LoMa – Volume 7 – Prólogo

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Escrito por Mishima Yomu/Wai (三嶋 与夢)
Traduzido da versão Inglês do Eternia em  Rain of Snow


Prólogo

 

A nação intergalática conhecida como o Império Algrand. 

É possível um governo aristocrático liderado por um Imperador se estabelecer em uma nação intergalática?

Alguns podem se fazer essa questão, mas esses entenderam tudo errado.

Considerando a pura escala de uma nação intergalática, é impossível um governante cuidar de tudo sozinho. 

Considerando os custos de reger sobre tão vastas terras, era melhor deixar os cuidados para outras pessoas, e era por isso que o sistema de aristocracia tinha sido revivido. 

Parece ter havido outras coisas ocorrendo no passado, mas eu honestamente não ligava para tais detalhes.

O que é importante é que eu,[Liam Sera Banfield], sou um Conde de um grande império, e tenho controle sobre vários planetas.

— Tudo dentro do meu território é meu. Isso inclui as vidas dos habitantes. O que tem a dizer disso?

Eu tinha retornado ao meu território, e estava na frente de uma bela mulher na sala de estar da minha mansão.

Uma alta elfa com longas orelhas está sentada na minha frente com um vestido folclórico.

O vestido mesmerizante é fino e branco, exaltando as linhas do corpo da elfa.

O bordado nele também é de um desenho único.

A elfa tem impecável pele branca e olhos azuis.

Ela é tão bela, que de fato, isso parece quase falso.

… É honestamente repulsivo. 

Os outros elfos igualmente altos estão de pé ao lado dela, servindo de guardas e me encarando sentado no sofá.

Eles estavam fingindo apenas estarem em guarda contra mim, mas tenho certeza que estão me menosprezando internamente. 

Elfos antes foram considerados uma raça com longa longevidade, mas o mundo se tornou um lugar em que humanos podiam viver por mais de quinhentos anos.

Como elfos podiam viver apenas por cerca de trezentos anos, agora eram tratados como uma espécie de vida curta.

Além do mais, ao contrário de humanos, suas forças são pequenas, então possuem uma fraca posição na sociedade.

Apesar de tudo isso, eles desprezam humanos e se comportam de forma arrogante porque acreditam serem desejados.

É verdade que muitas pessoas ainda são fascinadas por elfos.

Uma das teorias bem estabelecidas diz que humanos são atraídos por elfos em parte devido à sua beleza física, mas mais por causa de seu poder mágico charmoso.

Elfos são criaturas místicas mesmo neste mundo.

Não que eu ligue, entretanto.

Quanto ao porquê de eu estar mostrando a eles essa atitude tão descarada, é porque eles estão no meu território, e estão exigindo que eu “devolva” um dos planetas que possuo.

A elfa na minha frente é de uma raça especial chamada Altos Elfos, e é tratada como realeza entre outros elfos.

Isso pode explicar porque ela parece estar me menosprezando.

— Uma ideologia adequada a aristocratas. Porém, eu gostaria de apontar que o planeta a cargo do Conde originalmente era a terra natal de nossos ancestrais.

— Aquele descampado de planeta já foi terra natal dos seus ancestrais? E agora que eu finalmente tive sucesso em trazer a vegetação de volta, você quer que eu o devolva para você? Que estória conveniente. Nunca soube que elfos eram uma raça tão descarada.

Provocados, os dois cavaleiros agindo como guardas estreitam seus olhos. 

Em contraste, a Rainha Elfa permanece calma. 

— Nossa terra natal foi restaurada. Certamente, esse deve ser o meio do universo dizer para nós, elfos, para que retornemos ao nosso lar e que prosperemos. Ouvi que há uma Árvore-Mundi no planeta restaurado. O Senhor Conde deve estar tendo problemas em cuidar da Árvore-Mundi, não?

Árvore-Mundi… uma planta sagrada que produz elixir. 

Dizem que humanos são incapazes de cuidar de uma. 

Se pudéssemos obter uma fonte segura de elixir, de fato beneficiaria o território, mas não estou interessado no momento. 

Se eu quiser obter elixires, só preciso caçar alguns piratas.

Derrotando eles, eu ganharia o direito às suas posses.

Posso transformar destroços em recursos com a Caixa Alquímica, e converter a alma dos piratas em elixires usando o Dispositivo de Desenvolvimento Planetário.

Trabalhar até os ossos? 

Negativo, como um senhor maligno, eu me certifico de não deixar nada para trás, nem mesmo suas almas.

Em essência, os piratas são minha carteira.

Eles passeiam alvoroçando e coletando tesouros só para que possam dar suas vidas para me dar lucros. 

Enquanto piratas existirem, não terei qualquer problema.

Mas novamente…

Ter uma Árvore-Mundi sob controle é um símbolo de posição para um senhor.

Em uma discussão entre aristocratas, eu seria capaz de me gabar que “há uma Árvore-Mundi no meu território!”

Nesse sentido, não há mal nenhum em manter esses elfos.

— Hmm, tá bom. Pensarei a respeito. Se vão trabalhar para mim, o mínimo que posso fazer é deixar vocês existirem.

Digo isso de modo condescendente.

Em troca, os elfos sorriem para mim com intenção assassina. 

… Bem, não é como se eles pudessem me matar com isso.

Amagi, que esteve escutando a conversa, me lembra do meu próximo compromisso.

— Mestre, seus próximos convidados estão prestes a chegar.

— Há muitos deles hoje.

Estive tendo conversas similares com dúzias de outros desde de manhã.

Sempre que retorno para a mansão, visitantes sempre inundam o lugar.

Os elfos deixam a sala.

Havia rugas na testa da Rainha Elfa quando deixava a sala.

— Como se atreve aquele pirralho humano imundo…

Apesar de ser muito mais jovem que ela, ele havia permanecido insolente até o final.

A rainha estava irritada que Liam não tinha se curvado ante sua beleza.

Todos os humanos com quem ela tinha lidado até agora estariam mais do que felizes em vê-la.

Os aristocratas não eram exceção nenhuma.

Porém, sua beleza tinha sido inefetiva contra Liam.

Um de seus guardas lhe falou.

— Mas um planeta com uma Árvore-Mundi é muito precioso. Precisamos pôr as mãos nele.

— Está certo. Nosso clã pode prosperar desde que continuemos a produzir elixires. Mesmo se acabarmos secando a Árvore-Mundi, devemos ficar bem pelos próximos séculos.

Elfos de fato eram uma raça capaz de cuidar de Árvores-Mundi, mas essas Árvores-Mundi frequentemente morriam prematuramente após um punhado de centenas de anos quando deveriam ser capazes de viver por dezenas de milhares.

Isso porque elfos prosperavam espremendo Árvores-Mundi de elixires até secarem, destruindo os planetas no processo.

Havia muitos elfos assim, e os elfos que realmente desejavam proteger as Árvore-Mundi os ressentiam por suas ações.

E ao mesmo tempo, havia alguns grupos de elfos que não conseguiam ser tratados como minorias étnicas nas nações intergaláticas quando deveriam ser venerados e altamente considerados.

Enquanto caminhavam pelo enorme corredor, se depararam com os próximos conjunto de visitantes que consistiam de um homem algo e um baixo. 

A diferença em seus tamanhos era aparente.

O homem baixo tinha apenas cerca de um metro e vinte de altura. 

Por outro lado, o alto tinha dois metros de altura.

Ambos estavam de terno, mas pareciam tão fora de lugar que a Rainha Elfa riu deles.

O homem baixo era um goblin enquanto o alto era um orc.

Do ponto de vista humano, eles pareciam vastamente inferiores aos elfos.

As expressões dos dois homens ficaram feias quando viram a Rainha Elfa e seus guardas se aproximando deles do outro lado do corredor.

Do ponto de vista evolucionário, Elfos, Goblins e Orcs neste mundo compartilhavam um ancestral comum. 

Porém, os elfos tinham evoluído como belos enquanto goblins e Orcs não.

Eles eram todos tratados como minorias neste universo, e a Rainha Elfa tinha uma ideia aproximada do porquê de terem vindo visitar Liam.

— Tenho certeza que estão aqui para pedir pelo planeta contendo a Árvore-Mundi, mas estão um pouco atrasados demais. O Conde nos escolherá com certeza. Seres feios como vocês deveriam continuar a vagar pelo espaço.

Tanto a raça goblin e a raça orc eram capazes de cuidar da Árvore-Mundi, mas eram frequentemente depostos de seus lares por conta de suas aparências feias. 

Isso porque os Elfos manipulariam os humanos para enxotar as duas raças, ocupando seus planetas após eles partirem.

Aristocratas preferiam ter os belos elfos em seus planetas, mesmo se fossem os culpados por trás do murchar das Árvores-Mundi. 

Para início de conversa, humanos não sabiam que elfos eram os causadores das mortes das Árvores-Mundi, e não acreditariam mesmo se fossem contados.

Isso, ironicamente, era por causa da existência de elfos que levavam seus trabalhos de cuidar das Árvores-Mundi a sério.

O goblin e o orc que vieram visitar Liam eram parte daqueles que tinham que vagar pelo universo após serem expulsos pelos elfos.

Era difícil para eles sobreviverem em um planeta que não tivesse uma Árvore-Mundi, então eles estiveram vagando no espaço em busca de um planeta que possuísse uma.

O goblin aparentemente estava ciente do que a Rainha Elfa estava planejando. 

— É blasfêmia propositalmente fazer a sagrada Árvore-Mundi murchar e ter seu planeta destruído-gobu. Além do mais, aquele planeta também é a terra natal de nós goblins e dos orcs-gobu.

Um dos planetas que Liam possuía por acaso era a terra natal ancestral deles, e costumava ter uma Árvore-Mundi que era considerada extraordinária mesmo nos padrões deste mundo.

Quem tinha feito ela murchar… foram os elfos.

O orc também protestou veementemente.

— Quantas Árvores-Mundi vocês mataram, e quantos planetas destruíram? Quantos exatamente precisam morrer para o seu povo ficar satisfeito!?

A Rainha Elfa zombou dos dois por sua seriedade.

— E daí? É assim que nós elfos nos mantemos alimentados. Sejam Árvores-Mundi, os planetas onde estão, ou as vidas nesses planetas, todas elas existem para serem fonte de nossa comida. Não importa o quanto lutem, aquele planeta cairá em nossas mãos. Nenhum dos humanos entendem o verdadeiro valor das Árvores-Mundi de qualquer jeito. Aquele pirralhinho certamente nos deixará cuidar da Árvore-Mundi dele.

Mesmo assim, o goblin tinha fé em Liam. 

— … O Conde Banfield é alguém aclamado como um senhor virtuoso-gobu. Desde que expliquemos as coisas direito, ele definitivamente entenderá-gobu.

A Rainha Elfa lançou um sorriso destemido. 

— Um senhor virtuoso? Aquele pirralho é apenas outro humano, e ele sem dúvida escolherá os belos elfos acima de seres feios como vocês.

Sim, era assim que o mundo funcionava.

Porém, eles não estavam cientes de um fato importante.

… Liam Sera Banfield era alguém que aspirava ser um senhor maligno.

Um goblin e um orc tinham chegado. 

Eu sabia que goblins e orcs existiam, mas essa era a minha primeira vez realmente encontrando eles.

Estive antecipando esse encontro muito mais do que os elfos.

— Senhor Conde, por favor, deixe-nos cuidar da Árvore-Mundi. Quanto ao que Árvores-Mundi são…

O orc passa por bastante esforço para explicar as coisas para mim.

Aparentemente, o propósito original das Árvores-Mundi não é produzir elixires.

Algo sobre suas próprias existências serem significativas… sumarizando, elas têm valor espiritual.

De todo modo, não estou realmente interessado no que eles têm a dizer.

Porém, estou interessado no goblin e orc em si.

… Não acha que eles combinam com a imagem de comparsas de um de um senhor maligno melhor que os elfos? 

Aqueles elfos prepotentes não são exatamente do meu gosto. 

Se eu tivesse que escolher, preferiria empregar os goblins e os orcs.

Eles serão meus confiáveis companheiros que me lembrarão do quão maligno eu sou.

Para início de conversa, eu posso reunir tantas beldades quanto eu quiser, mas as coisas são um pouco diferentes quando se trata de orcs e goblins.

Veja, não há muitos goblins e orcs neste mundo, então são considerados raridades.

Pensei que haveria muito mais goblins e orcs vagando por aí, mas esse não parece ser o caso.

De todo modo, estou planejando ter pessoas cuidando da Árvore-Mundi por questões de aparência, e prefiro empregá-los do que os elfos.

O goblin começa a dizer algo por desespero.

— Senhor conde, nós goblins não pouparemos esforços em apoiá-lo-gobu. Imploro ao senhor Conde que ofereça salvação aos nossos companheiros-gobu.

— Disposição para não poupar esforços em me apoiar, você diz… Eu gosto disso.

O duo de goblim e orc levantam suas cabeças.

“Gobu!?”

— Eh!?

Eles parecem completamente surpresos. Não tinham altas esperanças?

Devem ter pensado que eu escolheria os elfos, mas posso sempre pegar os elfos na hora que eu quiser.

Hmm, agora que penso nisso, não seria uma má ideia tê-los sob cativeiro desses dois para que as coisas possam se desenvolver na direção daqueles doujins

A ideia fede a maldade e corrupção.

Houve aquele júnior no passado que tinha bastante entusiasmo sobre doujins.

Algo sobre um senhor maligno fazendo algo aos elfos…

Parece que goblins e orcs frequentemente apareciam nesses cenários.

— Outorgarei a vós o planeta que possui a Árvore-Mundi. De agora em diante, vocês dois trabalharão para mim.

— S-sim, senhor! … Mas o que exatamente estaremos encarregados de fazer?

O orc responde com pressa, mas parece que ele não tem ideia do que seu trabalho envolve.

Que gafe. Apenas tenho conhecimento rudimentar desses assuntos, e não sei o que deveria fazer com eles também.

A questão é, eu realmente não estava prestando atenção quando estávamos tendo aquela conversa sobre doujins.

Desculpa, júnior.

— … Chamarei por vocês quando a necessidade surgir. Por enquanto, cuidem da Árvore-Mundi e a criem direito.

— E-entendido, gobu!

Eu tenho uma maravilhosa Árvore-Mundi no meu território! … Eu só quero os direitos de me gabar disso.

Vou dar um toque pra eles com algo quando precisar de seus serviços.


Brian (´ω;`): — Isso é doloroso. O fim terminou bem, mas o processo que ele tomou para chegar lá… É doloroso.


Tradução: Batata Yacon   |   Revisão: Delongas


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