como uma entidade independente” O cachecol consegue soar um pouco ofendido.

Enquanto Annia discute possíveis nomes com seu novo cachecol, eu retorno minha atenção para Oilell. “Há mais residentes para conhecer neste lugar? Se não, eu gostaria de explorar a berlinde de realidade.”

Isso retorna a atenção de Annia para mim. “Sim. Agora eu me lembro! Tinha uma linda mulher cuidando do jardim. Eu a vi noite passada pela janela. Quem é?”

Oilell sorri: “Aquela é Fiacre. Ela é tia do Mestre.”

“Eu pensei que todos com exceção dele estivessem mortos?” Eu mastigo meu lábio inferior, surpresa pelas notícias. Dada a história que ele nos contou, não entendo porque a deixou viva.

Oilell faz um gesto desamparado. “O que posso dizer? Da mesma forma que o mestre me evita, ele não quer ver a Fiacre. Ela tem vivido nos antigos aposentos dos servos desde o incidente. Isso lhe permite evitar o Mestre quando ele está aqui. Se você lembra da história, foi ela que o libertou. E quando ela acordou, todos com exceção dele estavam mortos. Ela está se dando culpa por tudo que aconteceu.”

Eu anuo lentamente e pergunto a única questão que realmente importa. “Ela realmente o traiu?”

Oilell suspira e dá de ombros. “Temo que essa é uma pergunta que nunca nos será respondida de maneira satisfatória. É por isso que o Urso foi atribuído como seu cão de guarda permanente. Ele só tirou um descanso curto pra conhecer vocês duas.”

O urso grunhe algo que soa como ‘tchau!’ e marcha rumo a porta da frente. Eu o sigo, pretendendo conhecer Fiacre. No meio tempo pergunto à brownie: “Algum outro residente senciente?”

Ela dispara até a porta e a abre para nós. “Só um mascote razoavelmente grande que pertence ao mestre. Mas a coisa nunca entra na berlinde de realidade e protege o fundo do lago de fora. Certamente haverá uma oportunidade para encontrá-lo em um ponto ou outro.”

Então é uma ‘coisa’? Minha atenção vacila quando deixo a mansão e passo a ver o interior da berlinde de realidade como um todo. ‘Alice no País das Maravilhas’ é uma expressão fraca para o que estou em frente. O céu é colorido em um leve tom de vermelho. Então percebo quão grande a área realmente é. De alguma forma os Bathomeus devem ter deslocado todo o fundo do lago dentro da berlinde de realidade. A enorme mansão principal está se erguendo em uma colina, supervisionando uma alongada área oval.

Um rio parte uma pequena floresta em duas, apenas para salpicar, via uma cachoeira, em uma série de pequenas poças. Cada uma das poças é tão clara e azul como o céu de verão. Há um enorme campo e uma área de jardim no pé da colina onde alguém está cultivando plantas comestíveis. Uma casa de tamanho normal está anexada à área cultivada.

Ao longe, eu mal consigo avistar os restos de uma segunda mansão. Parece que foi parcialmente consumida por um incêndio e uma larga seção cedeu. Posso reconhecer os restos de uma batalha, e parece que alguém foi à louca por ali. “Acho que aquilo era a mansão da família filial?”

“Correto.” Oilell guia o caminho a uma pequena trilha pavimentada. Meio caminho colina abaixo, passamos por uma série de tumbas arrumadas, começando com duas largas para o chefe do clã Bathomeus e sua esposa. O caminho se curva mais abaixo da colina até que chegamos a um pequeno bosque de árvores mortas. A cena que posso vislumbrar através da galhada morta é o bastante para levantar os cabelos no meu pescoço.

Alguém produziu um trono de espinhos no meio do bosque. Na casca seca do trono, não mais que uma múmia. Uma lança bifurcada, brilhando em luz verde, prega o cadáver a seu trono. Os buracos dos olhos vazios da múmia brilham com uma luz verde similar, observando a cena em frente ao trono. Ajoelhando-se, sentados ou deitados, há dúzias de esqueletos à mostra em frente ao rei preso. Todos passam a impressão como se estivessem, de alguma forma, venerando a figura no trono.

Quando me aproximo para ver melhor, a galhada se move por conta própria para bloquear o caminho até o santuário.

“Admito que o Mestre exagerou um pouco com a punição dele. Ele queria dar ao Kelvyn a oportunidade de refletir sobre suas ações.” Oilell caminha à frente.

Eu quase engasgo e aponto um dedo trêmulo para a cena. “Ele ainda está vivo! Ele o transformou em um lich!”

A brownie se vira e considera a cena com uma cabeça inclinada. “Não exatamente. O artefato é a Lança de Longinus. A verdadeira lança que matou Jesus de Jerusalém, um Antigo que tentou tomar o mundo ao escravizar os humanos com religião. Ela mantém Kelvyn vivo enquanto permanecer enfiada em seu peito. Ele está efetivamente morto, mas não pode dar seu último suspiro a menos que alguém puxe a lança.”

Eu ouvi a história, mas pensei que a lança estivesse perdida.

Annia treme. “É quase como uma obra de arte.”

“O Mestre a chamou de uma obra de dor e miséria.” Oilell caminha mais à frente pela trilha e me apresso para deixar a cena macabra para trás. Quanto ódio alguém deve sentir para perverter o cadáver de seu inimigo dessa forma? Eu tento ver do ponto de vista do Magnus, mas me encontro incapaz de imaginar o laço que ele deve ter tido com sua família.

Como seria não ter só a Annia, mas um clã inteiro de pessoas que se ama? Eu sempre fiquei sozinha até receber a Annia sob minhas asas. De certo modo, eu assumi o papel de uma mãe. Nossa mãe real nunca se incomodou em ser uma, então tentei dar a Annia o que eu nunca tive. E quando o chefe do clã tentou trocá-la como tentou comigo, eu estourei. Peguei a Annia e fugi. O que teria acontecido se tivesse ficado e lutado?

Meus pensamentos são interrompidos quando o caminho termina em um pequeno jardim fechado com montes de flores. Uma mulher está de pé em um grande arbusto de rosas, regando-as com um regador. Ao nos perceber, ela se vira e sorri. “Vocês devem ser Sely e Annia. Ouvi muito sobre vocês duas.”

Eu cerro meus olhos, não gostando do fato que ela parece nos conhece tão bem. “E você é Fiacre?”

“De fato. Perdoe minha intromissão, mas Oilell me visitou ontem de noite e tudo que ela fez foi falar sobre vocês duas. Além disso, a net está cheia de notícias sobre seu desaparecimento dentro do território Bathomeus.” Fiacre gesticula com sua mão e invoca uma mesa e quatro cadeiras da terra. “Por favor, sentem-se.”

Eu me aproximo cuidadosamente e me assombro com sua habilidade. A mobília é de pedra completamente lisa. Para fazer algo assim com tal facilidade… ela é ou muito talentosa ou muito velha. Se ela está perto da idade de seu irmão, então adivinhando pela história do Magnus ela tem mais de dois mil anos de idade. “Você parece estar indo bem. Apenas vivendo aqui e cuidando dos jardins?”

Oilell toma um assento na mesa. “Mestre disse a elas o que aconteceu ao clã.”

Fiacre levanta uma sobrancelha. “Ele disse? Que inesperado.” Percebendo meu olhar curioso, Fiacre gesticula para que Annia e eu sentemos. Após fazermos isso, ela continua: “Diferente de Magnus, eu vi um monte de coisas ruins na minha época.” Ela pausa. “É claro, ele também teve oportunidade para coletar sua porção de experiências ruins. Mas na época da queda do nosso clã ele ainda era muito jovem e inexperiente nos caminhos do mundo. Um bebê, enfrentando um mundo cruel, acreditando que o conto sempre tem um final feliz.”

Ela suspira. “Bem, não teve. E eu tive mais de sessenta anos para lidar com os eventos daquele dia. Eu pensei muito sobre o que poderia ter feito diferente, ao invés de me permitir ser manipulada e usada pelo Kelvyn.

Após franzir seus lábios, ela continua: “Eu me apaixonei com um homem que não podia tolerar não ser o chefe do clã. Ele concebeu um plano para tomar a posição do meu irmão e eu colaborei com isso, não estando disposta a ver a verdadeira extensão do quão longe ele pretendia ir. Quando acordei, já havia perdido metade da minha família. E quando tentei salvar pelo menos um deles, perdi a outra metade também.”

“O fato simples é que eu estava tão cegamente apaixonada pelo Kelvyn que não quis ver a extensão total de suas maquinações até ele ter matado meu irmão. Então ele me trancou após perceber que eu não sou a chave que ele desejava. Olhando para trás, eu tenho que admitir que repetiria todos os passos idiotas que levaram à revolta. Não havia dúvidas em minha mente até ser tarde demais.”

Eu a interrompo: “Mas o Magnus ainda está tentando lidar com sua raiva.”

Ela sacode sua cabeça. “Magnus não está lidando com os eventos. Eu não sei se é por causa da perda ou da tortura, mas ele está firmemente suprimindo tudo que seja relacionado àquele dia. O fato dele ter te contado sua história me deixa feliz. Pode ser um sinal de que ele está começando a curar.”

Um grunhido vulgar me escapa antes que consiga me impedir.

Fiacre interpreta isso à sua própria maneira e faz um gesto abrangente. “Esta é minha expiação, de certa forma. “Tomando conta da berlinde de realidade e dando ao Magnus o tempo para se recompor. Esta é minha maneira de me desculpar por minhas falhas. Poderia se dizer que foram minhas decisões e minha ignorância que eliminaram o clã.”

Annia se reclina. “Essa é uma maneira bem dura de se punir.”

A resposta de Fiacre é simples, um sorriso honesto.

“Deuses! Eu sou uma anfitriã tão ruim! Aqui estão vocês em suas roupas de inverno quando é o meio do verão!” Isso é quando Oilell pula de pé, dispara para longe, e retorna até nós, mais uma vez demonstrando sua velocidade inumana. Eu tento explicar que não há problema já que nós duas, irmãs, conhecemos magia ambiental. Minha tentativa falha quando Oilell levanta uma saia acanhada com uma blusa para Annia e uma vestido branco, apertado, de uma peça só com incisões extremamente altas nos lados para revelar parte da perna. Na verdade, são altas demais, indo até a cintura!

Eu brevemente imagino como seria exibir minha figura nessa coisa, que indubitavelmente resultaria em revelar minha calcinha também. Eu ao menos preciso de um sutiã que possa esconder meus mamilos com um tecido tão fino? “Não. Nem mesmo em cem anos. Você pretende me vestir como alguma atriz pornô e me fazer realizar uma dança sexy para provocar o Magnus?”

Fiacre ri, inspecionando meu corpo. “Suponho que você não precise dançar para fazê-lo te devorar completamente.”

Eu cerro meus dentes, o pensamento causa uma estranha, agradável sensação em minha barriga. Não posso negar a atração física a ele. Oh, como eu odeio que meu corpo esteja me traindo assim. Só porque ele me deu um orgasmo. Okay, talvez sete, mas foi isso. Eu ainda não estou certa se seria uma boa ideia me render a tais desejos. Seria como se apaixonar por seu estuprador. Apesar de tudo que aprendi hoje, nós mal nos conhecemos.

Mas talvez seja uma boa maneira de provocá-lo para fora de sua concha a fim de descobrir suas verdadeiras intenções. Ele sempre se fecha quando começa a fumar. Hmmm.

 

***Carinthia***

***Magnus***

 

O que há de errado comigo? Eu me viro e volto pelo caminho de onde vim. Ontem e nessa manhã eu agi como alguém com dupla personalidade. Minha mente racional me diz para pegar as coisas delas e colocá-las para fora. Deixar os Hammons as terem. Talvez eles até me ignorem. Há uma pequena chance que eu possa sair disso sem uma contenda de sangue. Talvez os sete que eu matei não fossem tão importantes para a família Hammon.

É, como se eles não fossem mandar seus mais confiáveis para recuperar as irmãs com os artefatos. Talvez eles não fossem os melhores, mas certamente tinham nível.

Por outro lado, Sely apenas me dá um olhar e meus olhos ficam presos naqueles lábios lascivos, sua bunda macia, naqueles impossíveis, saltitantes, jigglemadingdongs! Agora eu estou até pensando coisas sem sentido! Os ancestrais são minhas testemunhas, eu tentei espantá-la. Eu até pensei que ela ficaria enojada demais para se aproximar de mim quando descobrisse mais sobre minha vida. E eu ainda a trouxe para minha casa. Eu também a permiti na mansão, e para completar, eu contei aquela história para ela.

Deveria ser uma noite no sofá e ao invés disso eu a permiti tão profundamente na minha vida que agora mal consigo colocá-la para fora. Oilell ficaria um saco.

E por que eu estou me enganando mesmo? Ela tem cento e oitenta e algo e eu tenho cento e cinquenta e quatro. Ela é mais velha que eu. Não que vinte ou trinta anos de diferença valham muito em mais algumas décadas. Ela ao menos está interessada em mim? E o que aconteceu com a minha determinação de fazê-la minha?

Eu deveria simplesmente jogá-la no chão e enfiar nela como a cadela que ela foi na capela. Meus instintos funcionaram perfeitamente bem, antes. Não há problema em foder um ao outro até perder a cabeça. Então, por que eu fico todo defensivo e constrangido quando estou perto dela?

Mudando a direção mais uma vez, eu dou outra volta ao redor da mansão. Eu tenho feito isso desde essa manhã. Só caminhando, caminhando e então caminhando um pouco mais para clarear minha cabeça.

Não funcionou.

Tateando por dentro do meu bolso, eu puxo meus cigarros e ponho um entre meus lábios. Então estalo meus dedos em uma tentativa de invocar uma pequena fagulha. Eu só quero acender o cigarro e não torrar o jardim. Concentrando em meus dedos, não presto atenção enquanto faço uma curva.

E bato direto na Sely. O pacote com os cigarros escapa do meu agarro e o conteúdo se dispersa no chão. Um rosnado me escapa. Ele não é tanto dirigido à Sely e mais ao fato de que eu mais uma vez perdi um pacote de erva no chão. Algo que parece se tornar recorrente em volta dela.

Para meu espanto ela rosna de volta para mim, seus olhos piscando em vermelho. Ela arranca fora o cigarro entre meus lábios e o joga no chão, pisando nele. “Essa coisa entorpece a mente. Você pode não ser permanentemente afetado como os humanos, mas pode não agir corretamente quando necessário.”

“O que você acha que está fazendo, mulher!? Essa coisa é a única coisa que me impede de ficar descontrolado!” Meus olhos estão fixos em suas roupas. Aquele vestido apertado! Pelo menos ela está vestindo calças, mas posso ver sua roupa de baixo através da roupa! Cada protuberância e curva de seu corpo. Sei que a estou devorando com os olhos, mas simplesmente não me importo.

“Eu prefiro pensar que a maconha te impede de ser quem é. Viu o bastante? Não é como se você já não tivesse visto eles.” Ela rosna.

Eu sorrio: “Na verdade eu só lembro da grande visão do seu traseiro. Posso ver mais?”

“Estou aqui para discutir coisas importantes a respeito dos Hammons. Se você quer ter uma chance de negociar com eles, então algum conhecimento interno certamente lhe ajudaria bastante.” Ela se move, tentando obstruir minha visão, revelando outras partes de sua anatomia. Ah, mas que se foda! Algumas vezes um homem simplesmente tem que arriscar e rastejar pra conseguir o prêmio.

“Hmmmm.”

“Desligue seu cerebelo e preste atenção em mim!”

Oh, eu estou prestando atenção. Muita atenção ao que é interessante neste momento. “Posso te convidar para sair?” Eu pego sua mão na minha. “Prometo não fumar. Pense nisso como desculpas por aqueles sonhos.” Então eu a puxo em direção ao saguão de entrada. Se nós quisermos comer em um bom restaurante, então teremos que sair.

“Um momento! O que está acontecendo? Só porque eu estou em seu território não significa que eu estou aqui para sua conveniência.” Ela afunda seu salto no chão, mas eu a puxo adiante, fazendo seus sapatos deslizarem pelo chão liso.

Já que sou mais pesado, tenho a vantagem neste jogo. Estou cansado de lutar comigo mesmo. “Eu perdi totalmente a cabeça! Você está dentro da minha mente e não consigo te tirar, apesar dos meus melhores esforços. Eu decidi fazer um movimento sério em você. Você é uma mulher solteira no meu território, então é justo te namorar. E quando os Hammons tentarem te levar de volta eu incendiarei as posses deles.

“Eu ainda sou legalmente casada! E você sabe o que eu fiz com o último cara que tentou me estuprar!” Ela guincha.

Isso aperta meu coração um pouco, mas seu tão chamado marido nunca apertou o nó. Na verdade, ele fugiu quando ela o deixou incapaz de realizar o ato. “É um pouco preocupante, mas nada que não possa ser resolvido com algumas tiras de couro bem colocadas!”

“Couro!?”

“Eu também tenho umas correntes boas se isso te faz se sentir mais segura. E a respeito daquele tão dito marido… considere-se uma viúva quando ele aparecer.” Nós alcançamos o saguão de entrada e ela quase tropeça pelas escadas, mas eu sei mais do que soltá-la.

Então sua mente alcança o raciocínio. “Correntes!? Um momento. Você está falando sobre eu ser acorrentada, ou você ser acorrentado?”

Eu tento pensar em uma lista de bons restaurantes, então não presto exatamente muita atenção à minha resposta. “O que quer que funcione para ganhar sua cooperação na minha cama.


Tradutor: Batata Yacon   |   Revisor: Sr. Delongas


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