LoMa – Volume 7 – Capítulo 8

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Escrito por Mishima Yomu/Wai (三嶋 与夢)
Traduzido da versão Inglês do Eternia em  Rain of Snow


O Senhor dos Demônios

 

Uma gigantesca nave de guerra tinha chegado no território dos Banfields.

Era a nave que o Sétimo Arsenal tinha construído para Liam.

Na ponte da nave, Nias dançava extasiada enquanto lia os dados apresentados na tela de monitoramento.

Seus olhos brilhavam enquanto falava sobre a esplêndida nave de guerra que havia criado.

— É absolutamente brilhante! Eu quero mostrar para aqueles que zombaram de mim e disseram que era possível apenas em teoria! Olha só! Olha só essas especificações! Estão muito além do que eu esperava! Sua taxa de conversão de energia também é absurda. E a saída! Esta nave de guerra é sem igual. Ah~, eu sou tão talentosa que me faz ficar nervosa.

Alguns soldados assistiam Nias, enquanto ela pressionava seu rosto no monitor.

Eram soldados que o Liam tinha delegado para pegar a nave de guerra. Sendo soldados de elite, Liam tinha confiado sua nave a eles.

Os outros membros da equipe da fábrica de armas ficaram desconcertados pela dança frenética de Nias, mas não cortaram custos quando se tratava de seu trabalho.

— Ela não está ciente do que está acontecendo agora?

— Isso apenas prova que talento é inversamente proporcional à sanidade.

— Ei, agora ela tá rolando no chão. Melhor alguém parar ela.

Era uma demonstração vergonhosa.

Porém, sua excitação era compreensível, já que o desempenho da nave em muito excedia às expectativas de todos.

O único problema era o dono estar desaparecido.

De repente, Nias parou.

Olhando para o monitor da nave, ela inclinou sua cabeça.

— Oh? Pegou um sinal de emergência. Mas é de um lugar bem distante. Pegando um sinal vindo de tão longe, a mamãe tá tão orgulhosa de você.

Ela se referia à nave de guerra como seu filho e falava como se fosse a mãe.

As pessoas em volta não sabiam mais o que dizer.

Foi então que o capitão se levantou e enfiou Nias para longe do monitor.

Nias caiu com um “Fugya”, mas ninguém se incomodou com ela.

— Esse sinal de emergência… ei, alguém entre em contato imediato com o planeta natal e reúna todos os nossos aliados!

Com esse comando do capitão, as pessoas na ponte ficaram ocupadas.

Nogo, um dos Quatro Reis Celestiais tinha sido morto.

[Gorius], o Senhor dos Demônios, estava sentado no trono dentro de seu castelo.

Seu corpo tinha a forma de um humano, mas era feito de chamas crepitantes, e seus olhos consistiam de dois aguçados brilhos de luz.

Gorius não tinha necessidade de comida.

Ao invés disso, ele amava consumir emoções negativas como malícia, desespero, e medo.

Tendo outorgado alguns de seus poderes sobre os bestiais, Gorius ficou irritado quando descobriu que eles foram derrotados.

— Acho que é isso que valem os bestiais.

Ele tinha aceito os bestiais sob suas asas para que pudessem aterrorizar os humanos em seu lugar.

Porém, tinha planejado se livrar deles alguma hora.

Essencialmente, eles eram apenas ferramentas que Gorius usou para eficientemente espremer as emoções negativas da raça humana.

Seus subordinados restantes se adiantaram, lutando por quem deveria substituir o Nogo em aterrorizar os humanos.

— Meu Senhor, por favor, deixe-me atacá-los a seguir!

— Não, eu irei!

— Acredito que eu combine mais com o trabalho porque…

Gorius estava quase de saco cheio disso tudo.

(Manipular essas criaturas inferiores está ficando cansativo bem rápido. Oh, se ao menos eu pudesse dominar o mundo mais rápido!)

Gorius tinha sofrido sob o poderio dos Bravos muitas vezes no passado.

Porém, tinha conseguido ressuscitar com os anos.

Não só isso, ele tinha guardado uma grande quantidade de poder.

Como humanos tinham o hábito de lutarem entre si, Gorius tinha sido capaz de sifonar silenciosamente suas emoções negativas.

(Tanto faz, só estou fazendo isso por diversão de qualquer jeito. Mesmo se um Bravo aparecer, não é como se fosse capaz de me derrotar. Afinal, já transcendi o nível de um Senhor dos Demônios.)

Gorius não tinha um corpo físico por assim dizer, então era naturalmente imune a ataques físicos.

Logo quando Gorius estava pensando em matar seus subordinados e lidar com os humanos pessoalmente, um gigante entrou no salão de audiências enquanto coberto de sangue.

— Os bestiais o traíram, meu Senhor. Eles entraram no castelo, e há um Bravo os liderando.

O gigante então deu seu último suspiro.

O Senhor dos Demônios cerrou seus olhos, formando duas luas crescentes.

— Ho~, então vieram tomar minha cabeça. Nossa, que Bravo impaciente que temos aqui.

No palácio real do Reino de Aarl, Rainha Enora sentia-se perturbada com a decisão imprudente de Liam em marchar adiante.

O alto escalão do reino estava tendo uma reunião dentro da sala do trono.

— Ele simplesmente foi em frente e atacou o castelo do Senhor dos Demônios!?

— Por que não consultou conosco antes!?

Para subjugar o Senhor dos Demônios, eles assumiram que Liam precisaria da ajuda deles.

Desde o começo, porém, Liam nem uma vez considerou obter ajuda do Reino de Aarl.

Após dias de descanso, ele partiu com os bestiais e avançou contra o castelo do Senhor dos Demônios.

O que piorava as coisas era que ele tinha levado consigo menos de cem pessoas, dizendo que “seria inútil ter tantas pessoas marchando” atrás dele.

Ele não tinha sido capaz de obter comida e água o bastante, então deixou para trás a maior parte dos bestiais.

Deixando tudo de lado, a maior preocupação de Enora tinha a ver com as cabeças que foram entregues a eles antes de Liam partir.

As cabeças decapitadas dos ministros e generais que tinham armado o assassinato de Liam tinham sido enviadas pela serva de Liam, Kunai.

Ela também disse: — Nenhum de vocês está livre. Quando tudo terminar, é melhor estarem preparados.

Quase como algo extra, ela disse que haveria pessoas vindo ao Reino de Aarl para auxiliar Liam.

(Planeta? Ela estava dizendo muitas coisas que eu não entendia, mas parecia convencida de que ajuda estaria vindo.)

Se pessoas como Liam que podiam usar magia misteriosa realmente estavam vindo, o reino teria que lhes oferecer uma calorosa recepção.

Originalmente, eles pretendiam criar uma relação amigável cooperando na subjugação do Senhor dos Demônios, mas devido à ação independente de Liam, junto com a tentativa de assassinato da qual Enora não tinha nenhum conhecimento prévio, tudo tinha descido pela vala, e as coisas agora estavam além da salvação.

— O que devemos fazer? … Se o país do Liam-dono se mover para recuperá-lo, teremos que entrar em guerra.

— Não há precedentes disso. Deveria ser impossível

— Mas o conhecimento de magia deles pode exceder o nosso.

Enora olhou para Citasan, o responsável pela magia de invocação.

— Citasan, você acha que é possível que o país do Liam-sama venha bater nas nossas portas?

— É impossível, Vossa Majestade. O feitiço de invocação vasculha numerosos mundos para encontrar um candidato capaz de derrotar o Senhor dos Demônios. É uma viagem só de ida, então retornar é impossível. Aquela serva dele deve ter blefado.

Ela ficou aliviada em ouvir isso, mas também a fez pensar.

(Que magia cruel. Não podemos devolvê-los de volta para onde vieram apesar de invocá-los para cá.)

Quando pensou em Kanami, seu coração começou a doer.

Enora certamente não era uma rainha qualificada, mas era uma pessoa bondosa.

Um soldado correu em meio a reunião clamorosa.

— É-é uma emergência! O exército do Senhor dos Demônios apareceu acima de nós!

Chegaram notícias de que o exército do Senhor dos Demônios tinha invadido enquanto Liam estava fora.

… O castelo do Senhor dos Demônios

Após invadir, Liam tinha se livrado de todos os soldados e oficiais em seu caminho.

Gorius, o Senhor dos Demônios, mostrou um interesse na espada de Liam após assistir a batalha.

— Essa arma deve ter sido feita usando Oricalco.

— Você sabe das coisas.

A espada que Liam geralmente carregava como reserva era feita de Oricalco.

Normalmente, seria considerado um item muito valioso, mas aos olhos de Liam, era apenas uma espada comum entre muitas outras em sua coleção.

Gorius estava convencido de sua vitória.

— Elogio a humanidade por seu esforço. Não sei como vocês processaram isso, mas estou impressionado pelo quanto vocês humanos são capazes de realizar sob pressão… A questão é, porém, essa coisa não é o bastante para me derrotar.

Liam encarou Gorius intensamente.

No exato momento seguinte, o descanso do trono em que Gorius estava sentado foi cortado.

Ele riu quando viu Liam levantar uma de suas sobrancelhas.

— Está se perguntando por que estou bem? É porque não tenho um corpo físico.

Ele não tinha sido capaz de seguir o ataque de Liam de há pouco, mas não importava já que nem ataques físicos nem mágicos funcionavam contra Gorius.

A menos que fossem de poder considerável, era capaz de resistir até mesmo a ataques de magia sagrada.

Gorius se levantou de seu trono.

— Que lamentável. Deve ter se esforçado bastante para alcançar tamanho alto nível de esgrima. Não só isso, foste outorgado com uma espada de oricalco. Os humanos devem ter investido muito em você, mas infelizmente, foi tudo à toa.

Enquanto caminhava até Liam, seu corpo crescia em tamanho.

A chama negra assumiu a forma de um humano enquanto encarava Liam como um superior.

— tudo… sim, tudo o que fizeste foi à toa! Você sabe do que eu me alimento?

Liam franziu enquanto olhava para Gorius, talvez irritado em como estava sendo menosprezado.

— Não estou interessado.

— Kukuku, que teimoso és. Me pergunto quanto tempo conseguirás manter tal atitude.

Ele balançou seus punhos com poder o bastante para explodir uma porção das muralhas do castelo.

— Oh, foi capaz de se esquivar disso?

Porém, Liam tinha se esquivado de seu ataque enquanto ainda se mantinha de olhos levantados.

Gorius estava de bom humor. Assim, decidiu ensinar desespero a Liam.

— Enfrentei Bravos múltiplas vezes antes.

— Tá.

Liam não soava impressionado, mas Gorius continuou com seu discurso animadamente.

— Fui abatido muitas vezes, mas como vês, consegui voltar à vida cada vez. Isso mesmo… Eu sou imortal.

Mesmo quando Gorius revelou que era imortal, Liam não pareceu minimamente intimidado.

Gorius assumiu que ele estava tentando pensar em um plano para derrotá-lo.

— Está tentando elaborar um plano para me derrotar? Lamento informá-lo, mas não conseguirás. Eu não posso ser morto por espadas ou magias, e isso porque sou própria malícia!

— Malícia!

— Sim, malícia! Desde que haja energia negativa em volta, eu serei capaz de me reviver repetidamente! Não importa quantas vezes me subjuguem, eu retornarei mais forte que nunca. Seja por espadas ou magia, nenhum dos ataques pode me alcançar! Mesmo se alcançarem, eu posso simplesmente retornar à vida! Por que pensa que é isso acontece? … Porque eu não deixarei de existir enquanto vocês humanos existirem por aí!

Tendo terminado seu discurso, ele juntou suas mãos e as balançou como um martelo.

Um buraco foi criado no chão, e o castelo estava começando a desmoronar, mas Gorius não se importava com isso.

Ele continuou a balançar seus punhos contra Liam, e este continuava recuando.

— Eu não perecerei desde que vocês humanos existam!

Liam continuava esquivando-se por um fio antes que os punhos do Senhor dos Demônios pudessem tocar nele.

Gorius lançou um chute para onde Liam tinha se esquivado.

— Eu posso reviver quantas vezes precisar!

Gorius rugiu aos céus enquanto o castelo do Senhor dos Demônios se transformava em uma pilha de escombros.

— Porque eu sou a própria malícia!

Centenas de milhares de cortes voaram até Gorius enquanto este ria.

Por uma fração de segundos, as chamas foram cortadas.

Logo em seguida, porém, se recuperaram.

— Impressionante, você ainda não desistiu.

Liam não tinha sido ferido.

— Você foi treinado para me derrotar, mas não pode me tocar, mesmo com sua espada de Oricalco. Desperdiçaste seu tempo.

Porém, havia algo que incomodava Gorius.

(Por que ele está completamente ileso?)

Nem mesmo um arranhão.

Mesmo assim, ele parecia zangado por alguma razão.

— Malícia? Você? … Como se atreve a subestimar os humanos!

Gorius estava prestes a ser deixado sem palavras pelas de Liam.

Malícia minha bunda.

Essa coisa está sendo alimentada pelas emoções negativas de humanos, mas fica fingindo que é o dono da casa.

É verdade que ninguém neste planeta conseguiu derrotar esse cara, mas! … Ele está subestimando demais a raça humana.

— Você subestima seus mestres humanos demais.

— … O que foi… que você acabou de me falar?

Descanso minha espada em meu ombro e confiro o bracelete em meu braço esquerdo.

— Você ficou tagarelando sobre como pode reviver desde que haja humanos no planeta, mas isso também significa que você depende de humanos para viver.

O Senhor dos Demônios fica em silêncio, e eu olho para o céu noturno.

O teto desabou, então as estrelas estão completamente à vista.

— Um ser minúsculo como você não entende o que estou falando, mas você não é a coisa mais maligna neste mundo… os humanos são!

— O quê?

Ele provavelmente enfrentou apenas humanos fracos até agora.

Em outras palavras, ele não sabe de nada.

Não sabe que há outros humanos fora deste planeta.

— Como pode clamar ser maligno quando sequer tomou um único planeta? Comparado ao número de pessoas que eu matei, seu número não significa nada!

Você sabe quantas pessoas eu matei?

Sabe quantas coisas destruí?

Eu matei tantos que parei de me dar ao trabalho de contar.

Aos meus olhos, esse Senhor dos Demônios não é nada mais que uma criança clamando ser um general no parquinho da vizinhança.

Simplificando, apenas um peixe grande num aquário pequeno.

— Sua contagem de mortos já chegou a cem milhões?

— … Deve estar nas dezenas de milhões. Para início de conversa, não há tantas pessoas neste mundo.

Você reviveu tantas vezes, mas está apenas neste nível?

— Sim, existem. Há centenas de bilhões de pessoas neste mundo, talvez até mais, e eu sou alguém que matou centenas de milhões!

Sem contar os piratas, massacrei incontáveis inimigos que bloqueavam meu caminho.

Por causa disso, há muitas pessoas que me ressentem.

Eu sou maligno. Eu sou Malícia!

Um Senhor dos Demônios deste mundinho não tem direito de se chamar de maligno!

— Você consegue ouvir as vozes dos mortos? Se puder, pergunte a eles sobre minha crueldade.

Esse cara parece algum tipo de aparição, então deve ser capaz de ouvir os sussurros dos mortos.

Aposto que ficará surpreso quando ouvir todas as vozes de rancor.

— O-o que é isso!?

As luzes amarelas que representavam os olhos do Senhor dos Demônios ficaram redondas, provavelmente de choque.

Jogo minha espada de lado, e levanto minha mão direita ao céu.

— Um fracote como você não tem direito de se clamar maligno! Esse direito é reservado unicamente aos humanos. Sim, alguém como eu! Eu sou maligno! … Ellen, minha espada!

Ávido desce do céu como uma estrela cadente.

O Senhor dos Demônios exclama em surpresa quando o Ávido aterrissa ao meu lado, destruindo o resto do castelo.

— O-o-o-o-o que é isso!? O QUE É ISSO!?

Ávido eleva-se sobre o Senhor dos Demônios, e de sua cabine de pilotagem, Ellen aparece com minha espada em mãos.

— Mestre!

Ellen então me joga minha espada mais valiosa, e o cabo da espada aterrissa bem em minha mão estendida, quase como se tivesse sido sugado para ela.

Ao agarrar o cabo, desembainho a espada.

— Alegre-se, Senhor dos Demônios. Lhe darei a honra de morrer por minha espada favorita. Irei apagá-lo completamente para que nunca seja capaz de reviver novamente.

É hora de fatiar esse filho da p*ta delirante.


Brian (´ω;`): — O Senhor Liam está em problemas! … Em problemas? De todo modo, é doloroso.


Tradução: Batata Yacon   |   Revisão: Delongas


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Notas:

Delongas: Que cap bom!

5 ideias sobre “LoMa – Volume 7 – Capítulo 8

  1. Lucas

    O Liam é muito fã do filme 300 porque grande parte das lutas batalhas e guerras que ele vai (estando na linha de frente) ele está em menor número

    Curtido por 1 pessoa

    Resposta

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