LoMa – Volume 4 – Capítulo 12

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Escrito por Mishima Yomu/Wai (三嶋 与夢)
Traduzido Originalmente ao Inglês por Kuroinfinity


Tenente-General

 

— Acho que o nascimento de alguém não decide tudo. Não concorda, Comandante?

O distintivo de patente no meu uniforme militar era de um tenente-general.

Após apenas alguns anos, eu tinha sido promovido a essa posição militar mesmo estando apenas brincando preguiçosamente de políticas domésticas

Enquanto soldados correndo freneticamente em volta do campo de batalha podiam ter ganho apenas um único ranque, eu havia saltado quatro.

Esse era o poder do nascimento nobre.

Atualmente eu estava sentado em frente ao comandante enquanto jogávamos uma partida de mahjong.

— Oh, eu concordo completamente, Conde. Ah, consegui o uradora.

Porém, nem mesmo meu nascimento podia me proteger do golpe direto do comandante, que havia preparado uma cilada com uma de suas peças descartadas.

— Só pode estar de brincadeira comigo!

O comandante era forte demais nesse jogo e eu estava numa série de derrotas.

Wallace e Cedric estavam completamente nus, tendo perdido todo o dinheiro deste mês e atualmente estavam me implorando em lágrimas por mais.

Tia e Marie estavam fitando o comandante.

— Mesmo esse fóssil e eu tendo tralhado juntas, como que o Senhor Liam ainda perdeu?

— Seu bastardo! Isso só pode ter acontecido porque você trapaceou!

… Não, fui eu quem trapaceou e ainda perdeu.

Passo meu marcador de pontuação ao comandante.

— Como é que eu continuo perdendo? Comandante, há algum tipo de truque?

— Eu apenas sou sortudo. Graças a isso, pude liderar uma frota gigantesca dessas como comandante, e também ganhar um dinheirinho extra com esses jogos, mas se fosse para mencionar outro aspecto importante além de sorte… eu diria que é tudo graças a poder fazer a leitura do “fluxo” das coisas.

— O fluxo?

— Mas também é bom criar o fluxo. Mas deixando isso de lado, mais uma partida?

Eu atualmente estava em uma série de derrotas, mas realmente não me importava com quanto dinheiro eu perdesse.

— Beleza.

Tia e Marie também pareciam dispostas.

— Eu definitivamente vou te deixar pelado dessa vez.

— Senhor Liam, vamos criar alguns sinais secretos.

Mas mesmo com nossas grandes trapaças, o comandante ainda nos derrotou facilmente… eu sabia, ele não era só um qualquer.

Por alguma razão, ele dava a mesma impressão que o Mestre Yasushi.

Mestre… será que ele está bem no momento?

Já que o paradeiro dele ainda me era desconhecido, eu estava preocupado com ele.

◇ ◇ ◇

O comandante estava ponderando:

(Por que esses caras continuam jogando contra mim, mesmo eu estando obviamente trapaceando?!)

Apesar do fato de que o próprio Liam estava começando a trapacear abertamente, o comandante ainda estava ganhando esmagadoramente.

Em primeiro lugar, foi o comandante quem preparou a mesa para o jogo de Mahjong.

No momento ele só estava tentando arrancar uma grana extra de um aristocrata rico, mas estava lentamente perdendo sua calma com o quão bem as coisas estavam indo.

Tal como o mestre de espada de Liam, Yasushi… ele era apenas outro golpista.

(Achei que isso seria um trabalho simples!)

Originalmente, o comandante era da nobreza.

Ele apenas recebera sua posição atual por causa de várias circunstâncias cercando sua casa, o Império, e muitas outras coisas.

Suas notas na academia militar não era boas também, mas ele foi capaz de avançar até esse ponto devido ao poder de sua família.

(Ou melhor, esses caras não são estranhos?! Mas que raios são eles!? Eles só estão fazendo o que dão na telha, e ainda estão sendo promovidos… Por acaso eles têm noção de quantos subornos eu tive que oferecer para chegar onde estou agora?!)

Ele tinha ido às linhas de frente antes, mas isso fora apenas para ter a “verdade” de dizer que tinha lutado nas linhas de frente lá, ele saiu imediatamente e logo depois foi realocado ao planeta que Liam estava atualmente desenvolvendo.

Suas ordens eram apenas de esperar por lá por um tempo, mas então o Liam de repente decidiu começar a trabalhar duro em políticas domésticas só porque estava livre.

(Como assim? Por que você começaria a desenvolver um território que não lhe traria benefício nenhum? Eu sabia, sou completamente incompatível com esse cara.)

Enquanto sentia o quão incompatíveis suas personalidades eram, o comandante começou a partida seguinte.

Foi então que Eulísia, que assistia a partida das laterais, conferiu as mensagens em seu terminal.

— General Liam, há um pedido de reforços de um Senhor próximo.

— De novo? Quantos?

— Estão pedindo por mil naves.

— Envie quem pareça estar livre, e então coletem os restos que sobrarem do inimigo.

— Entendido, darei a ordem de despacho imediatamente.

Após afirmar o pedido de reforços, Liam voltou de volta ao jogo.

— Pois bem, que peça devo descartar?

(Não há necessidade nenhuma de responder os pedidos desses nobres menores também.)

A frota do Liam na verdade tinha muito tempo livre, então ajudar os outros era só outro meio de mantê-los ocupados.

Ocasionalmente, eles até enviariam reforços para a fronteira.

Isso era porque o Liam queria vender favores para os comandantes estacionados lá.

(Bem, desde que o próprio não se mova, vou poder continuar relaxando também.)

— Conde, é o Ron.

— O que foi!?

Embora o comandante tivesse ganhado contra Liam dessa vez também, tinha sido apenas pela menor quantia daquele jogo.

◇ ◇ ◇

Enquanto Liam passava seu tempo tranquilamente.

A Família Berkley se preparava para guerra.

Eles tinham acumulado uma frota consistindo de trezentas mil naves.

No papel, ela estava sendo liderada por um dos filhos de Cashimiro com Dolph agindo como seu ajudante e conselheiro.

Mas na realidade, a armada estava sendo de fato controlada por Dolph.

A massiva frota enfileirada no espaço continha mais que apenas a Família Berkley.

Elixires tinham sido vendidos, e metais raros coletados.

Muitos piratas foram perdidos durante seu desenvolvimento, mas ao invés disso, dezenas de milhares de naves militares tomavam seu lugar.

Na realidade era um número menor do que eles haviam planejado.

Mas tanto em qualidade quanto em números… eram uma verdadeira frota.

— Dolph, esta armada pode derrotar a Casa Banfield?

Ele era um executivo… Dolph respondeu às palavras do filho mais velho de Cashimiro:

— Se não pudermos derrotar Liam mesmo com tudo isso, então ninguém pode.

— Entendido… beleza então, avancemos!

A armada consistindo de mais de trezentas mil naves começou a navegar na direção do território da Casa Banfield.

◇ ◇ ◇

Nesse momento, havia também movimento na Casa Banfield.

Brian estava trabalhando como normal, quando Serena se aproximou dele às pressas.

Vendo-a correr pelos corredores, Brian quase duvidou que fosse ela por um segundo, quando…

— Brian, a Família Berkley está se movendo! Acho que é isso! Esse será o ataque sério deles para nos eliminar!

— O-o quê?! Mas o Senhor Liam sequer retornou ainda!

Para lutas entre nobres, era uma regra tácita não atacar enquanto o Senhor do território estivesse ausente.

Em todo caso, esse era um ataque furtivo.

Isso era prova do quão a sério a Família Berkley estava levando essa operação.

— Estou contatando o Senhor Liam, informe nossas forças!

— E-entendido.

Em preparação para esse dia, a Casa Banfield também havia aumentado seu poder militar.

Mas Serena não conseguia deixar de ficar ansiosa.

— Ainda assim… uma frota com mais de trezentos mil? Eu subestimei a Família Berkley.

Mesmo o Liam tendo investido em aumentar seu poderio militar, as forças da Casa Banfield sequer chegavam a noventa mil naves.

E delas, apenas setenta mil podiam ser usadas para batalhas.

Em termos apenas de números, a força do oponente excedia a deles por mais de quatro vezes.

— O Senhor Liam será capaz de chegar a tempo?

Vendo o comportamento da Família Berkley, Serena não podia de ficar frustrada.

E assistindo alegremente tudo isso acontecer, o guia, que passava despercebido pelos arredores.

— … sim, isso mesmo. Sem pânico. Continuem a acreditar que serão salvos desde que o Liam venha, pois morte será tudo vos aguardando.

Enquanto imaginava a destruição da Casa Banfield, o guia estourou em risadas.

— Apresse-se, Liam! Não, seria melhor você chegar quando tudo já estivesse acabado. Mostre-me seu rosto distorcido em desespero!

◇ ◇ ◇

O espaçoporto construído no meu posto designado.

Thomas tinha vindo me visitar.

— Ouvi que esteve se movendo vigorosamente, Senhor Liam.

… Por acaso ele estava implicando que não era fã do espaçoporto que construí por capricho?

Verdade, pode ter vários problemas já que só o fiz porque estava livre, mas ainda deve ter as funções básicas necessárias de um regular.

— Eu só estava tentando passar o tempo. Mais importante, o que o trouxe aqui hoje?

— Sim, na verdade estive transportando suprimentos para sua frota, então estava esperando obter sua licença para conduzir negócios aqui.

Parece que ele quer fazer negócios com a tripulação da frota.

— Faça o que quiser.

Já que isso ainda era território imperial, seria perigoso eu exceder minha autoridade e começar a taxar os lucros do Thomas por aqui.

Se for para arrumar briga, eu gostaria de me certificar de escolher meu oponente corretamente.

Isso era conhecimento requerido para um Senhor Maligno.

— Obrigado. Então eu…

Enquanto Thomas ainda estava falando, uma sirene ressoou de repente através do espaçoporto.

— O que é isso?

Quase imediatamente após eu falar isso, recebi uma chamada de Eulísia.

— Relatório.

— Uma frota de transporte apareceu. Não acho que sejam hostis, mas estamos mantendo cautela já que saíram de dobra de repente e de lugar nenhum.

— Que idiota faria isso?

— … são as companhias Clave e Newlands. Um mercador que se autodenomina Patrice para estar querendo se encontrar com o Tenente-general com pressa.

Me pergunto do que isso se trata?

O que os meus mercadores estão pensando, desdobrando de repente um número enorme de naves de transporte aqui do nada?

Mas quando me virei para Thomas, seu rosto empalideceu.

— Não me diga…! Senhor Liam, será que a Família Berkley fez sua jogada?!

…Então é a família Berkley de novo?

Odeio eles.

◇ ◇ ◇

Quando retornei à minha nave almirante, a ponte estava em frenesi.

— Quantas naves possuímos que terminaram suas manutenções e reabastecimento?!

— Temos cerca de dez mil embarcações disponíveis!

— Reúna tantas quanto possível!

Tia estava dando ordens de um lado para o outro.

Enquanto o comandante assistia silenciosamente a situação com seus braços cruzados.

— Está bem calmo, Comandante.

— … Não faz sentido entrar em pânico. É precisamente por ser uma hora dessas que precisamos manter a calma. Tudo para elevar nossas chances de vitória, mesmo que apenas um pouco.

— Acho que faz sentido.

Chamei a Tia… que parecia querer partir antes mesmo de termos reunido todo mundo.

— Tia, não partiremos até que a frota esteja pronta. As companhias Clave e Newlands até nos trouxeram uma montanha de suprimentos, então comece a distribuir esses primeiro.

— Senhor Liam?! M-mas…!

— Envie uma mensagem ao território, diga a eles que todas as manobras de assalto estão banidas, e que devem ganhar tanto tempo quanto possível até que cheguemos lá.

Exatamente como o comandante esperto e capaz disse.

É em horas assim que mais precisamos manter a calma.

Irrompendo na ponte, Marie imediatamente reportou a mim.

— Senhor Liam! A frota Berkley tem mais de trezentas mil unidades, e há confirmação de que uma frota imperial parece estar nos aguardando no espaço de dobra!

— O exército imperial está lá?

Aparentemente, havia uma frota imperial em espera lá para evitar que fizéssemos a dobra de volta para casa.

… O que eu faço sobre isso?

◇ ◇ ◇

Espaço dobrável.

Um grupo de soldados corruptos aguardava por Liam lá.

Providos tanto pela Família Berkley quanto pelos arsenais, eles tinham controle de trinta mil naves.

Algumas eram modelos antigos, mas seus puros números ainda eram uma ameaça considerável.

Havia generais aristocráticos na ponte da nave almirante.

Seus uniformes militares eram remodelados para serem chamativos,e havia várias medalhas penduradas em seus peitos.

— Imagino que devem estar vindo para cá com pressa neste momento.

— Serve pra mostrar que se a Família Berkley, então aquele garotinho não é nada.

— Vamos mostrar a ele como o exército imperial realmente luta.

Os generais estouraram em risadas.

Porém, naquele momento o operador apareceu de repente berrando:

— Comandante! Forças inimigas a caminho!

— Então estão aqui? Então, vamos lá parceiros! Conecte-nos com o garoto!

Porém, quando a chamada conectou, o rosto que surgiu não foi o do Liam.

Era um soldado de tapa-olho… um homem com a atmosfera de um general veterano tinha aparecido na tela do computado.

— V-você é…?!

O general começou a berrar em pânico, mas foi o outro homem quem falou primeiro.

— … Suas ações atualmente são uma violação das leis militares. Mesmo se forem da nobreza, temos todos os direitos de detê-los atualmente.

— O-o quê?!

— Caso se rendam agora, ainda poderão ser perdoados, mas se não, então hoje seremos seus oponentes.

Eles estavam reunindo as frotas regulares que eram normalmente usadas na fronteira.

Tinha sido reunidas, até seus números chegarem a quarenta mil naves.

— Está nos traindo?!

— Errado. Vocês estão traindo o império.

— Está dizendo que vai tomar o lado daquele pirralho?!

— … A vitória da Casa Berkley seria problema. As forças armadas não podem mais favorecer os aristocratas, e também… eu devo alguns favores ao Conde pela bondade que demonstrou.

Havia muitos soldados comuns sofrendo por causa dos aristocratas recebendo tratamento preferencial.

O poder nacional do Império ainda estava sendo mantido de alguma forma apesar disso, mas havia muitas pessoas no exército insatisfeitas com essa situação.

Um dos generais nobres berrou:

— A-ataquem!

Mas seus oponentes esperavam por isso.

— Eu sabia que isso aconteceria.

Neste dia, a armada nobre atacou uma frota regular à parte das forças de Liam e foi aniquilada.


Brian(´ω;`) — Isso dói. Ver nossas Cavaleiras chefe e vice caírem em trapaças e truques só para o Senhor Liam poder vencer em um jogo de tabuleiro é… doloroso.¹


Tradução: Batata Yacon   |   Revisão: Delongas


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Podem acessar por aqui.

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Notas e Baboseiras de Equipe:

  1. Delongas: kkkkk
    Batata: Pobre Brian

6 ideias sobre “LoMa – Volume 4 – Capítulo 12

  1. Daniel Bento

    Muito obrigado pelo capitulo!!
    Os números são tão expressivos que fico com a duvida de quem será o último inimigo antes do Guia, pois nesse momento parece que vai ser a família real.

    Curtido por 1 pessoa

    Resposta

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