LoMa – Volume 2 – Capítulo 7

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Escrito por Mishima Yomu/Wai (三嶋 与夢)
Traduzido Originalmente ao Inglês por Kuroinfinity


Transação

 

O sétimo arsenal.

Nias atualmente estava de serviço enquanto flutuava sem peso nenhum através do espaço em seu uniforme.

Parecia que estava voando, mas ela parou de repente após se mover até um certo local.

Em sua frente, estava uma espaçonave bélica da classe fortaleza de mais de dois mil metros de comprimento.

— Ei, por que não vendemos essa ainda? Pensei haver boatos do exército imperial as encomendando.

Em resposta ao tom zangado de Nias, seu subordinado deu uma desculpa.

O terceiro arsenal passou na nossa frente. Recentemente revelaram uma nova nave da classe fortaleza.

— E é por isso que somos melhores que eles. Comparado ao nosso modelo que estivemos melhorando pelas últimas duas décadas, eles não conseguem sequer chegar aos nossos níveis de desempenho.

Era raro que o sétimo arsenal — que se especializava em desempenho, manutenibilidade e eficiência — ativamente se focassem no desenho.

Entretanto, por causa disso eles constantemente perdiam para o mais popular terceiro arsenal.

O subordinado fez uma expressão perturbada:

— Isso não é responsabilidade sua? Se não conseguirmos vender isso, então a doca continuará ocupada, e infelizmente, não temos os fundos para pagar por isso. Você estará encrencada com nossos superiores de novo.

A classe fortaleza era muito mais cara que as naves da classe super.

Se o império não comprasse, então não havia muitos lugares para onde pudessem ser vendidas.

Não era como se eles simplesmente pudessem vendê-las para outros países.

Era possível vendê-las para nobres imperiais, mas apenas casas que tinham recebido permissão do império podiam comprá-las legalmente. 

Enquanto Nias ponderava isso, o único lugar ao qual podia possivelmente vendê-la que lhe veio à mente era a Casa Banfield.

Entretanto, o Liam atualmente estava treinando.

Não seria bom interferir seus estudos só para realizar uma venda.

Mas ela estava sob limite de tempo.

Então:

— Que tal eu me esgueirar em uma festa sediada no lugar que ele está treinando? Acho que era a Casa do Visconde Razel? Temos negócios com eles?

Após pedir confirmação de seus subordinados, eles imediatamente começaram a conferir:

— Vejamos… eles parecem ter comprado alguns modelos militares que criamos duas décadas atrás, mas desde então parece que têm procurado produtos dos outros arsenais.

— Se tiverem o dinheiro, gostaria que comprassem nossos novos modelos.

— Infelizmente, não há muitos lugares que podem de fato pagar pelos nossos novos modelos, mesmo a Casa Banfield tem um limite do que podem comprar. Hmm… a próxima festa que para qual o visconde nos convidou seria… essa daqui.

Com isso, seria possível que a Nias participasse como uma representante dO sétimo arsenal.

Era uma festa para as crianças graduadas que tinham completado seus treinamentos.

— Bem, nós não perdemos ainda! Mesmo se representantes dos outros arsenais estiverem lá, definitivamente serei eu quem fará a venda.

— Você precisa, ou estaremos acabados.

Nias estava visivelmente aflita.

— Se não pudermos liberar a doca aqui, ficaremos completamente atrasados com o cronograma.

Eles não podiam desmontar a nave.

Deixá-la do lado de fora também não era uma opção.

Nias não tinha escolha senão vendê-la.

◇ ◇ ◇

Após escutar aquela história sobre as masculinidades das pessoas explodindo, eu passei a levar o meu treinamento mais a sério.

Para ser honesto, eu queria “brincar” um pouco, mas estava com medo do que poderia acontecer se eu o fizesse.

Graças a isso, eu havia chegado ao meu terceiro ano de treino sem nem mesmo notar.

— Antes de notar, já estamos quase terminados.

— É.

Nossos três anos de treinamento estavam prestes a acabar — o último tendo sido gasto com medo de explosões.

Merda, isso é tudo porque aquele maldito visconde não estava cuidando direito do seu território.

Não deixe uma DST perigosa dessas correr solta no seu domínio.

Jurei para mim mesmo que no momento que retornasse para casa, lançaria uma inspeção geral de saúde através do meu território.

Era assustador demais viver em uma terra onde as pessoas não podiam sequer “se divertirem” sem medo.

— Assim você diz, mas ainda temos que participar da demonstração de artes marciais antes do nosso treinamento terminar oficialmente.

— Ahh… Tinha isso também, não tinha?

No dia antes daquele que estávamos marcados para partir, haveria enormes partidas em que os graduandos iminentes tinham que participar.

Entretanto, todas elas seriam armadas de modo que os filhos nobres com tratamento preferencial vencessem.

Eles até nos deram instruções sobre como perder.

— Não estou feliz com o modo como o visconde faz as coisas. Odeio gente rica metida.

Eu costumava pensar que era bastante rico, mas acho que sempre há alguém melhor que você no universo.

Comparados às casas cujas histórias e territórios tinham sido construídos durante incontáveis gerações, minha casa aparentemente não era nada.

Os resultados eram algo que eu simplesmente tinha que aceitar.

Mas eu não podia.

— No meu caso, não posso permitir que outros subestimem um portador de licença da minha escola, então terei problemas se perder.

— O mesmo aqui, mas já que o Peter tem a mesma licença que eu, devo ficar bem.

— É mesmo?

Kurt e Peter eram ambos espadachins da escola Arend.

Por ser um estilo de esgrima famoso, tinha muitos estudantes.

Porém, acho que ter tantos assim vinha com seus próprios problemas.

— Já que somos da mesma escola, não há problema nenhum desde que eu perca para outro portador de licença.

— O Peter é tão forte quanto você?

— … Não, não acredito que seja. Ouvi que o Peter obteve sua licença em troca de dinheiro.

Ouvi que escolas de esgrima famosas venderiam suas licenças para pessoas com altos status sociais.

Essas pessoas agiriam como uma forma de propaganda, e seus vassalos teriam mais probabilidade de se matricular na escola também.

Embora no meu caso, já que não havia realmente ninguém que ensinasse o Lampejo-Único, cada praticante da escola tinha que realmente dominar o estilo antes de obter sua licença.

— Acho que estudantes de escolas de esgrima famosas também têm seus problemas.

— Até o meu pai, que se tornou um Senhor após receber sua licença, teve que pagar uma quantia enorme para eles.

Depois de ouvir isso, não pude deixar de maravilhar com o quão nobre o Mestre Yasushi realmente era.

Para nem mesmo considerar receber discípulos e passar a escola do Lampejo-Único à geração seguinte, era natural ele ter ficado zangado comigo.

De qualquer modo, o que eu deveria fazer quanto às partidas?

Devo simplesmente recusar a participação como um todo?

Embora eu não ache que haja qualquer necessidade de me preocupar.

Já que o Peter veio de uma casa governada por um Senhor virtuoso, eles realmente apenas lhe comprariam uma licença com dinheiro? Ele não era o tipo de pessoa que praticava coisas como heroísmo e et cetera? Então ele não deve ser pelo menos um pouquinho forte?

…… Como esperado, ele realmente era alguém incompatível comigo.

◇ ◇ ◇

Atualmente, eu tinha vivido na casa do Visconde Razel por três anos, porém mesmo isso era mais tempo do que eu tinha gasto com os meus pais.

Enquanto ponderava isso, sentimentos conflituosos brotaram dentro de mim enquanto eu limpava o jardim… só que não. Como um aparte, eu podia ver Peter passeando de braços dados junto com Katerina.

E enquanto passavam por mim:

— Ei, lixo pobretão.

— Peter, não maltrate o pobrezinho.

O pedaço de lixo ria de mim enquanto, me chamando de pobrezinho, estava ninguém mais que… Katerina.

Já que ainda estávamos pagando a dívida deixada pelos meus pais e avós, tecnicamente minha casa ainda podia ser considerada pobre.

Apesar de ser possível pagar tudo em montantes, Amagi disse que atrairia atenções indesejadas e que deveríamos simplesmente pagar normalmente. 

Era por isso que eu ainda podia se discriminado como um homem pobre.

— Precisa de alguma coisa de mim?

Peter começou a rir:

— Eu só pensei que deveria fazer alguma caridade pelos pobres para variar. Vem aqui, vou te levar para o cassino que eu frequento.

Aparentemente, ele veio me convidar para passear durante seu tempo livre.

Mas que idiota. Ele estava brincando em um cassino de um território que não administrava direito seu distrito de entretenimento.

De qualquer modo, eu prefiro ganhar meu dinheiro normalmente ao invés de apostar em um cassino.

— Permita-me recusar.

Enquanto eu recusava educadamente, o rosto de Peter se distorceu em raiva. 

— Recusando meu convite generoso! S-seu bastardo grosseiro, é por isso que eu odeio os pobres!

Sem aviso, Peter repentinamente lançou-se contra mim em um ataque. Mas após esquivar-me dele, ele tropeçou e acabou agonizando ao bater sua cabeça.

— Peter, você está bem?!

Enquanto Katerina corria e o levantava, Peter começou a me encarar.

— Você vai se arrepender disso, irei reportá-lo ao visconde!

— Mas não foi tudo culpa sua?

Mas de que merda ele estava falando?

Ignorando sua pirraça, retornei à minha limpeza.

◇ ◇ ◇

O guia assistia a disputa entre Liam e Peter do telhado da mansão.

— … Ele definitivamente está fora de questão.

Ele esteve se movendo com o fim de se vingar de Liam, mas até agora, nada havia tido sucesso.

A razão principal sendo que não havia ninguém aqui que pudesse derrotar o Liam.

Nem mesmo Kurt podia vencer contra um Liam sério.

— O tempo simplesmente continua passando sem que eu seja capaz de fazer nada. Estou realmente de acordo com isso?

Mesmo se ele quisesse fazer algo, não tinha o poder para tal.

Mas para deixar o Liam infeliz eficientemente, ele tinha que usar o seu poder.

— O bando de piratas que estava visando o Liam dessa vez era menor e mais fraco que a frota de Goaz. Não posso depender só deles.

Mesmo se ele fosse capaz de encontrar pessoas fortes o bastante por perto, não havia nenhuma razão real para eles atacarem Liam a menos que ele pudesse mexer com a situação.

— Isso não é o bastante. Não é nenhum pouco suficiente. O que eu deveria fazer?

O guia, hoje também, estava perturbado com a situação fora de seu controle.

A luz branca que curiosamente observava as costas do guia partiu de repente para quem sabe onde.

◇ ◇ ◇

— Maldição. Aquele bastardo, por que ele não está aqui ainda?!

O líder dos piratas batia seu punho na mesa abaixo.

Após obter informação sobre Liam, ele realizara várias preparações para sua vingança, mas a pessoa em questão nem mesmo tinha aparecido.

Ele nunca deixava as premissas da mansão, então os piratas não podiam sequer tocá-lo. 

— Chefe, se deixarmos assim, então ele vai simplesmente retornar para sua casa depois que seu treinamento terminar. O planeta natal daquele pirralho do Liam não é parte do nosso território.

Se ele escapar, eles não serão mais capazes de persegui-lo.

Sem desistir, os piratas desesperadamente começaram a pensar em que cartas ainda podiam jogar.

Quanto ao chefe:

— … Eu vou entrar em contato com aquele bastardo do Randolph.

— T-tem certeza? Ele não nos disse para entrar em contato com ele apenas em emergências!

— Isso é uma emergência! Se desistirmos aqui, seremos subestimados por outras frotas piratas e eles podem nos atacar.

Seus subordinados então rapidamente se agitaram para fazer a chamada, e após um tempo, a figura de Randolph se projetou na frente do chefe.

— Qual é o problema.

Randolph parecia infeliz com a chamada repentina do chefe.

— Meu senhor, na realidade tenho um problema a discutir convosco.

◇ ◇ ◇

— … que você acha?

Em seu escritório.

Randolph franzia enquanto escutava a história do pirata.

— Então para resumir, você quer atacar um dos nobres atualmente sob os meus cuidados, correto?

Isso danificaria a reputação de sua casa caso permitisse que acontecesse.

Mesmo que os piratas entendessem isso, eles não pareciam realmente se importar.

— Meu senhor, nós temos uma reputação a manter. A fim de manter afastadas as outras frotas piratas que trariam destruição ao seu território, é necessário punir todos os tolos que se atrevem a nos insultar.

Eles tinham que destruir qualquer coisa que fizesse outros os subestimarem.

Piratas, do seu próprio jeito, tinham seus problemas.

— Para proteger a honra da minha casa, posso pedir que espere um pouco?

— Eu entendo. Tendo dito isso — temos sua permissão para atacá-lo antes que retorne para casa?

Ouvindo o pedido, o visconde começou a esfregar seu queixo.

(Não vale a pena proteger a Casa Banfield se isso significa enfurecer esses brutos.)

— … Apenas faça isso fora do meu território.

— Como quiser, mas, irá cooperar conosco, certo?

— Não posso enviar minha frota, mas posso ser capaz de atrasar nossa resposta ao pedido de reforços deles.

Os piratas riram enquanto davam sorrisos arreganhados. Uma resposta de verdadeira neutralidade, uma que garantia que o visconde não os impediria, era o bastante.

— Isso serve. Já asseguramos um aliado disposto a nos ajudar pelo bem do seu território.

— E quem seria?

— Senhor Peter da Casa Peetak.

Randolph começou a fitá-los, mas os piratas o ignoraram.

(Ouvi que ele teve uma disputa com o pirralho da Casa Banfield, mas não achei que iria tão longe.)

Peter e Katerina tinham reportado coisas diferentes para Randolph.

Peter disse que tinha sido atacado, mas Katerina depois disse que ele havia apenas caído.

(Ele é verdadeiramente incompetente, mas não posso perder seu favor aqui e a chance de conectar nossas casas através do casamento.)

Eles interpretaram mal o tamanho da Casa Peetak que Randolph via como muito atraente.

Caso se unissem, não havia dúvida nenhuma dos grandes benefícios que sua casa viscondada poderia colher.

Assim, ele ficou bastante perturbado quando ouviu essa informação.

— … A frota principal da Casa Peetak não participará. Apenas piratas participarão. Entendido?

Apesar de não ter dito explicitamente, ele estava insinuando que a Casa Peetak deveria se passar por piratas.

E os piratas pareceram entender.

— Eu entendo, meu senhor. “Apenas piratas” atacarão a Casa Banfield. Desde que sua casa não intervenha, acabaremos completamente com eles sem deixar um único traço do seu envolvimento.

— Não deve haver problema nenhum se o herdeiro da Casa Banfield desaparecer. Mesmo se ele for morto por piratas, o Império não deve ter razão nenhuma para investigar o assunto.

Ele não achava que eles lançariam uma investigação total por uma Casa insignificante assim.

Desde que ele diga os resultados ao império, tudo deve se resolver tranquilamente sem maiores problemas. 

Randolph estava certo disso.

— Apenas não deixem nenhuma evidência para trás.

— É claro.

Quando a chamada terminou, Randolph retornou ao seu trabalho.

Ele estava confirmando os participantes que atenderiam a festa realizada para as crianças se graduando este ano.

— Graças à participação da Casa Peetak, parece que a festa deste ano será maior que o normal.

Randolph fez uma expressão impressionada quando viu o vasto número de participantes.

Muitas Casas com as quais ele desejava criar relações viriam.

Assim como chefes de companhias mercantes, representantes dos arsenais, e assim por diante.

— Mesmo assim, mas que falha foi aceitar alguém da Casa Banfield.


 

Brian (`;ω´): — É doloroso. É doloroso saber que não posso fazer nada a respeito disso. 

Tia(# ゜言゜): — … Somos dois.


 

Tradução: Batata Yacon   |   Revisão: Delongas


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7 ideias sobre “LoMa – Volume 2 – Capítulo 7

  1. Gatts Berserker

    Fernando, acho que isso é normal, já que se trata do universo e não de um país. O Liam, que vem de uma nobreza decadente administra todo um planeta e tem direitos sobre uma galaxia inteira haha. A escala é muito grande, então é normal que informações sobre um nobre pobre sejam ignoradas. Lembre que só na capital imperial vivem 100 bilhões de pessoas hahaha.

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