LOS – Capítulo 02

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Capítulo 2:

~Tempo Livre~

 


 

“Eles lutaram para decidir os destinos um do outro. Então eles decidiram não interferir em esperanças de que o outro lado se arruinasse de qualquer jeito.”

— Uma memória dos Antigos.

***Caríntia***

 

“Viro sua criatura, em seguida eu dou 5 de dano. Sua vez.”

Eu encaro a mesa e estudo as cartas que estão exibidas lá de maneira ordenada. Talvez eu não devesse ter vindo para a loja só para jogar MtG. Jogo de cartas colecionáveis estúpido. Eu tenho certeza que ele tem algum tipo de ‘Cólera de Deus’ nas mãos. Por que mais ele deixaria mana aberta com três cartas na mão?

Então eu posso bloquear as criaturas dele de uma maneira desfavorável, o que deixa esse truque de batalha obsoleto, ou eu poderia tomar cinco de dano sem sentido. Nesse caso ele vai sacrificar sua criatura para o altar e jogar a cólera de qualquer jeito. Eu preciso saber exatamente que truque ele tem nas mangas. Ou ele está blefando?

Eu podia desafiar o blefe e esperar que o truque dele custe mais que cinco de mana, caso no qual eu poderia contra-atacar o feitiço dele. Humano estúpido. Isso deveria ser um entardecer relaxante, não uma série interminável de jogos de carta perdidos.

Quando eu acordei essa manhã, eu procurei a cidade toda por pistas de quem caçar. Tristemente, notícias da matança de ontem escaparam e agora todos os mercenários estão se escondendo em seus buracos. Eu não pude encontrar uma única alma com informação útil. Aparentemente ser um merc inclui a habilidade de se ocultar dentro de horas.

Eu considerei brevemente fazer caminho pegando cada turista na cidade, mas eu não tenho ideia de quantos mercs existem. Poderia me levar semanas para encontrar os corretos. Então eu decidi visitar a loja de jogos local e jogar cartas até alguma coisa acontecer. Se eu tiver sorte, os mercs estarão tão assustados que irão evitar me causar quaisquer problemas mais.

Só que eu estou perdendo um jogo após o outro hoje. E contra um humano. Fred é outro regular no Diamond Mox e um humano puro. O nome real é Friederich, mas eu o chamo de Fred. A Diamond Mox é a maior loja de jogos na cidade e é localizada na rua anelar central, logo depois do centro da cidade. É meu segredinho que eu na verdade sou o dono e que estou sempre jogando incógnito.

Algumas vezes um grande risco produz grandes resultados. “Okay, eu desafio. Me mostre o que você tem.”

Quando Fred não reage, eu começo bater o pé no chão e olho para cima. Meu comentário incomodado de ‘andar logo com isso’ não deixa minha boca, já eu percebo que Fred não está se movendo. Ninguém dentro da loja está se movendo. Hm. Na última vez que eu chequei, eu não permitia qualquer artefato na minha cidade que fosse capaz de congelar o tempo.

A campainha da porta soa e uma mulher loira entra na loja. Os olhos dela examinam as paredes com os vários produtos e então o balcão e as mesas com os jogadores. Ela bufa ao me detectar e avança para mais perto. Enquanto ela o faz, também cancela o glamour ao redor de si. Seu terno de negócios e a face inexpressiva se distorcem em uma baforada de fumaça, revelando olhos afiados e orelhas alongadas de uma fae.

“Pequeno elemental, me diga onde encontrar a assembleia local de Antigos. O véu que está cobrindo este vale está suprimindo nossa magia. Eles o removerão.”

Elemental? Que drogas essa vadia fumou? Eu não sou elemental nenhum. Oh, eu suponho que com toda minha magia suprimida, eu pareça com um para o olho destreinado. Então essa fae é uma das jovens. E uma merc se eu não estou completamente errado.

Mas quem se aliaria com os fae? Eles são grandes jogadores entre as raças sobrenaturais e sua rivalidade com os Antigos é lendária. Eu torço meus lábios e estudo a espada em suas mãos. Então ela é velha o bastante para saber como manusear espadas. Apesar de parecer que ela não recebeu a mensagem de que armas de fogo são as armas preferidas atualmente. Duzentos, talvez trezentos anos? É por isso que eu tento viver entre humanos. Eles inventam tantas coisas úteis.

Você tira só um tempinho de folga nas matas e antes que perceba, você é algum eremita estranho que não pode lidar com a vida. O mundo está mudando rápido demais.

“Uma espada? Sério? Por que você não me diz porque você quer ver os usuários de magia locais? Certamente você ouviu que eles são um bando isolado. Especialmente neste território. E você não está preocupada que eles prefiram matar que conversar?”

“Eu tenho certos bens financeiros para persuadi-los, mas isso não é da sua conta. Então apenas me diga onde encontrá-los e me poupe da desgraça de ter que falar com prole diluída.”

Eu aperto meus dentes e cerro meus olhos para ela. Os Antigos são os ancestrais de quase todas as raças sobrenaturais. Eles são seres de pura magia. Os contos antigos nos chamavam de magos, demônios ou deuses.

Elementais são suas raras proles, que resultaram da mistura com humanos. Eles têm apenas uma parte da magia de seus ancestrais, que a maioria manifesta no controle sobre um único elemento mágico ou área. Assim eles são chamados de elementais.

Mas fae não são melhores a respeito disso. Eles podem ter herdado um traço realmente forte, mas eles são, não obstante, a prole bastarda da minha raça. Então ela está usando a magia de vontade para congelar esta loja. As pessoas não estão realmente congeladas no tempo, nem qualquer outra coisa. Um fae pode invocar qualquer feitiço desde que a vontade do invocador seja mais forte do que daqueles que observam o feitiço. É um tipo complicado de magia. Muito parecida com a questão do gato de Schrödinger. O gato está decididamente tanto vivo quanto morto, mas apenas enquanto ninguém der uma olhada mais atenta aos fatos.

E há também o problema do conflito. Os fae são uma raça decadente porque eles não são muito mais que mulas. Quase estéreis, eles não podem procriar verdadeiramente, então eles estão frequentemente sequestrando crianças de outros sobrenaturais e substituindo eles com suas falsificações endocruzadas. Eles gostam particularmente de pôr suas mãos em um mago verdadeiro ou criança-bruxa, o que quer que eles desejem nos chamar.

Eu gosto de atender pelo termo de Antigo. Ele tem algo misterioso e enfatiza o ponto de que nós, não somos humanos. Nós podemos nos parecer com eles, mas só enquanto escolhermos fazê-lo. Eu, na verdade, não estou certo se alguns de nossos antepassados ainda se lembram de nossa forma verdadeira. Eu não, mas eu sou relativamente jovem e tenho uma sensação de que ela não é nada bonita.

“Ei, eu estou falando com você!”

De repente a fae balança a ponta de sua espada em frente ao meu rosto e eu reajo por instinto. Sacudindo meu pulso, eu jogo o dado que está agindo como meu contador de vida nela. Ela o bloqueia por reflexo, cortando-o em dois de forma limpa. Mas isso apenas aciona a matriz de feitiço que estava escondida dentro do dado. Uma luz ofuscante atordoa nós dois e interrompe suas proteções defensivas.

Eu retiro minha pistola e descarrego na direção geral dela enquanto eu me jogo para trás. Nem um segundo atrasado, porque eu sinto o ‘swish’ de ar cortado enquanto a lâmina dela passa pelo ponto em que minha cabeça havia estado.

Mesmo no chão eu continuo atirando, cobrindo todos os ângulos possíveis para os quais ela possa ter se movido. Fae são rápidos e eu não estou disposto a morrer aqui. Quando o pente é esvaziado, eu o ejeto e recarrego com movimentos mecânicos treinados mesmo eu ainda não podendo ver nada.

Quando minha visão finalmente clareia, eu a encontro caída contra a parede oposta. Seus olhos selvagens me dizem que ela ainda está viva e muito disposta a passar sua espada através de mim. Ela não se move entretanto, e sangue verde está se acumulando abaixo dela, então eu assumo que acertei algo importante.

Eu ponho mais duas balas na testa dela e descarrego o resto do pente no peito dela. Alguém pode achar isso excessivo, mas quando se luta contra sobrenaturais, você não faz trabalhos pela metade. Você ou garante que eles caiam e fiquem caídos, ou você está apenas pedindo para ter sua cabeça arrancada cedo ou tarde. E eu tenho um desgosto por fae por causa das razões previamente mencionadas.

Eu não tenho problemas com mestiços, mas o método fae de garantir a sobrevivência de sua raça é nojento.

Quando ela para de se contorcer, eu me aproximo e cuidadosamente afasto a espada para longe dela. Fae são bastardos resistentes e suas habilidades curativas são quase tão fortes quanto as nossas. Eu não me atreveria a chegar perto demais se eu estivesse no lugar dela. Após mais alguns momentos eu finalmente me atrevo a me agachar e pegar a espada. Sem hesitação, eu a passo pelo pescoço dela, a decapitando mesmo enquanto as primeiras balas são empurradas para fora da testa dela.

Com isso feito, eu finalmente relaxo. Mesmo um lich precisa de um tempo para voltar disso. E para a maior parte dos outros é uma sentença de morte. Rosnando, eu olho ao redor da sala danificada. Para minha sorte, as pessoas ainda estão congeladas e parece que eu não tenho que cuidar de mais nenhum cadáver. Só o pobre fred foi um pouco cortado pela lâmina dela. Sangue está pingando por sua bochecha.

Eu chego mais perto e inspeciono a mão dele. Então ele tinha uma ‘Cólera de Deus’! Bastardo. E então eu percebo que os novos adesivos de propaganda nas janelas da loja são espelhos muito bons. Hah! Então é assim que ele antecipou cada movimento meu! Eu sabia! Estendendo minha mão, eu quebro seu dedo só para fazer meu ponto, dobrando ele para trás até tocar seu pulso.

Com um machucado desses, ele não vai jogar por um bom tempo. Trapacear é ok, eu até encorajo. Mas não se você for pego. Eu não vou matá-lo porque ele habilmente usou o novo ambiente contra mim.

Me sentindo satisfeito, eu contemplo meus próximos passos. Mercenários são uma coisa, mas fae dentro do meu território? Eles não aprenderam nada da última incursão deles dez anos atrás? Mas uma coisa de cada vez. Eu tenho que encontrar alguém para quebrar o feitiço na minha loja e limpar tudo. Após alguns momentos passando pelas possibilidades, eu decido ficar com a única opção real.

Eu levo a mão ao meu bolso e retiro meu celular. Após alguns toques, o outro lado atende e se apresenta com alguns gorgolejos.

“Paul! Ontem você saiu sem se despedir! Por que você não me visita na minha loja e nós temos um bom momento agradável entre homens. O que acha?”

“…”

“Isso não é sobre o acordo?”

Eu bufo. “Não. O que você está pensando? Eu só pensei em quebrar o gelo. Eu sou um verdadeiro cuzão às vezes e queria te compensar por me aguentar. Apenas venha para a Rua anelar, 16. Já está escuro, mas é quase impossível errar a loja com todas as luzes e propagandas.”

“Okay… Apenas me dê dez minutos.”

Eu desligo e guardo o telefone. Tempos extremos pedem medidas extremas. Agora eu só tenho que manter o posto por dez minutos e esperar que ninguém mais queira jogar jogos às sete da noite.

Vinte minutos depois, eu estou dentro do meu carro e a caminho dos subúrbios da cidade, deixando o inquieto sapo para fazer seu trabalho. Eu tenho certeza que eu nunca mais vou ser capaz de puxar um feito desses com ele já que ele aprende rápido. Eu suponho que seja necessário. Caso contrário ele nunca teria aparecido sem alguma ‘compensação especial’.

Eu paro no local onde a área industrial se funde com a cidade e balanço um cigarro. Está claro que eu exagerei um pouco com a fae, então eu quero me conter no meu próximo encontro.

Este lugar é um local primário para todos que providenciam ‘serviços especiais’. Eu saio do carro e caminho mais alguns passos até a casa com o portão extravagante. Nas janelas superiores há alguns corações vermelhos piscando. A grande placa de neon no teto remove qualquer dúvida sobre este estabelecimento.

A red Eve.

Logo eu encontro Eva, a dona, no seu local habitual na frente de seu ninho, observando a área de estacionamento. “Eva! Já teve sua dose hoje?”

A morena peituda sorri e faz um esforço extra de mostrar seus bens magníficos, os inclinando no ponto certo para mim dar uma espiada no V de seu decote. “Já, mas eu estou sempre pronta para alguém que age com tanto vigor como você. Você quer ter outra rodada dos meus serviços especiais?”

Nope, mesmo que eu esteja no clima! Com meus cigarros eu estou calmo demais para arriscar com uma vampira. Meu sangue ainda é necessário esta noite. Apesar de eu admitir que eu fodi ela uma vez, só para ver como aqueles dois monstros balançavam. E foi excelente. Que pena que não há fagulha nenhuma entre nós. Ela não está disparando meus instintos por qualquer que seja o motivo.

Eu sorrio. “Esta noite não. Eu acabei de ter um encontro com uma fae. Ela falou de seu trabalho, usando o plural. Ouviu alguma coisa sobre eles estabelecerem uma base no meu território?”

Eva para de sorrir e revela um conjunto de longos caninos afiados. Há uma boa razão de os fae a agitarem. Os vampiros são outro alvo de sequestro de alta prioridade. Ou pelo menos seus neófitos. As lendas humanas entendem um monte de coisas erradas sobre os vamps. Não sem uma certa quantidade de engano por conta deles. Eles não gostam que seus ciclos de vida reais sejam conhecidos já que isso revela certa fraqueza.

Primeiro, Vampiros não são feitos, são nascidos. Corre na família. Eles vivem uma vida humana inteira em seus estágios neófitos. Eles vão pra escola e festejam, envelhecem e casam… toda a, divertida, abençoada coisa. Eles até têm filhos como todos os outros humanos têm e não são especiais de maneira nenhuma. O truque vem quando eles morrem pela primeira vez e movem de seu estágio neófito para o vampirismo em si. Eles não podem transformar ninguém.

A partir dali, eles são basicamente os sugadores de sangue das lendas, só que eles não fazem ‘poof’ na luz do sol. Entretanto é brilhante demais pra eles. E eles são alérgicos a prata, mas isso não tem nada a ver com religião. E tem esse desejo de proteger suas linhagens a todo custo sem abrir mão de nem mesmo uma polegada. Eles são estéreis como vampiros, então eles têm que proteger as crianças que tiveram em vida, ou outros parentes.

Se eles perderem seus parentes, eles perdem sua razão de existir. Em outras palavras, Eva é alguém que eu posso confiar absolutamente neste assunto. Ela e seu ninho são os últimos sobrenaturais que colaborariam com fae.

Ela prensa juntos seus lábios beijáveis. “Meu ninho nunca teria relações com fae. Até em mesmo implicar tal coisa!”

Oh, minha nossa. Que bom que eu estou fumando. Caso contrário eu teria que virar ela por cima daquele carro e aliviar algum estresse. Levantar aquela sainha não seria esforço nenhum. Eu tusso. “É claro que eu não quis dizer dessa forma. Eu só penso que você e seu ninho são aqueles que provavelmente mantém um olho aberto em cada bom esconderijo na cidade. Se alguém pode dar um bom palpite sobre onde começar a procurar, então é você.”

Ela assume uma pose mais relaxada e contempla as possibilidades. “O velho depósito na loja de ferragens.”

“Eu conheço o lugar. Ele ficou vazio por um tempo após a discoteca lá dentro ter falido.”

“Bom. Então, o negócio é esse. Alguns dias atrás, alguém comprou a coisa toda. Eles puseram cercas altas ao redor de lá em uma única noite, e preencheram tudo com placas de construção e anúncios. Não dá nem pra dar uma olhada dentro. Ainda assim, um monte de pessoas estão entrando e saindo à noite. E há guardas. Nós ficamos longe até agora, mas se os novos donos são fae-”

“Então eles provavelmente estão cultivando uma nova árvore para suas berlindes de realidade”, eu termino o pensamento. Berlindes de realidade, ou bolsos dimensionais, são a habilidade mais poderosa que os fae herdaram de nós.

Alguns anos atrás, durante as épocas que os humanos chamam de morte negra, nós lutamos uma longa guerra contra os fae. Eles conseguiram irritar os antigos o bastante para que se unissem contra eles. Algo sem precedentes na História conhecida. Antigos não se dão muito bem, então nós nos mantemos em pequenos grupos familiares, do tamanho de clãs. Todos protegem seus territórios ferozmente contra forasteiros.

Eu não sou diferente. O véu ao redor destes vales montanhosos deixa os sobrenaturais mais fracos passarem, mas todos com poder o bastante para rivalizar um Antigo recebem um zap bem desagradável. É difícil entrar e ainda mais difícil sair, mas pelo menos eu sei imediatamente que alguém perigoso está vindo.

Voltando à guerra. Pelo que a História me diz, nós demos o inferno a eles. Eles até começaram a temer que nós os eliminaríamos até a última criança. Eu suponho que nós teríamos feito isso. Quando se diz respeito a crianças, minha espécie ainda é pior que os vamps com seus neófitos.

No final os fae fizeram uma última aposta para se salvarem. Seus indivíduos mais poderosos trabalharam juntos para dividir uma parte deste mundo a fim de criar um refúgio seguro para eles. Até que funcionou e agora um número desconhecido deles está se escondendo em Fada, como eles chamam sua dimensão miniatura.

Individualmente nós somos mais poderosos que os fae, mas há menos de nós. Então o fato de que nos unimos contra eles foi a única razão pela qual nós conseguimos ao menos vencer.

Meu povo retornou aos métodos antigos e tudo voltou ao normal até os fae voltarem via suas árvores estúpidas e anéis de fadas pra seus programas de procriação. Agora nós queimamos seus pequenos esconderijos sempre que eles tentam se estabelecer. Irritantemente, parece que nós nunca somos rápidos o bastante para fazer tais empreitadas serem antieconômicas para eles.

Eu não dou a mínima se eles roubarem alguns humanos. Eles não valem muito exceto pra procriar rápido. O problema é que uma vez que eles estejam indo nos humanos, é um caminho curto até as outras raças. O ódio por fae foi profundamente criado em mim.

“Você precisa de ajuda?” Eva me pergunta após um tempo e eu percebo que eu estive encarando o céu desde alguns minutos atrás.

“Não, eu vou me equipar primeiro. Granadas, balas venenosas, proteções. Se eu tiver que dar uma surra neles, então eu visitarei a festa preparado. Mas eu suponho que seria bom se vocês estivessem prontos para ficar de guarda e evitar que os humanos percebam. Apenas diga a eles que pessoas estão trabalhando.” Eu largo o cigarro e piso em cima.

Ela franze seus lábios: “Claro, certo. Explosões e tiros, berros agudos… sons normais para um local de obras.

Eu dou de ombros: “Houve um acidente. Fiquem longe até a ajuda profissional chegar. Só não mencione que nós temos gente nos call centers que não vão reagir.”


Tradução: Batata Yacon   |   Revisão: Sr. Delongas


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