LOS – Capítulo 03

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Capítulo 3:

~Acabando com a Festa~

 


 

“E eles vagaram a terra naqueles tempos, vigiando seus irmãos mais fracos.”

— Uma memória dos Antigos.

 

***Caríntia***

 

“Merda, digo… como algo assim passou pela legislação da cidade? Eles compraram alguns oficiais? Quanto mais isso vem à luz, mais trabalho eu recebo.” Eu gesticulo para um local de obras falso enquanto me prendo com os pés do telhado. Após eu me armar no meu apartamento, eu dirigi direto até o armazém onde eu me encontrei com a Eva e seu ninho. Para ficar no lado da segurança, nós decidimos observar o armazém de um prédio vizinho.

“Eu suponho que eles tenham pelo menos um oficial em seus bolsos. E eu acho que é o troll. Ah, a propósito, esse seu glamour é legal. Eles realmente não conseguem nos ver ou ouvir dali debaixo?” Eva ri bem ao meu lado e se reclina para trás.

“Hm… por que você acha isso?” Eu resmungo e aperto meus olhos para a cena.

Ela aponta para os guardas que estão protegendo a porta. “Vê aqueles dois pedações de homens? Eles são trolls. Eles fedem e eu os cheiro contra o vento. Trolls não fazem nada sem a permissão de seu líder de tribo. O Cacique troll é o ministro de transportes da cidade.”

Então os trolls? Eu já me perguntava quando eu teria que dar a próxima demonstração a eles. Mas dessa vez eles se fizeram merecer uma recompensa especial.

“Por favor, me diga que você não vai eliminar toda a tribo.”

“Só as famílias daqueles guardas e dos ministros… até o segundo grau.” Eu já estou tentando relembrar a localização exata de seus sistemas de cavernas. “Mas você está certa. Eu podia largar algum gás mostarda entrada abaixo da caverna deles. Eu ainda tenho um pouco da segunda guerra mundial. Isso seria menos problemático.”

Eva suspira. “Veja. É por isso que ninguém gosta de você e te chamam de Senhor Demônio. Eles têm medo porque você sempre pune muitos pelos erros de um. Você tem que se acalmar e administrar seu território de forma mais branda.”

Eu aponto para o armazém. “Você está vendo aquilo? Aquilo é o que eu recebo por ser brando! Eu sou só uma pessoa e eu tenho um território inteiro para cuidar. Mas de nove mil quilômetros quadrados de montanhas e vales! Eu tenho que governar com punho de ferro. E nem todo mundo tem medo de mim.”

Ela me mostra os dentes em um brilhante sorriso. “Me diga quem.”

Eu gaguejo e começo a contar em uma mão. “Bem, tem você, o sapo, a velha da parada de ônibus, as pessoas na minha loja. Fred…” Eu continuo dando os nomes deles a ela.

Ela levanta uma mão. “Eu não conto porque eu te conhecia desde antes de sua família morrer. Eu estou razoavelmente certa que você não vai me machucar no seus dias bons. O sapo também não conta, porque ele é um eremita que não se preocupa com muito mais que seu lago. E a moça na parada de ônibus é uma ninfa de dez mil anos com demência grave. Ela provavelmente nem sabe com quem ela está falando na metade do tempo. Finalmente, nós temos seus bichinhos de estimação humanos, colegas de jogo, que nem sabem quem você é.”

Eu sibilo para a versão dela da situação. “Então o que eu deveria fazer? É difícil o bastante pra mim tolerar outros sobrenaturais. Você não tem ideia do quão difícil é não rasgar as gargantas de todos aqueles idiotas. Tudo que eu quero é ter um território quieto.”

Ela gira sua mão. “Ache uma companheira? Invada alguns outros territórios e roube algumas mulheres pra você, para começar uma nova família. Eu tenho certeza que mais algumas mãos úteis aliviariam a carga de trabalho.”

Eu inclino minha cabeça e olho para ela como se ela tivesse alguns parafusos soltos.

Ela levanta ambas as mãos, desistindo. “Ou faça alguns chamados de acasalamento. Eu não tenho ideia de como vocês Antigos fazem isso. Não pode ser saudável pra um cara no seu auge ser isolado do resto de sua espécie. Oh, já sei! Eu tenho uma neta de décima segunda geração, neófita! Você podia tomar ela como-”

Eu empalideço e procuro pelos meus cigarros. “Como essa ideia entrou na sua cabeça? Você mesma sabe que o resultado de uma união dessas não seria um vampiro. A criança seria… alguma coisa. Não tenho ideia do quê.”

“Me deixa explicar. Ela é tímida, recatada e uma puritana.”

“Eu pensei que você estivesse tentando vender seu produto. Isso não soa convincente.”

“Exatamente! Ela é uma daquelas garotas que acha que não precisam de crianças. Mas ela precisa ter crianças. Por mim. Quanto mais parentes de sangue para proteger, melhor. A garota simplesmente não sabe o que ela vai sentir quando bater as botas. Eu não posso deixar todo o trabalho para os irmãos dela. Então eu pensei que você pudesse querer seduzi-la e dar a ela uma boa pirocada! Apenas apresente ela aos maus caminhos de nós, sobrenaturais. Não tem problema se você enfiar uma criança nela, desde que ela desenvolva gosto pela coisa. Mulheres podem ter uma equipe de futebol inteira de filhotes. Na minha época, eu-”

“Apenas pare!” Eu mordo o interior da minha bochecha e levanto uma mão. Eva já estava viva na idade das trevas. As mulheres na época só conheciam dois estados, estarem grávidas, ou se recuperando da gravidez. É por isso que ela não entende que alguém possa não querer ter uma grande família. Ela é de outra era nesse aspecto. Eu aposto que ela teve quatorze filhos e morreu, ou seja, virou uma vampira, enquanto empurrava o décimo quinto pra fora.

“Eu te agradeço pela oferta. Mas se você lembra da nossa época juntos, então você pode entender que minha espécie pode ficar um pouco bruta. E eu não curto criancinhas.” Eu aposto que a neta da qual ela está reclamando tem dezesseis ou dezessete anos. Então eu fico de pé. “E parabéns, você conseguiu me fazer desejar sangue com sucesso.”

Ela realmente conseguiu parecer desapontada. “Que pena. Eu só queria ajudar. Você simplesmente parece tão sozinho desde que aquele incidente aconteceu. Eu acho que ela sobrevive a ‘um pouco bruto’. Apenas se lembre da nossa noite.” Ela faz um movimento de garra e desliza seus caninos para fora.

Eu procuro meu pescoço que ficou bem mastigado naquele encontro. Sem falar dos arranhões.

“É melhor assim. Cuide de qualquer fugitivo.” Eu me viro e salto do edifício, aterrissando suavemente na rua abaixo. Nós observamos o armazém por tempo o bastante para ter certeza que alguma coisa está acontecendo lá. Apesar do fato de que é um local de obras, pessoas em roupas espalhafatosas estão entrando e saindo como se isso não fosse nada estranho.

Quando eu alcanço os guardas, eu removo o glamour. Tristemente, nenhum dos dois trolls me reconhece, então um deles avança para me impedir. Ele está vestindo um belo Armani em seu disfarce humano, então eu tomo cuidado para não danificar a roupa enquanto eu alcanço a cabeça do largo homem e a viro, o que é acompanhado com um belo ‘crack’.

Os olhos do outro guarda de arregalam e ele põe a mão em seu paletó. Eu avanço, mirando um punho no queixo dele. Ele bloqueia uma vez e berra, olhando para seu braço em negação. Agora está curvado em um ângulo pouco saudável. Não há muitos sobrenaturais que podem rivalizar um troll em força, então isso deve ser um choque para ele. Não dando tempo a ele para se recuperar, eu agarro seu braço e o giro como uma criança. Quando a cabeça dele beija o asfalto, eu sou mais uma vez recompensado com o som de ossos quebrando.

Eu não olho para trás enquanto caminho na propriedade, mesmo que eu possa sentir quatro membros do ninho da Eva se aproximando dos dois trolls. Indubitavelmente para garantir que nada do sangue seja desperdiçado.

A área toda está vazia exceto pelo armazém em si. Enquanto eu me aproximo da entrada principal, eu ponho a mão sob meu casaco e tiro as duas partes da StG77. Deslizando o cano na metralhadora, eu o encaixo e adiciono um dos pentes extralargos com cinquenta balas. Ao mesmo tempo eu alcanço a entrada e abro uma das portas duplas com um chute.

O que me aguarda lá dentro era esperado, ainda assim também totalmente inesperado. Há o Freixo-fae dentro do enorme salão do armazém. Mas há também fae e outros sobrenaturais dançando e festejando, misturados com alguns humanos que parecem muito enfeitiçados. Há um monte deles, talvez quarenta pessoas. A maioria está dançando ao redor da árvore, tomados pela música e a luz verde. Outros estão sentados nas mesas, comendo.

Quando a porta se fecha por trás de mim com uma batida audível. É como se o feitiço estivesse quebrado. A sala cai em silêncio e todos eles se viram para mim, olhos arregalados.

Eu levanto minha arma e descarrego aleatoriamente na multidão. Enquanto eles gritam, eu uivo em prazer porque o medo deles toca algum instinto bem no fundo de mim. A sala se dissolve em caos enquanto todos tentam escapar em outra direção.

Atirando com uma mão, eu alcanço o cinto de couro que está preso ao meu colete de Kevlar. Frouxamente preso a ele, há cerca de oitenta dados D20. Todos eles estão encantados com perturbação de feitiço, muito parecido com o que eu usei na fae fêmea. Ao chicotear o cinto em direção à multidão eu espalho os cubos por toda a sala. Um perfeito controle de multidões para sobrenaturais.

É claro, minhas ações não ficam sem resposta. Várias pessoas contra-atacam com feitiços próprios. Mas meus escudos estão em posição e mesmo o dreno mágico sendo forte, eu o aguento. Até agora eu não desperdicei magia nenhuma em ataque. E isso é bom dessa maneira. Na verdade, essa é a razão pela qual eu prefiro ferramentas humanas para atacar inimigos. É muito mais seguro se concentrar totalmente na defesa enquanto se ataca através de meios não-mágicos.

Muitos usuários mágicos experientes cometem o erro de baixarem seus escudos para que eles não interfiram com um feitiço. Mais frequentemente que não, é o último erro deles. Usar magia para matar alguém que não está protegido não custa muito mais que um pensamento. Um pequeno estouro de telecinesia, projetado bem no cérebro ou nos órgãos é o bastante. Mesmo que isso não mate a maioria dos sobrenaturais mais resistentes, ser nocauteado é basicamente morrer.

Um feitiço poderoso bate bem ao meu lado e a onda de choque me manda voando. Meus escudos não são ajuda nenhuma contra ar deslocado, já que a maior parte deles são focados em contra-ataques mágicos. Eu estava indo confrontar os fae afinal de contas. Mas um dos fae ficou esperto e percebeu que meus escudos estão desmantelando os feitiços deles. Então eles visaram evitar acertar meus escudos, esperando me abater com dano colateral.

Eu colido e rolo, ejetando o segundo pente enquanto bloqueio uma espada com o cano. Dando um giro em volta com a arma, eu acerto o usuário de espada com a coronha do meu rifle. Ao invés de recarregar, eu puxo minha pistola e ponho uma bala no peito do fae. Dessa vez eu não tive que gastar um pente inteiro. Toda minha munição está coberta com veneno antifae especial. Um arranhão é o bastante e eles estão praticamente mortos.

Quando eu me levanto de novo, a sala está em grande parte vazia, exceto por sete fae que estão preparando outro feitiço para mim enquanto se escondem por trás do bar. Eu estendo a mão para meu cinto e tiro uma das granadas, jogando-a e me lançando de lado enquanto o feitiço deles é lançado. Meu mundo é sacudido por outra explosão e uma dor apertada pinicante na minha perna, o que é imediatamente seguido pela explosão da minha granada.

Sibilando, eu me levanto e miro a pistola no bar. Que se foi. A madeira compensada não aguentou tão bem contra uma granada militar. Tateando para a picada na minha perna, eu alcanço atrás de mim e sinto uma enorme lasca. Eu a puxo e fico de pé com movimentos desajeitados. Eu curo rápido, mas não em um instante. Com esperanças eu posso caminhar normalmente dentro de dois ou três minutos.

Já que ficar parado é mais confortável que caminhar por aí, eu gasto o tempo atirando em todos que ainda estão se mexendo. Eu conto vinte e oito corpos, então os outros ou fugiram através da árvore, ou pela saída dos fundos. Neste caso, os vampiros devem estar sugando eles agora. Decidindo concluir as coisas, eu manco para a árvore. Se essa daqui funciona como as outras, então pessoas podem entrar em Fada ao tocar na árvore enquanto caminham ao redor dela.

Ou pelo menos eu penso isso. Antes que eu possa me aproximar mais, eu manco de cara em algum tipo de escudo invisível. Ele ascende em um clarão verde ao redor da árvore, e esmaece de volta ao nada. Parece que os fae têm uma nova maneira de proteger seus portões? Eu acerto o escudo com minhas proteções, mas sou incapaz de quebrá-lo. Tudo que eu recebo é um clarão ainda maior.

É quando eu percebo os choros silenciosos de uma criança. Me virando, eu encontro uma garotinha escondida atrás de um corpo. Ela está abraçando o cadáver de uma mulher fae. A criança tem um corte em sua perna, provavelmente dos estilhaços que voaram para todo lugar. Mas ela está mais preocupada com o corpo morto.

Eu manco até o lado dela e sorrio para a mesma. “Desculpa, querida. Isso não foi direcionado a você. Você tem um nome?” Pondo a mão no bolso, eu tiro um pacote de gomas de mascar e ofereço uma a ela.

“Rhie.” Ela limpa as lágrimas de seu rosto e olha a goma com suspeita. Ela não parece ter mais que oito anos.

“Bom, Rhie. Por que você não pega a goma e engole? Vai acelerar sua regeneração já que você obviamente não herdou isso da sua mamãe. Então você pode voltar para Fada e achar alguém para cuidar de você.”

Ela aceita a goma, tocando minha mão, e a põe na boca. Ela mastiga lentamente, mas quando percebe que sua ferida está se fechando, ela engole. Após uma última olhada para a mulher, ela corre para a árvore, não olhando para mim uma segunda vez. Ela toca a casca e corre ao redor da árvore e… se foi.

Hm. Eu fico lá e observo a árvore. Certamente há pessoas do outro lado agora, preparando para tomar o armazém de volta. Crianças são quase sagradas para os fae, então eles certamente vão examiná-la com magia assim que ela cheg-

A árvore explode em um estouro de lascas e eu levanto minha mão. Mas as lascas são sugadas de volta em uma fenda verde que está escancarada no mundo. Então a árvore toda some como se nunca estivesse estado lá. “É, funciona toda vez.” A goma foi ativada por magia e destruiu a versão em Fada da árvore neste depósito. Com sorte havia um monte de fae por perto.

Eu estalo meu pulso para remover a energia negra com a qual a diabinha tentou me amaldiçoar. Oito anos, pah, mais para cem. Alguns fae envelhecem extremamente devagar durante toda sua vida e alguns simplesmente sempre se parecem com crianças. Eu duvido que eles trariam uma criança fae de verdade para uma área hostil.

Tendo lidado com isso, eu olho ao redor para encontrar alguma pista da razão deles estarem aqui. Leva alguns minutos e procuro vários corpos, mas eu chego a uma única folha de papel. Um cartaz de procurado.

“Procuradas: Herdeiras do clã Hammon, Annia Hammon e sua irmã, Sely Hammom. A quem quer que as traga vivas, será pago um milharde¹…”

Eu entendo porque tantos mercs de repente pensaram que arriscar suas vidas fosse uma aposta que valia a pena. Eu tento gravar a imagem da garota e da jovem mulher na memória. Com tanto dinheiro assim-

Uma batida na entrada atrai minha atenção. Na porta há alguém balançando uma bandeira branca em um pau no corredor. Ou para ser mais preciso, é uma camisa branca, rasgada, com alguns espirros de sangue. “É seguro entrar?”

Eu suspiro. “Entre, Eva.”

A cabeça dela espreita. “Santa merda! Tantas bolsas de sangue. Pessoal, é um banquete!” Ela abre a porta e acena para o resto do ninho. O que resulta em um salão rapidamente se enchendo enquanto vinte e três vampiros entram. Aparentemente eles já cuidaram de dividir as diferentes tarefas de limpeza entre si. Alguns começam a remendar os cadáveres com fita adesiva, para que mais nenhum sangue seja perdido no chão. Outros abrem as pobres bolsas para pegar o valioso líquido com baldes brancos.

Eva saltita para mim, obviamente radiante. “Você conhece a piada? Um Antigo entra num bar…”

Eu suspiro e enfio o cartaz de procurado no meu bolso. Não há necessidade da Eva saber que os mercs estão procurando por duas fêmeas dos Antigos na minha cidade. Apesar de eu não ter ideia de como elas podem ter passado pelo véu sem que eu percebesse.

“… Ei! Você não está escutando!” Eva bufa magoada.

“Eu preciso de um cigarro.”

Ela inclina sua adorável cabeça. “Sério!? Você não acabou de extravasar o suficiente?”

Eu olho ao redor e dou de ombros. “Se tivesse sido cinquenta deles, talvez? A maioria nem mesmo tentou lutar. Você pegou algum vivo para interrogatório?”

A expressão de Eva se torna uma de culpa. “Oh, eh… nós temos o sangue deles? Talvez se nós bombearmos de volta pra dentro…”

“Não se preocupe. Eu só estava perguntando.” Eu resmungo e procuro pelos meus cigarros. Vamps! Eles tinham uma tarefa. Só uma. Okay, talvez eu não tenha especificado exatamente que eu queria alguns prisioneiros… aw, foda-se. E aparentemente eu perdi meus cigarros. “Eu vou pra casa. Vocês podem limpar isso.”

Eva assente com a cabeça, o que de alguma forma resulta em seus bens sacudindo também. É um mistério para mim como ela faz isso. “Claro!”

Eu me apresso para sair antes que eu decida fazer ela se dobrar na mesa do lado para dar um “castigo” nela. Não importa que todo o ninho dela esteja assistindo. Lidar com os trolls tem que esperar até amanhã!!


Tradução: Batata Yacon   |   Revisão: Sr. Delongas


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Notas:

1. Milharde: Milhar de milhão; Bilhão.

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