LoMa – Volume 5 – Capítulo 4

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Escrito por Mishima Yomu/Wai (三嶋 与夢)
Traduzido Originalmente ao Inglês por Kuroinfinity


Os Três Vilões!

 

Havia três negociantes aguardando no hotel de luxo onde Liam atualmente residia.

O Primeiro era Thomas da Companhia Henfrey, que esteve em negócios com Liam por mais tempo dentre o grupo.

Em segundo estava Elliot da Companhia Clave, cujos negócios operavam principalmente na capital imperial.

Por último, Patrice da Companhia Newlands, cuja empresa estava amplamente envolvida pelo Império como um todo.

Todos os três estavam impacientes.

— Está tudo bem? Os produtos principais da Casa Banfield são seus metais raros. Se esses não puderem ser negociados, ficar em negócio com eles nos deixará em grandes prejuízos.

Vendo a inquietude de Thomas, Patrice respondeu frustradamente.

— Já estamos no vermelho. Estou perdendo minha posição na Companhia Newlands, e alguns dos outros executivos estão me importunando para encerrar nosso contrato.

Elliot parecia calmo na superfície, mas até ele estava começando a perder sua compostura.

— É o mesmo comigo também. A mesa de diretores está pedindo por uma mudança, mas ainda assim, para fazer Vossa Alteza Linus de inimigo… o que exatamente o Liam estava pensando?

Os três mercadores não conseguiam entender nem um pouco as ações de Liam.

Porém, Thomas havia conhecido o jovem Senhor por um longo tempo, e estava acostumado com essas extravagâncias dele.

— O Senhor Liam pode ter uma boca podre, mas é um homem de convicção. Lembram-se do incidente da Madame Rosetta? Talvez essa seja uma situação similar.

Patrice bufou.

— Mesmo que isso seja verdade, é esse exato padrão moral que está nos esmagando. Não acredito que não vi isso chegando.

O inimigo dessa vez não era só outro nobre como o incidente com a Família Berkley, mas um legítimo Príncipe que tinha altas chances de herdar o trono.

As coisas simplesmente não eram as mesmas.

Dessa vez, todos os aristocratas que tinham se alinhado com a facção de Linus também se tornariam hostis.

Liam não podia lidar com todos eles sozinho.

Os olhos de Elliot tinham ficado frios.

— Precisamos pensar seriamente em descartá-lo.

Os dois outros mercadores estavam pensando em abandonar Liam, mas Thomas manteve-se firme em suas crenças.

— … considerando essa questão, me pergunto se o Senhor Liam não está vendo algo que nós não estamos.

— Do que está falando?

Thomas não pôde achar as palavras certas para responder a questão de Elliot.

Porém, sua intuição lhe dizia que Liam estava planejando algo.

— Não tenho certeza, mas é definitivamente alguma coisa gran…

Liam havia repentinamente entrado rompante pela porta na sala onde os três aguardavam.

— Obrigado por virem com tão pouco tempo de aviso!

Vendo o comportamento animado de Liam, Elliot e Patrice responderam com sorrisos frios.

— Essa é uma bela situação em que nos colocou, Senhor Liam.

— Não achei que fosse realmente arrumar briga com Vossa Alteza Linus.

Liam estava completamente apático às duras palavras dos dois mercadores.

— O segundo Príncipe? Não se preocupem com ele, ele não importa.

Uma pessoa dessas não era de qualquer interesse ao jovem Senhor.

Quando Liam sentou-se no sofá, Thomas falou a questão que esteve pesando na mente de todos.

— Senhor Liam, o que irá fazer sobre essa situação? Ouvimos que houve pesadas sanções econômicas colocadas sobre o seu território.

— Sanções econômicas? Oh… aquelas.Eu tinha feito uma declaração pública de que estaria oferecendo meu suporte ao terceiro Príncipe, e agora seu irmão mais velho estava fazendo pirraça pra se vingar.

Ouvindo essas palavras, calafrios correram pelas costas dos três mercadores.

Liam sorriu com a reação deles.

— Darei o trono de Imperador à Vossa Alteza Cleo, e todos vocês irão me ajudar.

Thomas sentiu uma dor de cabeça chegando.

Mas o que é que esse cara estava falando? Um mero conde declarando que seria aquele a decidir quem herdaria o trono? Isso era blasfêmia.

— P-porém, uma coisa dessas sequer é possível? Mas antes disso, Senhor Liam, como devemos operar com as sanções econômicas atualmente colocadas?

— Eu tenho algumas ideias. O Império não é o único lugar para onde podemos vender produtos. O universo é vasto, e há novos parceiros de negócios em todos os nossos arredores!

A boca de Thomas tremulava.

— E-em outras palavras, está dizendo que devemos vender os metais raros minerados no Império para as nações em volta?! I-isso é um crime grave se for pego!

Embora fosse verdade que havia alguns nobres que vendiam metais raros ilegalmente para outros países, não era exatamente comum.

E mesmo então, era sempre em quantidades que ninguém realmente se importaria.

Porém, metais raros eram uma das principais exportações da Casa Banfield.

Se uma quantidade tão grande de produtos começasse a se mover, seria impossível o Império não perceber.

— Foi o Príncipe quem arrumou briga comigo primeiro. Não que eu tenha qualquer intenção de ser oficialmente reconhecido como criminoso, entretanto. Irei apenas mudar a produção para se focar em metais normais e outras comodidades que não estão sancionadas. Thomas, Patrice… vocês dois têm prática em negociações com países estrangeiros, correto?

Thomas havia operado em várias nações antes de oficialmente se tornar o mercador de Liam.

Ele tinha as conexões para agir como intermediário.

— Bem, sim. Porém, isso não pode realmente ser considerada uma transação de negócios “normal”…

Patrice era da mesma opinião.

— Apesar de eu não poder dizer que não tenho as conexões corretas, achar alguém realmente disposto a negociar seria difícil.

Que país estrangeiro exatamente estaria disposto a negociar com o infame Império?

E mesmo se houvesse um, a comercialização sequer seria possível considerando o atual clima político?

O Império atualmente estava em guerra com seus vizinhos, se isso fosse mal lidado, esses acordos poderiam ser vistos como traição.

Também não havia como as forças armadas simplesmente ignorarem isso.

Vendo a frustração crescendo em seus dois colegas comerciantes, Elliot sorriu.

— … eles existem, Senhor Liam. Países doidos o bastante para realizar negócios conosco.

— Oh, você tem uma ideia, Elliot?

Liam virou-se para o último homem de negócios.

Elliot então começou a explicar a fofoca que esteve escutando na capital imperial.

— Há esse rumor de alta credibilidade se espalhando entre os nobres da corte posicionados na capital. Parece que os países em volta do Império estão atualmente sofrendo uma variedade de problemas internos em seus governos.

— Continue.

Essa informação pareceu prender o interesse de Liam.

— Estão todos acumulando materiais que poderiam ser usados em guerras em vários outros projetos em massa… talvez até ao ponto de fazer negócios com o odiado Império.

Eles estavam em um aperto que não podia ser negado.

Isso era ao ponto que até mesmo o alto escalão do Império estava ciente.

A razão das guerras faccionais entre Calvin e Linus estarem se intensificando era precisamente porque eles sabiam que os inimigos de fora não podiam fazer nada em larga escala no momento.

Tomando vantagem completa da falta de mobilização dos países vizinhos, eles fizeram suas jogadas para tomar o trono.

— E quanto ao exército imperial? Interfeririam?

— Definitivamente não cooperariam, mas também não nos atacariam. Eu não sei dos detalhes do que está acontecendo com eles, mas definitivamente havia algo ocorrendo em seus escalões também.

Thomas caiu em pensamento após ouvir a história de Elliot.

(É isso, ISSO. A sorte diabólica onde até mesmo os próprios céus parecem estar do lado do Senhor Liam. Mesmo que isso fosse normalmente ser considerada uma situação desesperada, para todas as peças, do Império aos países vizinhos, se encaixarem tão perfeitamente… é anormal. Isso não pode ser apenas sorte, pode?)

Se uma coisa sequer estivesse fora de lugar, teria sido o fim para o Liam.

Era como se houvesse algum tipo de força maior se movendo para ajudá-lo.

— Então está decidido. Pelos lucros, vocês três entrarão no negócio de apoiar países vizinhos enquanto eu preparo os produtos de exportação.

Enquanto Liam fazia essa declaração, Patrice começou a sorrir após fazer os cálculos em sua cabeça. Vendo que a situação era lucrativa, seu humor instantaneamente melhorou.

— Senhor Liam, precisarei pegar emprestado o seu poder para isso. Prepararei uma lista depois detalhando tudo.

— Meu poder?

— Simplificando, nossas escoltas. Umas centenas de naves devem servir.

Elliot parecia estar com um pouco de inveja.

— Eu não tenho qualquer conexão externa. Não me importo em ajudar com as preparações, mas… é, quero mais guardas. Isso deve calar o resto dos executivos.

Assentindo em concordância, Liam imediatamente começou a dar ordens para preparar as escoltas.

— Thomas, precisa de proteção também?

— Se possível, então eu apreciaria.

— É claro que é, eu teria problemas se você morresse.

Com esse assunto terminado, Liam imediatamente deixou a sala para uma reunião com suas forças armadas privadas, mas aqueles que permaneceram começaram a falar de negócios.

Elliot foi diretamente à questão dos suprimentos.

— Mesmo se não pudermos usar metais raros, há outros produtos. Se reunirmos muito em massa, isso acabará chamando a atenção de Vossa Alteza Linus. Precisamos preparar uma companhia de fachada para levar a culpa.

— Pode não ser uma companhia de fachada, mas conheço alguns aristocratas que têm me incomodado por um contrato de negócios. Se trabalharmos usando os nomes deles, deve ser fácil o bastante inventar desculpas para nossas ações. Deixem comigo.

— Eles? Pensei que fossem amigos.

— Sou eu e o Thomas que trabalharemos nas linhas de frente, você não possui qualquer direito de decidir quem eu uso como meu bode expiatório.

— Não seria mais lucrativo criar verdadeiras relações amigáveis com eles?

Ao contrário de antes, os dois estavam engajando em animado debate.

Até o Thomas de algum jeito foi capaz de participar.

— Iniciarei conversas com um conhecido com quem negociei antes também, mas deixando tudo isso de lado, a antiga quietude cercando o Império certamente está frenética.

Francamente, a mudança era simplesmente arrepiante.

Guerras civis não eram incomuns, mas para tantas ocorrerem ao mesmo tempo…

Patrice de repente teve uma epifania.

— É isso! O exército imperial! Certamente há frotas dentro das forças armadas de saco cheio dessas guerras. Se pudermos usar nossos negócios para fechar secretamente alguns acordos de cessar fogo, podemos vender o favor para o exército imperial e colocá-los em dívida conosco!

Os militares podiam usar essa chance para finalmente ter um descanso.

Belicistas sanguinolentos não eram tudo de que o exército imperial consistia, muitos deles sendo indivíduos que já estavam de saco cheio da guerra. Eles precisavam respirar.

Algumas pessoas que Elliot conhecia apareceram em sua cabeça.

— Tentarei meter uma cunha com um conhecido meu, mas a facção militante realmente permitirá isso?

— Diremos a eles que devemos usar esse momento para apenas assistir nossos inimigos se despedaçarem sozinhos. Antes de iniciarem a ofensiva principal, deveriam tomar esse momento para relaxar e apreciar o espetáculo.

Eles não sabiam realmente o que estava acontecendo nesses países estrangeiros.

Porém, os sentidos de negócios dos três dizia que essa era uma chance para grandes lucros.

Mas por outro lado, essa era uma aposta de tudo ou nada.

Se Liam perdesse a luta, suas posições e vidas estariam em risco.

De qualquer modo, era necessário que eles superassem essa crise a todo custo.

Eles já podiam ver sua vitória.

Tudo o que tinham que fazer era agarrá-la.

Vendo o entusiasmo dos dois, Thomas puxou-os de volta.

— Apenas certifiquem-se de não irem longe demais ao ponto de atrair a ira do Senhor Liam. O Senhor Liam é um governante virtuoso que tem justiça em alta consideração. Se descobrir que jogaram alguns inocentes à fogueira, o que acham que irá acontecer?

Patrice apressadamente se aprumou.

— É-é claro. Me certificarei de investigar as coisas completamente antes de agir.

O mesmo para Elliot.

— Ver apenas os valores de lucro me faria uma falha como parceiro de negócios. Porém, certamente escolher o parceiro mais benéfico para o bem do Império está bem, não? O Senhor Liam põe grande importância em ser pragmático.

Eles foram ordenados a lucrar.

Mas Thomas entendia perfeitamente como mercadores funcionavam.

Então ele queria se certificar de que seus colegas de negócio soubessem o que aconteceria se quebrassem o padrão moral de Liam.

— Isso mesmo… considerando tudo o que ele fez até agora, deveríamos definitivamente fazer tudo o que podemos para não sermos vistos como inimigos dele. Se cruzarmos a linha uma única vez, seremos destruídos como a Família Berkley.

Os outros dois respeitavam a opinião de Thomas como alguém que havia trabalhado com Liam por muitos anos.

— Okay, nos certificaremos de apoiar aqueles que apoiarem a justiça. De qualquer modo, seria conveniente se fosse alguém planejando lutar eventualmente. Seria boa publicidade.

Elliot assentiu em resposta à opinião de Patrice.

— Me certificarei de apoiar vocês dois, então tenham certeza de escolher seus parceiros cuidadosamente.

Em outras palavras, “é melhor vocês não fazerem merda!”

O rosto de Elliot se abriu em um sorriso.

— Isso não pode ser nada senão sorte. Séria boa sorte. Não posso salientar o quão importante é que tenhamos o Senhor Liam… um indivíduo abençoado com sorte absurda, como aliado. Ainda estou me sentindo meio inquieto a respeito da questão com o terceiro Príncipe, mas as coisas devem dar certo.

Para todos os indivíduos aqui, era imperativo que o Liam ficasse são e salvo.

Patrice concordou.

— Mesmo se isso não funcionar, é uma chance de criar algumas filiais estrangeiras. Fico feliz em me envolver nisso.

Fazer conexões com nações estrangeiras era um prospecto verdadeiramente delicioso.

Aliás, se Cleo, alguém sem praticamente qualquer suporte até agora realmente ganhasse isso, os lucros potenciais seriam enormes.

Tanto Patrice quanto Elliot estavam dispostos a fazer essa aposta.


Brotinho ( ゜д) “–longo demais! É difícil de entender, então sumarize em três linhas!

Brian(ω・` ): — (Mas que planta estranha) Por nações estrangeiras atualmente estarem em desordem devido às ações de um certo alguém, estão tomando vantagem dessa situação para lucrar. Se eu devesse colocar isso em três linhas:

Sanções econômicas são uma MERDA~

As nações em volta estão numa bagunça, então vamos tirar vantagem do aperto delas para ganhar dinheiro!

Isso só foi possível por causa da “ajuda” do guia… é isso.

Brotinho( ゜∀゜): — Me pergunto se seria apropriado dizer “Bom trabalho, Sr. Guia!” aqui?

 


Tradução: Batata Yacon   |   Revisão: Delongas


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5 ideias sobre “LoMa – Volume 5 – Capítulo 4

  1. GattsBerserker

    Kkkkk esse autor eh mt bom. Nem me
    Lembrava das acoes do guia. Com a explicacao do fim entendi a conjuntura. Vale Sr guia por ajudar o Mr Magoo de novo.

    Curtido por 1 pessoa

    Resposta

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