LoMa – Volume 7 – Capítulo 5

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Escrito por Mishima Yomu/Wai (三嶋 与夢)
Traduzido da versão Inglês do Eternia em  Rain of Snow


Um Grande Erro de Cálculo

 

 — … Tá de brincadeira…

O Guia estava de pé sobre o planeta principal da Família Banfield.

Dessa vez, ele apenas tinha enviado o Liam para outro planeta e estimulado os desejos de suas subordinadas, mas ainda assim, a Família Banfield estava em crise.

Caos seguiu-se a revelação de que Liam tinha sido abduzido através de magia de invocação.

O escopo dos danos não se limitavam à mansão.

Os Cavaleiros e militares estavam igualmente confusos, e alguns seguiram Tia e Marie, que tiraram vantagem do tumulto para cumprir seus próprios planos.

— Mas eu só dei um empurrãozinho nas costas delas…

Ele as tinha provocado levemente após estimular seus desejos.

Apenas isso, e nunca esperou que isso causaria tamanha comoção.

Com o Liam ausente, tanto Tia quanto Marie tinham saído de controle.

Não só isso, Chengshi estava tendo uma partida de vida e morte contra as condiscípulas júnior do Liam por alguma razão.

Não que nada disso realmente incomodasse o Guia, é claro.

Além disso, Isaac havia tomado a mansão do Liam, e o Barão Norden estava fazendo o que bem entendia.

Sendo a criança arrogante que era, Isaac estava sendo manipulado pelo Barão Norden, que também estava tentando enfiar sua mão na Facção do Cleo, que era liderada pelo Liam.

… Aristocratas corruptos estavam se reunindo para tirar uma mordida do vasto território do Liam.

Em suma, era realmente um efeito dominó.

Sem o Liam, os Banfields estavam tendo muito mais dificuldades do que o Guia havia antecipado.

— Chegou! Meu momento chegou!

Ele não pensava que o território sofreria tanto como consequência da ausência do Liam.

Com punhos cerrados, o guia tremia de alegria.

— Isso! Eu deveria roubar os tesouros do Liam e fazê-lo provar desespero quando retornar… Vejamos, cadê a caixa alquímica?

A caixa alquímica do Liam era uma ferramenta mágica capaz de produzir ouro literalmente de lixo.

Graças a esse item, Liam fora libertado de todo e qualquer fardo financeiro.

Era uma importante fonte de renda para Liam, e, se retirada, causaria muitas inconveniências no futuro.

Quando ele retornasse, seu território estaria em pedaços.

Levaria décadas para ele recuperar todo o poder que perdeu… Séculos se lidar mal.

O Guia partiu para buscar pela caixa alquímica saltitando pelo caminho.

— Mal posso esperar para ver seu olhar de desespero.

No porão da mansão, um hangar tinha sido preparado para o único propósito de acomodar o Ávido.

Tendo se fundido com o valioso item chamado Coração de Máquina, Ávido era capaz de mover-se livremente por conta própria.

Tendo dito isso, ele não obedecia às ordens de ninguém senão as do Liam.

Ávido reconhecia Liam como seu único dono e não permitia que mais ninguém o abordasse a menos que fosse para manutenção.

Porém, Ellen tinha se aproximado da cabine de pilotagem do Ávido com a espada de Ávido fortemente envolvida em seus braços.

Ela chorava.

— O Mestre… O Mestre desapareceu…

Não só o Liam estava ausente, Rin-ho e Fuuka estavam diariamente ocupadas tentando matar Chengshi.

Não havia ninguém sobrando para ensiná-la sobre o Lampejo-Único, e ela estava se sentindo terrivelmente sozinha agora que seu professor favorito tinha sumido.

Ela tinha ido até a cabine de pilotagem do Ávido em busca da presença do Liam.

Os olhos do Ávido se moveram antes de se firmarem em Ellen.

Normalmente ele teria rejeitado entrada até mesmo para Ellen, mas ele abriu sua cabine de pilotagem, provavelmente por pensar que ela não faria nada de estranho.

Ellen escalou, sentou-se, e abraçou sua espada com força.

Ávido fechou a escotilha, mas não antes de alguém suspeito aparecer.

… Era o guia.

— Nossa, minha nossa, eu não esperei que ele fosse esconder a Caixa Alquímica em um lugar desses. Acho que ele não tem ninguém em quem pode confiar. Bem, não importa!

Ávido detectou o Guia e ativou os mecanismos de defesa.

Armas e et cetera apareceram da parede e soltaram seu bombardeio sobre o Guia, mas nenhuma delas foi capaz de alcançá-lo.

Sejam balas ou raios laser, nenhum deles conseguia arranhar o Guia.

— É fútil! Coisas assim não podem fazer nada comigo!!

O Guia tinha sido derrotado pelo Liam incontáveis vezes, mas ele não era um fracote de modo algum.

Quando o Guia se aproximou da cabine de pilotagem, o Ávido estendeu seus braços para se proteger; porém, o Guia abriu seus próprios braços e derrotou o Ávido em uma competição de força.

— De jeito nenhum que perderei para um pedaço de ferro que sequer tem o Liam dentro!! … Depois de conseguir a Caixa Alquímica, vou me certificar de destruir você também.

A cabine de pilotagem do Ávido foi forçada a abrir… mas havia uma faca dourada flutuando lá dentro, pronta para agir.

— … Eh?

A mente do Guia congelou.

Dentro da cabine de pilotagem, Ellen dormia com a espada do Liam cuidadosamente sendo envolvida em seus braços

— … Mestre.

Quando ela murmurou isso em seu sono, mais facas começaram a aparecer, e estavam todas apontadas para o Guia.

— E-espera um momento. E-e-ei, mocinha? Pare, por favor.

Apesar de desesperado, Ellen estava em sono profundo e não conseguia ouvir nada que ele dizia.

Uma das facas penetrou a têmpora do Guia, e ele caiu de costas.

Doravante, as facas se impulsionaram para frente e apunhalaram o Guia, uma após a outra, até, mas uma vez, tudo o que restava era seu chapéu.

— D-depois de todo o problema que passei para me recuperar! Eu não me esquecerei disso!

O Guia fugiu de lá, parecendo um chapéu com membros grudados.

Vendo isso, Ávido teve um pensamento.

… Eu devo me tornar mais forte.

Algo parecido com vasos sanguíneos cobriam a superfície do Ávido, e ajustes estavam sendo feitos em suas estruturas internas.

— Malícia! Sim, reunirei toda a malícia para este território!

O Guia, que tinha virado uma cartola, estava reunindo toda a malícia dentro do território do Liam.

Ele também anunciou a ausência do Liam para todos no Império, para que aqueles com más intenções, sejam aristocratas ou piratas, se reunissem.

— Irei demolir tudo o que você construiu! Fuhahaha! Quando retornar, seu território estará em pedaços!!

Ele estava descontando sua raiva após ter seu corpo apagado pela Ellen.

O Guia pensou em algo.

— Oh, quase me esqueci do Calvin! Melhor providenciá-lo meu suporte. Se for ele, não perderia esta oportunidade. Farei as pessoas se reunirem em volta dele para que possam causar uma tempestade.

Para arruinar o território do Liam, o Guia tinha decidido oferecer seu suporte e ajudar o Calvin.

— Eu realmente tenho sorte.

Quando murmurei isso deitado na cama, Kunai, que esteve de pé ao meu lado, assente.

— É como o Senhor Liam diz, mas qual é a ocasião?

Como uma membra das operações especiais responsável por me proteger, ela era alguém de poucas palavras, mas eu estava conversando com ela já que não havia mais ninguém para falar.

— Bem, apenas tive a sensação de haver sorte me penetrando.

— Uma sensação dessas existe?

— É claro que sim. Afinal, o deus da sorte está do meu lado. De todo modo, como as coisas estão parecendo até agora?

Está realmente claro lá fora mesmo já sendo noite.

Havia incontáveis tochas enfileiradas na muralha protegendo a cidade, e uma batalha ocorria.

— Os bestiais estão dominando. Os soldados do país são simplesmente fracos demais.

— Hmm, não é uma má ideia assistir enquanto o país perece.

Isso, de certo modo, também é um tipo de luxo.

O exército do reino está desesperadamente lutando lá fora, mas eu estou aqui na minha cama, assistindo de cima.

— Então? Como está a Kanami?

— … Temo que aquela mulher esteja insatisfeita com a atitude do Senhor Liam. Ela estava clamando sobre como iria repelir as forças inimigas, mas não há dúvida de que ela morrerá logo.

Ouvi que ela recebeu algum tipo de grande poder como uma Brava, mas parece que não possui o necessário para rechaçar os inimigos.

— O Reino de Aarl foi indecisivo demais. Ele deveria ter invocado o Bravo mais cedo quando ainda tinha algumas forças restantes para que pudessem nutrir a pessoa.

É inútil agora jogar alguém com força bruta no campo de batalha sem mais nada.

A Rainha também… não presta nem um pouco.

— Senhor Liam, está quase na hora.

— Então vamos indo.

Me levanto e estico minhas costas, antes de deixar o quarto com a Kunai.

Aquela noite.

Após ser despertada por Enora, Kanami estava preparando sua armadura em uma sala escura, dependendo de mais nada senão da luz de velas.

As empregadas em volta dela a ajudavam, mas era bem óbvio que estavam com medo.

— Eles atacam à noite também?

Kanami estava surpresa, e essa sensação era compartilhada por Enora, que tinha confiado seu reino à Kanami.

— É bastante raro eles fazerem isso. Afinal, é certo que haverá mais fogo amigo de noite. — Mas novamente, isso pode não ser um problema para bestiais.

As mãos de Kanami tremeram ante ao pensamento de entrar em um verdadeiro campo de batalha.

(Tô com medo. Eu fiquei muito mais forte, mas ainda tô com medo.)

Enora segurava as mãos de Kanami e confiava sua esperança a ela.

— Kanami-sama, por favor, nos proteja. Por favor, proteja os cidadãos inocentes das mãos daqueles bestiais desprezíveis.

Enora não se encaixava na imagem que Kanami tinha de Rainhas.

— Deixe comigo.

(Ela está sempre pensando sobre o seu povo. Entendo, então é isso o que significa ser um membro da Família Real.)

Uma feroz batalha estava ocorrendo nas muralhas do Reino de Aarl.

Os soldados do reino estavam lutando contra os bestiais que tinham atacado no meio da noite.

Muralhas não significavam nada diante desses fortes guerreiros bestiais.

Após escalarem as muralhas, eles foram cercados pelos soldados do reino.

Um dos bestiais pegou a cabeça de um soldado e a espremeu com força.

— Fraco! Fraco!! Vocês humanos não são páreos contra nós!

Os soldados estavam sendo moídos pelos bestiais.

Foi então que Kanami desceu sobre o campo de batalha usando uma espada.

Vendo os incontáveis corpos de soldados rolando, o sangue de Kanami ferveu.

— … Não espere que eu lhe mostre misericórdia.

Os bestiais uivavam aos risos e gargalhavam.

— Uma mulher! Eles devem estar com poucos soldados. A vitória é nossa… h-huh? 

De repente, um profundo ferimento apareceu no abdome do bestial, e sangue começou a espirrar.

O bestial se agachou, aplicando pressão sobre seus ferimentos com as mãos.

Kanami ficou lá, tremendo com sua espada em mãos.

Quando viram isso, as expressões dos bestiais em volta dela mudaram, e imediatamente investiram contra ela.

Porém, Kanami manobrou pelos ataques deles e cortou os braços e pernas dos bestiais se aproximando, os deixando incapazes de continuar de pé.

— Haa… haa…

Kanami tremeu com a sensação que teve quando cortou alguém.

Então, os soldados em volta dela começaram a furar os bestiais com suas lanças.

— Morra! Morra!

— Isso é pelo meu filho morto!

— Salve a Brava!

Os soldados cantaram louvores a Kanami.

Antes que percebessem, tinham massacrado a maior parte dos bestiais que tinham escalado as muralhas.

Vários deles tinham conseguido escapar, mas essa foi uma grande vitória para o Reino de Aarl.

— Vencemos! É nossa vitória!

Kanami não conseguia acreditar no que acabara de testemunhar.

(Por quê? Eles já estavam incapazes de revidar!)

Os ferimentos em seus membros tinham deixado os bestiais incapazes de resistir, ainda assim, os soldados os apunhalaram sem um momento de hesitação. Isso era assustador.

Kanami caiu ali mesmo.

Amanhecera.

Nogo, o Rei Leão, estava prestes a balançar seu enorme machado de guerra no bestial que tinha fugido.

— M-misericórdia. Havia uma brava…

Nogo cortou os bestiais que tinham lhe falhado na frente de todos, antes de levantar seu rosto ensanguentado e fitar a multidão.

— Não importa se tinham uma Brava. Já que chegamos a isso, precisamos apenas quebrar seus portões e entrar na cidade. Será um banquete!

Quando ele levantou seu machado de guerra, os bestiais deram vivas em uníssono.

Glauss, que esteve assistindo, estalou sua língua suavemente.

— Um assalto frontal. Iremos perder muitos colegas de novo.

Nogo era poderoso, então tendia a atacar de frente.

Ele estava intoxicado com a sensação de esmagar seus inimigos com força esmagadora.

Chino, filha de Glauss, veio correndo.

— Pai! A batalha está prestes a começar.

Olhando seus olhos brilhantes, Glauss afagou sua cabeça.

Suas orelhas, que estiveram de pé, abaixaram-se alegremente.

— Certifique-se de sobreviver. Um forte guerreiro é alguém que sobrevive.

— Irei derrotar os inimigos e provar para todos que sou tão forte quanto o pai!

— Não, eu estou falando a você para…

Foi nesse momento.

A conversa entre os bestiais cessou completamente.

Eles foram forçados ao silêncio pela imensa pressão vinda de alguém do outro lado do portão.

Chino encolheu sua cauda.

— P-pai, será que essa é a sensação do tal Senhor dos Demônios?

Glauss se virou para Nogo.

Esse não parecia ser o caso.

Nogo também estava em guarda.

— Preparem-se.

Atendendo ao comando de Nogo, as tribos enfileiradas em níveis começaram a avançar.

Com base na pressão vinda do portão, nenhum dos bestiais estavam esperando uma vitória fácil.

Nogo gesticulou para que as tribos próximas avançassem.

Interessantemente, nenhuma flecha estava sendo disparada das muralhas.

Assim que estavam prestes a chegar às muralhas… os portões do castelo se abriram, convidando os bestiais para dentro.

— O quê!?

Os olhos de Glauss se arregalaram, espantado pelo movimento imprudente dos inimigos.

Além da paisagem da capital do Reino de Aarl, também viram um homem de pé ali, carregando uma fina espada em seu ombro com um riso no rosto.

Com suas mãos, ele gesticulava para que eles viessem.

Nogo, pensando que seus inimigos estavam tentando provocá-los, deu uma ordem para todo o exército.

— Imperdoável. Se atrevem a me provocar, Nogo? … Todos os homens, AVANÇAR!

Os outros avançaram, mas a intuição de Glauss lhe dizia que seria uma má ideia entrar na cidade.

A maior parte dos bestiais tinha percebido isso, mas tinham de avançar por causa da ordem de Nogo.

Como resultado do atraso de Glauss, a tribo deles estava ficando para trás das outras.

— Pai, fomos ordenados a avançar! Vamos avançar rápido!

Glauss estava aterrorizado pelo homem posto atrás do portão.

Mesmo assim, ordens eram absolutas.

Se ele os atacasse, sua tribo inteira seria exterminada.

— … Avançaremos.

Os Licantropos uivaram e perseguiram seus aliados.

Mesmo assim, suor frio continuava a escorrer pela testa de Glauss.


Brian(´ω;`): — Bem feito para você, Guia!

Brotinho-chan (゜∀゜): — Os volumes um e dois do Mangá de “O Mundo de Jogos Otome é Duro para Mobs” estão sendo impressos mais uma vez! Isso deve ser graças à minha popularidade!

Brian (;´): (Ela sequer aparece nos dois primeiros volumes, não é? Mas que planta sem-vergonha ela é.)

Brian (´ω;`): (Mas ela ficará zangada se eu disser isso em voz alta, então terei que ficar quieto… que doloroso.)


Tradução: Batata Yacon   |   Revisão: Delongas


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6 ideias sobre “LoMa – Volume 7 – Capítulo 5

  1. Gatts Berserker

    Liam é muito cabuloso hehe. Só a sua presença faz os caras cagarem nas calças. Fico imaginando quem será o grande antagonista, aquele que vai fazer o Liam passar mal? O guia nem é, o póbi só sofre.

    Curtido por 1 pessoa

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