LoMa – Volume 5 – Capítulo 9

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Escrito por Mishima Yomu/Wai (三嶋 与夢)
Traduzido da versão Inglês do Cipher em  Centinni


O Palácio à Noite

 

Linus ficou aturdido quando leu o relatório e jogou as coisas que estavam em sua mesa no homem mascarado ajoelhado na sua frente.

— Vocês falharam!? E têm a audácia de se chamarem de Treva!?

O que mais o enfurecia era que tinham deixado para trás evidência que apontava para o envolvimento de Linus.

Ele podia facilmente jogar a culpa nos executivos da Companhia Clave, mas Liam definitivamente saberia quem era o verdadeiro mandante.

O homem mascarado também estava inquieto.

— Acredito que nossos inimigos estejam informados de como fazemos as coisas. Eles eram habilidosos em seus trabalhos, então as pessoas abaixo de Liam devem ser grandes especialistas.

Uma organização de força equivalente às trevas do atual império.

Linus sentiu um calafrio correr por suas costas.

Os inimigos que considerara peixes-pequenos tinham se tornado oponentes problemáticos, mas ele demorou um pouco demais para perceber isso.

— … Esmague Liam por meio de qualquer modo possível. Podemos lidar com o Cleo a qualquer hora. Porém, se não agirmos agora, minha posição poderá ser comprometida.

Ele pensou que não teria problemas contra um nobre que podia apenas ser contado como meio poderoso.

Até o momento, isso tinha sido verdade.

Porém, Linus ficou encurralado quando descobriu que as coisas estavam saindo do seu controle.

Não era hora de se incomodar com seu competidor, Calvin.

Ele estava certo de que os aristocratas em sua facção desertariam se fossem informados do ocorrido.

O homem mascarado deu outro relatório.

— Liam irá visitar o palácio para visitar Vossa Alteza Cleo. Não temos mais folga para nos segurarmos. Vossa Alteza, reúna suas mãos de obra. Não importa se são Cavaleiros ou mercenários.

Linus já estava em um aperto.

Embora descaradamente realizar um assassinato no palácio de fato fosse agressivo, ele não estava em posição de escolher.

Agora que as coisas tinham progredido até esse ponto, ele não seria capaz de ver o amanhã sem fazer Liam desaparecer.

— Convocarei todos. Reúna todas as suas forças também.

— Entendido!

Na sala onde o homem mascarado havia desaparecido, Linus dava um olhar vazio de desespero.

Eu estava caminhando até o palácio para me encontrar com Vossa Alteza Cleo.

Mesmo assim, o palácio era enorme.

Apesar do alvoroço causado pelas tentativas de assassinato, a tranquilidade aqui sugeria que nada do tipo existira.

O fato de ser noite também podia estar bancando algum tipo de papel.

Independentemente, que atmosfera peculiar.

Entro em um carro flutuando na estrada e olho em volta.

Sinto intenção assassina.

— Enviando assassinos tão abertamente. Humanos. Mesmo sabendo que não é uma decisão sábia, eles atacam quando encurralados.

Klaus, que se sentava ao meu lado como meu guarda não notou suas presenças.

— Qual o problema, Senhor Liam?

— Ei, para o carro.

Quando o motorista estacionou, eu saí com minhas escoltas.

Kukuri já deve ter notado já que ele e seus subordinados apareceram assim que saí do carro.

Estamos em uma estrada belamente pavimentada.

Não só há árvores e postes de luz enfileirados dos dois lados da rua, havia canteiros de flores a decorando.

Se eu tivesse que descrever a largura da estrada com terminologias da minha vida passada, seria a de uma rua ampla o bastante para caber quatro vias de um lado.

Isso seria oito vias em total em ambas as direções.

Sem perguntas sendo feitas, um tiro soa pelo ar instantaneamente quando saio.

Movo-me meio passo para o lado, e uma bala passa por mim antes de se embutir no chão.

Minhas orelhas apenas soam por um tempo com o alto som porque fortaleci todo o meu corpo.

Klaus apressadamente pula na minha frente.

— Senhor Liam, por favor, para trás!

— Não se preocupe e foquem-se em se protegerem.

Afasto Klaus do caminho e dou um passo adiante enquanto puxo minha katana.

Balas são disparadas por atiradores de elite de diferentes ângulos, mas eu as corto uma após a outra.

Agora sim, isso está ficando um pouco interessante.

Fico feliz em poder reproduzir a cena de um mestre cortando balas que vi na minha vida passada.

Tudo isso graças a esse corpo fisicamente fortalecido, e a técnica do Lampejo-Único.

Isso é moleza para mim.

Falo com o Kukuri.

— Os atiradores de elite são irritantes.

— Entendido.

Alguns dos subordinados de Kukuri desaparecem nas trevas.

Mais pessoas gradualmente estão se reunindo aqui.

Não são os guardas do palácio que vieram correndo após detectar o incidente.

Ao invés disso, essas pessoas estão transbordando intenção assassina.

Cavaleiros, soldados, e mercenários?

A enorme força nos cerca.

Enfrentando-os, Klaus e os guardas restantes puxam suas espadas.

— Estão cientes do que estão fazendo!?

Os inimigos não parecem interessados em conversar conosco.

Eles levantam suas armas enquanto cobrem suas faces.

Meus guardas estão tentando avançar, mas eu os impeço de fazer isso.

— Klaus, não entre no meu caminho. Perfeito. Chequemos do que são feitas as elites de Vossa Alteza Linus.

Levanto meu queixo lentamente aos meus inimigos.

— O quê? Não vão atacar?

Pode haver fortes entre eles.

Independentemente, não são páreo para mim.

Como imaginei, o Linus, que é capaz de reunir apenas esse número de tropas, é adequado para ser meu primeiro oponente.

Ele é como um subchefe que aparece nos estágios iniciais de um jogo.

Eles servem como uma boa experiência.

Os Cavaleiros estão correndo até mim.

Ao mesmo tempo, os soldados estão prestes a puxar seus gatilhos, então opto por me livrar do incômodo primeiro.

Não mudei minha postura, demonstrando uma atitude pomposa, mas mesmo assim, os soldados na minha frente estão sendo dilacerados e espirrando sangue.

Os mercenários entram em pânico, mas os Cavaleiros berram com eles.

— Esse é o Lampejo-Único! Se querem suas vidas, matem-no ráp…

Mato o Cavaleiro matracando.

Sua cabeça voou antes mesmo que pudesse se aproximar de mim, mas os outros Cavaleiros investem contra mim, se preparando para a morte.

Sua bravura é louvável.

Infelizmente…

— Bravura sozinha não vos salvará.

… Irei fatiar todos eles.

Eu posso não parecer estar me movendo, mas estou de fato cortando os pescoços de todos os Cavaleiros.

Os Cavaleiros caem impotentes no chão.

Alerto Klaus que estava distraído.

— Klaus, certifique-se de pelo menos manter-se fora de perigo.

— S-sim, senhor!

Os mercenários assistem impotentemente os Cavaleiros caírem… não, caçadores de recompensa seria o termo mais adequado para eles?

Os caçadores de recompensa tremem diante de mim.

— Qual o problema? Vocês querem minha cabeça, não é? Não irão matar ninguém se não levantarem suas armas.

Quando dou um passo para frente, alguns deles se assustam e tentam escapar jogando fora suas armas.

Eu corto um dos caçadores de recompensa que mostrou suas costas.

Ele está em um ponto que minha espada não deveria ser capaz de alcançar, mas na realidade está dentro da minha zona de ataque.

— No momento que apontaram suas armas para mim, seus destinos e o de seu mestre foram selados. Que pena.

Embainho minha katana na frente da multidão confusa de caçadores de recompensa que têm suas armas viradas para mim.

Com estalos, eles caem no chão.

Para um transeunte, o que acabou de ocorrer pareceria inconcebível.

Klaus também estava confuso.

— Klaus, acabou. Irei me encontrar com Vossa Alteza Cleo por outra rota. Informe aos guardas do palácio sobre a situação.

A cena aqui é terrível.

Klaus sacode sua cabeça e retorna ao seu rosto sério.

— Sua rota original é perigosa demais.

— Não há razão para confrontá-los como tolo honesto. Além do mais, estou sentindo algo desagradável.

Kukuri se aproxima de mim quando estou prestes a retornar ao carro.

— Senhor Liam, há algo que desejo informar.

Sorrio ao escutar o relatório de Kukuri.

Cleo havia escapado para uma instalação fora do Palácio Interno.

Havia guardas posicionados lá, e o local servia também como abrigo em caso de uma emergência.

Cleo, que havia fugido para tal instalação, estava se acalmando junto com suas escolta e Lysithea.

Lysithea soltou um suspiro.

— Fico feliz que nossa irmã Cecília esteja fora do Palácio Interno.

Felizmente, Cecília, que não servia para disputas, havia deixado o Palácio Interno para sua entrevista de casamento.

Cleo observava os rostos dos servos que tinham fugido com eles.

— Tia, por que alguns deles estão faltando?

Tia estava armada e servindo como guarda de Cleo, mas sua voz era pavorosamente fria quando se referiu aos servos ausentes.

— Inventaram desculpas para não trabalharem hoje, como se estivessem esperando um ataque.

Cleo captou o que ela estava indicando.

— Então é isso… Alguns tinham me servido por um longo tempo.

Prevendo os ataques… Simplificando, eram traidores.

Cleo sabia que não podia se dar ao luxo de expressar ansiedade na frente de seus servos assustados e tentou parecer imponente.

Vendo sua atitude, Tia o elogiou.

— Esplêndido, Vossa Alteza.

— Não está me tratando como uma criança? Deixando isso de lado, contatou o Conde?

— Sim. Eles foram emboscados pelo caminho, porém, estão vindo para cá sem qualquer problema. Em cinco minutos…

Tia, que esteve falando, puxou sua rapieira e moveu-se para cobrir Cleo.

O som de metais foi ouvido, e Tia conseguiu repelir a arma que fora arremessada neles.

Homens banhados no sangue dos Cavaleiros e guardas que estavam protegendo o local entraram um após o outro pela entrada.

Lysithea também havia puxado sua arma, Mas foi um pouco mais lenta em comparação a Tia.

— E-eles nos perseguiram até aqui?

O estado desorientado de Lysithea era compreensível.

Por outro lado, seus inimigos pareciam estar sabendo de tudo o que estava acontecendo.

— A situação dentro da corte é misteriosa e imprevisível… esses tipos de ventos são uma ocorrência diária.

A razão por trás da confusão de Lysithea foi a visão do Cavaleiro na frente deles, que ela via frequentemente no palácio.

Como alguém que trabalhava como Cavaleira durante tempos normais, era inesperado ele lançar esse ataque.

Esse homem que tinha olhos finos que faziam as pessoas pensarem que estavam fechados, agora estava com eles abertos.

Seus olhos careciam de emoção.

Tia ordenou que seus subordinados protegessem Cleo e se colocou na frente do homem.

Então, falou com uma voz um grau mais grave que o seu normal.

— Seu dono não parece se importar com os métodos que usa; nem se incomoda com fingimentos.

Tendo escutado suas palavras, os homens riram em voz baixa.

Tia cerrou seus olhos.

— O que é tão engraçado?

— O homem de olhos estreitos abriu seus braços levemente e deu de ombros.

— Na~~da. Apenas descobrimos que não está muito familiarizada com o modo como a corte opera. Aposto que ficaria chocada se lhe disséssemos quem é o nosso mestre.

Com sua rapieira, Tia perfurou os dois Cavaleiros que se aproximavam com uma tremenda velocidade após aparecerem de trás do homem de olhos estreitos.

Cleo não foi capaz de reagir a essa troca de golpes.

(São veteranos?)

Tia também era louvável por derrotar tais oponentes com facilidade.

O homem de olhos estreitos aplaudiu.

— Que habilidade louvável. Te recrutaria se pudesse.

Tia deu um esgar provocador.

— Que piada. Eu irei massacrar todos vocês.

Tia estava prestes a avançar, mas imediatamente pulou para trás no momento seguinte.

Imediatamente, uma espada desceu sobre o lugar onde Tia previamente estava.

O homem que havia balançado a espada tinha dois metros e meio de altura.

Ele havia balançado uma espada tão grande quanto seu corpo e estava rindo com o reflexo de Tia.

— Fazem anos desde que alguém esquivou-se do meu golpe.

Cleo, reconhecendo quem era a pessoa, arregalou seus olhos.

— Por que você…

Lysithea também tremia.

— Por que o Santo da Espada está nos enfrentando?

O Santo da Espada carregava sua espada longa em seu ombro e virou-se para o homem de olhos estreitos.

O homem de olhos estreitos demonstrava uma atitude destemida.

— As trevas do império são extremamente profundas. Pessoas frequentemente fitam o abismo, só para perceber que ainda estão na entrada.

Havia múltiplos Santos da Espada no Império.

O número de Santos da Espada variava de acordo com a área.

Nesta geração, havia quatro pessoas outorgadas com o título de Santo da Espada.

Independentemente da escola ou estilo, Santos da Espada eram aqueles que tinham escapado ao pico da esgrima.

E um desses estava na frente deles.

Como um inimigo, ainda por cima.

Tia também estava em guarda.

Seu comportamento relaxado não podia mais ser visto.

O Santo da Espada chamou-a.

— Permita-me pedir novamente. Seria uma pena uma espadachim como você perecer aqui. O que diz de se juntar ao nosso lado?

Tino bufou.

— Eu servirei apenas um único Senhor. De modo algum virarei a casaca.

— Uma pena… Eu queria te matar quando fosse mais forte!

O Santo da Espada encurtou a distância entre eles instantaneamente e cruzou golpes com Tia.

Incontáveis fagulhas voavam a cada momento, com Cleo sendo incapaz de acompanhar as trocas de golpes entre Tia e o Santo da Espada.

(É assim que Cavaleiros que chegaram ao topo lutam?)

Seus movimentos eram tão ágeis que seus olhos não eram capazes de acompanhar.

Antes que ele notasse, Tia foi arremessada e colidiu com uma parede.

O homem de olhos estreitos elogiou o Santo da Espada.

— Como é de se esperar de um Santo da Espada. O título de mais forte da presente geração não é enfeite.

O Santo da Espada franziu com seu elogio.

— Já chega de cumprimentos. Deixarei o resto com você. Não é divertido matar os fracos.

Talvez o Santo da Espada fosse do tipo que desejasse batalhar contra os fortes.
Ele caminhou na direção de Tia sem piscar para Cleo e os outros.

Mesmo assim, nem Cleo nem Lysithea, que estava treinando para ser uma Cavaleira, foram capazes de se mexer.

Eles tinham sido sobrepujados pela demonstração de poder.

O homem de olhos estreitos esfregou seus cabelos.

— Então comecemos a limpeza. Não quero gastar muito tempo nisso, então vamos logo acabar com isso. Caras, é hora de trabalhar.

O homem de olhos estreitos deu um olhar para seus subordinados.

Eles estavam congelados.

— O que foi? Rápido…

Passos foram ouvidos além da entrada por onde os intrusos tinham passado.

— Eles não podem trabalhar agora que estão mortos. Deixe eles descansarem.

Ouvindo essa voz, Cleo inspirou.

— Conde Banfield!

A figura que emergiu da passagem escura foi a de Liam.

— É aqui que é a festa?

Quando Liam passou pelos subordinados do homem de olhos estreitos, eles desabaram sangrando.

Tia que estava enfiada na parede soltou uma voz dolorida, e ao mesmo tempo alegre.

— Se…nhor… Liam.

Liam primeiro olhou para Tia e então para o Santo da Espada.

— Eu estava querendo conhecer um Santo da Espada. Ei… por ir me dando seu título.

Liam estava tratando uma luta com o Santo da Espada como se estivesse desafiando alguém em um jogo.


Brian: (; ’ω ’): — Senhor Liam, não provoque um Santo da Espada~~~!!

Klaus: (; ’ω ’): — Nosso líder desafiou um Santo da Espada!!


Delongas: É maravilhoso!


Tradução: Batata Yacon   |   Revisão: Delongas


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5 ideias sobre “LoMa – Volume 5 – Capítulo 9

  1. Gatts Berserker

    Um dos melhores capítulo até agora. O Liam sério é tenebroso, um homão da porra kkkk. Não é a toa que tantos subordinados fortíssimos o seguem, justamente porque ficaram admirados pela sua força.

    Curtido por 1 pessoa

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