LoMa – Volume 1 – Capítulo 14

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Escrito por Mishima Yomu/Wai (三嶋 与夢)
Traduzido Originalmente ao Inglês por Kuroinfinity


Gratidão

 

O Palácio da Capital Imperial.

Era grande demais para apontar precisamente sua localização.

Pois era-se dito que o palácio do império era maior que até mesmo uma grande cidade.

O escritório ministerial era localizado em tal palácio.

Lá, um velho grisalho trabalhava em seus documentos eletrônicos enquanto outro homem se aproximava dele em fúria.

O outro homem era Cliff, pai de Liam.

— Qual o significado disso?! Por que você não permitirá nosso apelo de transferência de direitos?!

Como a maioria dos aristocratas retinha seus corpos jovens desacelerando seus processos de envelhecimento, isso significava que aqueles que tinham aparência velha haviam realmente vivido por um longo tempo.

O homem com quem Cliff reclamava era alguém que tinha servido à família real por muitas gerações e era dito que ele conhecia todo o império como a palma de sua mão.

— … o processo de transferência já foi completado uma vez antes, e não vemos razão para anulá-lo.

Cliff já tinha abandonado a eloquência e modos de um nobre, e estava começando a perder sua paciência.

— Aquele garoto trouxe um androide ao palácio, e quebrou os tabus da sociedade nobre. Você quer que a Casa Banfield carregue essa vergonha?!

Enquanto o primeiro ministro continuava a processar seus documentos eletrônicos, pôde sentir um gosto amargo subindo à sua boca.

Suas mãos que trabalhavam tão ferventemente tinham parado.

— Então está me dizendo que Sir Liam, o nobre que derrotou uma frota pirata que aterrorizava nosso espaço é uma vergonha? O império não possui lei nenhuma contra manter um androide por perto. Isso não é nada mais que uma das tendências da sociedade.

— E estou dizendo que é precisamente por causa dessas tendências que isso é um problema. Vossa Excelência, por favor reconsidere!

O primeiro ministro sorriu.

Talvez Cliff tivesse pensado que havia conseguido transmitir seu ponto, já que sorriu em resposta.

Mas sua expressão empalideceu imediatamente depois.

— Sir Liam tem cumprido o dever de pagar os impostos que a Casa Banfield tem negligenciado. Ele é um maravilhoso cidadão que contribui com o império, então temos grandes expectativas para ele. Você entende o que estou dizendo?

— B-bem, se esse é o problema, então deve ficar tudo bem desde que paguemos os impostos quando formos reinstituídos, não é?

Em resposta à questão de Cliff, o ministro repentinamente estourou em risadas:

— É precisamente por nunca terem pagado que não podemos confiar em vocês. Essa é a maior diferença entre você e aquela criança em primeiro lugar! Quanto a qual de vocês é mais benéfico ao império, até mesmo alguém como você deve compreender a escolha óbvia aqui.

Os lábios de Cliff espasmaram, e ele tentou refutar, mas o ministro não permitiu:

— Agora, eu me comportaria se fosse você. Afinal, você quer viver uma vida tranquila na capital imperial, não quer?

Com essa declaração, Cliff rapidamente deixou o escritório com passos levemente agitados. Pelo tom de voz do ministro, ele entendeu que se fizesse qualquer coisa com Liam, então eles certamente se livrariam dele.

O ministro observou Cliff recuando e franziu.

— Tem havido uma explosão de nobreza de baixo nível ultimamente… Ainda não consigo acreditar que um prodígio desses nasceu de alguém assim.

Liam era alguém que havia revitalizado completamente uma terra desolada.

Além disso, ele foi capaz de derrotar uma quantidade esmagadora de piratas enquanto em desvantagem numérica.

Um gênio de política e assuntos governamentais, um mestre de artes marciais e guerra, assim como um indivíduo altamente honrado e amado por seu povo. Um senhor de fronteira superior havia aparecido; uma existência que tanto em muito perturbava o ministro tanto quando era celebrado.

Porque um dia ele poderia virar essas presas afiadas na direção do Império.

Ele não acreditava que perderiam, mas era um pensamento desagradável mesmo assim.

Mas a história era diferente se ele fosse obediente.

Um Senhor que com firmeza pagasse seus impostos e seguisse ordens seria muito bem recebido pelo ministro.

— De jeito nenhum substituiríamos ele por alguém incompetente assim. Vamos fazer aquele garotinho — Liam —, trabalhar pelo império.

Ele abriu um certo documento eletrônico.

Era um referente às recompensas da subjugação dos piratas.

Liam havia surpreendentemente recusado a remuneração.

Para ser preciso, ele havia pedido que a compensação fosse usada para pagar os impostos atrasados ao invés disso.

Ao mesmo tempo, ele também apelou pelos direitos de ser capaz de comprar naves de batalha da classe almirante nas fábricas do império.

Nenhum dos pedidos podia ferir o império.

Ou melhor, ambos apenas trariam benefícios.

Eles não teriam que pagar uma recompensa, e Liam compraria armas de instalações imperiais.

Era uma proposta muito lucrativa que não atrapalharia suas finanças.

— Mesmo a androide oferecendo tudo de si para apoiar seu mestre, os pais verdadeiros abandonaram seu filho em favor de seus próprios desejos egoístas… Que tempos tristes para se viver…

O ministro reclamou por algum tempo antes de continuar seu trabalho.

◇ ◇ ◇

A suíte de um dos hotéis de luxo da capital.

De qualquer modo, estávamos ficando em um quarto muito caro, e eu atualmente estava deitado no colo da Amagi sobre a cama.

— … Estou cansado. Eu simplesmente não consigo entender. O que exatamente é uma festa?

Por ter participado de festas todo dia, tive que reconsiderar seriamente minha definição do que eram festas.

Havia muitas festas de várias formas.

Eu havia comido criaturas que nunca tinha visto antes, e fiquei perplexo pelas surpresas que podia ter esperado.

O que mais me surpreendeu todavia, foi a festa do balde. Não uma festa de máscaras, mas uma festa de baldes.

Isso estava além de qualquer coisa que eu poderia ter imaginado.

Eu realmente não tinha ideia de como alguém pôde ter pensado em tal ideia.

O balde havia aberto possibilidade ilimitadas para mim.

Como uma nota à parte, a almofada de colo era realmente boa.

Foi então que Amagi falou:

— Está quase na hora de se tornar um adulto, e com isso, terei estado a seu serviço por mais de quarenta anos.

— Sim, mesmo tendo sido um longo tempo, tudo se passou em um instante.

Foi um período de tempo muito longo em comparação à minha vida passada.

E mesmo assim, pareceu tão curto.

— … Mestre, eu não acho que devo mais continuar ao seu lado.

— Por quê?

Amagi continuou a explicar enquanto eu levantava minha cabeça em confusão.

— O Império possui um forte senso de repulsa contra androides. A reputação do Mestre já foi danificada por mim. Se precisar de alguém para ficar ao seu lado, então uma mulher humana seria melhor.

Pude sentir minha raiva crescendo após isso me ser dito.

— Isso é para ser uma piada?

— Não é.

— Huh?

De repente relembrei memórias sobre a esposa da minha vida passada.

— Isso é pelo bem do mestre.

Relembrei a mulher que disse que me amava, e mesmo assim me abandonou muito facilmente.

Relembrei a imagem daquela mulher e seu homem novo rindo de mim — e o ódio que senti naquela época que era forte o bastante para matar.

— … então você também está me abandonando. Você realmente vai me jogar fora?! Ficar ao meu lado é realmente tão repulsivo assim?! Entendo, então nem mesmo androides conseguem suportar a minha presença!

Após me levantar e começar a berrar, Amagi começou a sacudir sua cabeça:

— Isso não é verdade, o tempo que gastei com o Mestre foi indubitavelmente a época mais feliz da minha vida, mas preciso partir. Me certificarei de preparar alguém para me suceder, então de agora em diante…

Quem se importa com isso?!

Você realmente está me abandonando por uma razão tão estúpida dessas?!

— Não brinca! Você só precisa seguir minhas ordens! Isso mesmo, isso é uma ordem! Fique ao meu lado! Não vá contra o que androides foram feitos para fazer.

Amagi respondeu suavemente:

— … se esse é seu comando, então obedecerei.

— Eu deveria ter dito isso desde o começo. Você… nunca me abandone.

Enquanto eu começava a chorar, Amagi se aproximou e abraçou minha cabeça.

— Acho que não tem jeito.

Se for parar para pensar, estivemos juntos por quase meio século agora.

Ela esteve comigo por mais tempo que a esposa da minha vida passada.

— Sempre tem sido apenas nós dois.

— … mas o Brian não esteve lá também?

Não… isso é verdade, mas não mencione o nome do Brian aqui.

Vejo o Brian de um modo totalmente diferente.

Ele é mais como um avô, ou um mordomo para mim.

Agora que penso a respeito, acho que conheço o Brian a mais tempo que qualquer outra pessoa.

Amagi sorriu.

— Bem, me certificarei de servi-lo por tanto tempo quanto possível.

— Isso mesmo, assim é bom.

…… Eu deveria ter dito tudo isso desde o começo.

Mas por que o sorriso da Amagi parecia levemente triste?

◇ ◇ ◇

No território da Casa Banfield.

O hospital recém estabelecido era um lugar bem equipado tanto com instalações quanto funcionários.

Tia, que havia acordado em tal lugar, sentia-se bastante estranha enquanto deitava na cama.

— … aqui é?

Os arredores eram diferentes do que ela estava acostumada.

Seu corpo também parecia estranho.

Não, parecia nostálgico na realidade.

Ela podia sentir seus membros de novo, quase como se isso fosse um sonho.

Alguns momentos depois, a porta abriu-se de repente, então ela ficou tensa, mas foi um médico vestindo um jaleco branco que entrou.

… Não era o oficial adestrador.

— Então está acordada?

Os olhos do médico que olhavam para Tia não mostravam nojo nenhum.

— Hmm, que lugar é este? Eu g…

Sua voz soava diferente do normal.

Era sua voz. A voz que ela tinha perdido havia retornado.

O que ela acabara de dizer fora dito no tom de sua própria voz!

Uma enfermeira atrás do médico olhou para tia.

Ela trouxe um espelho de mão que mostrava o reflexo de Tia.

A princípio ela desviou os olhos porque estava com medo, mas havia uma figura familiar projetada nele. Em termos de idade, ela não parecia mais velha que alguém que houvesse acabado de chegar à maturidade.

Cabelos longos e sedosos, cor de linho.

Lábios rosados e pele clara.

Olhos verdes… era seu rosto antigo.

— Huh? I-isso é?

Lágrimas de repente começaram cair enquanto ela fitava a visão nostálgica.

Seu rosto não podia fazer expressões muito bem.

Seus braços e pernas também não podiam se mover muito bem.

Mas era ela.

O médico parecia estar aliviado.

— Nós tivemos que reconstruir seu corpo do zero com terapia regenerativa, então levou bastante tempo.

Tia continuava a chorar enquanto escutava a explicação.

— Meu corpo… está de volta ao normal?

O médico pareceu um pouco perturbado:

— Usamos um elixir para transformá-la de volta, mas precisará passar por uma reabilitação rigorosa se quiser que ele funcione como costumava.

— Um elixir? Você usou algo precioso assim em mim?

— Usamos uma quantidade diluída, sim, mas não o bastante. Como mencionei antes, precisará passar por uma reabilitação rigorosa para uma recuperação completa. Será como reconstruir cada músculo no seu corpo do zero.

Isso não é um sonho? Mas mesmo na mais louca imaginação de Tia, ela pensava que isso era bom demais, mesmo para um sonho.

Até muito recentemente, ela pensava que poderia apenas sentir tal felicidade em sonhos.

— Eu farei. Eu farei qualquer coisa que precisar que eu faça! Eu sinto que estou sonhando…

Enquanto Tia declarava isso, o médico começou a sorrir.

— Isso não é um sonho, é realidade. Sim, definitivamente realidade.

Ainda havia coisas com o que se preocupar, todavia.

Tia havia acabado de passar por um tratamento regenerativo de corpo todo, mas isso não era uma operação que qualquer pessoa conseguia ter acesso.

Diferente da regeneração de um membro, a condição de Tia requeria equipamento desenhado especificamente e um excelente especialista para se curar.

Era possível de se tratar, mas era mais que provável dizer que não.

Afinal, apenas nobres e milionários possivelmente podiam pagar por elixires.

Isso era o quão valiosos eles eram.

— Q-quem pagou pelo meu tratamento médico?

O médico respondeu enquanto operava um terminal tablet.

Ele parecia estar anotando coisas no registro médico dela.

— O Senhor Banfield, ou sendo mais preciso, ele construiu este hospital e contratou os funcionários para tal.

Inacreditavelmente, todo o hospital foi preparado para ela, ao invés largá-la em algum lugar com as instalações necessárias já construídas.

O médico transmitiu as palavras de Liam para ela:

— O Conde me disse para lhe informar que você terá que pagá-lo eventualmente, mas por enquanto você deve se focar em sua reabilitação. Muitas sessões de terapia também serão necessárias.

“Certifique-se de retribuir o favor…” Tia pensou no garoto após ouvir tais palavras.

— Não me diga… ele era a criança daquela hora?

— Agora, escute.

Após o médico dizer isso, começou a falar sobre seu cronograma vindouro.

◇ ◇ ◇

Um ano havia se passado desde que partimos para a capital imperial.

Havíamos finalmente retornado ao meu território, onde eu estava atualmente recebendo vários relatórios do Brian no escritório da mansão.

Brian sorria:

— Senhor Liam, o hospital reportou que o tratamento está indo bem.

— Estão se referindo às pessoas que estavam sendo aprisionadas por Goaz?

— Sim. Parece que aquelas atualmente passando pelo tratamento devem terminar dentro dos próximos anos, enquanto as que não precisaram já podem começar uma vida nova na região.

Muitas das pessoas tinham perdido suas terras natais, então tinham se mudado para o meu território.

Muitas eram belas garotas, mas também havia uma variedade de artistas e aquelas com habilidades especiais.

Se belas garotas nascerem de suas crianças no futuro, então estarei um passo mais próximo do meu sonho de um “banquete luxuoso”.

— Isso é maravilhoso.

— Realmente é. Muitas dessas pessoas desejam expressar o quão gratas lhe são, Senhor Liam.

Eu havia feito um investimento pensando que seria benéfico para o futuro, mas parece que já estou recebendo alguns resultados positivos.

Atualmente, eu estava inspecionando a caixa dourada que segurava em minha mão.

Era o tesouro que havia tomado de Goaz, mas não tinha levado para a capital. Eu a tinha mantido na gaveta da minha mesa, então estava me demorando agora que tinha voltado.

Brian sorriu calidamente enquanto me olhava.

— O Senhor Liam realmente ama ouro.

— Eu adoro ouro.

— Estive pensando isso há algum tempo, mas não consigo deixar de pensar que vi essa caixa em algum lugar antes…

Brian de repente bateu suas palmas.

— Agora eu me lembro!

— O que foi? É algum tipo de grande tesouro?

— Não, acredito que seja outra coisa.

— Não levante minhas expectativas tanto assim se for só para derrubá-las. Então, do que se lembrou?

— Não te falei isso antes, mas este Brian costumava ser um aventureiro.

Aventureiros eram aqueles que exploravam a vastidão do universo.

Eles eram um grupo especializado que mergulhava em ruínas e pesquisavam os segredos por trás de civilizações antigas.

— Você foi um aventureiro?

— Sim, e ao mesmo tempo, me lembro de ver algo assim nos dados que pesquisei. É uma réplica, mas essa é a [Caixa Alquímica], um dispositivo cujos meios de produção foram perdidos em tempos antigos.

— Caixa Alquímica?

— Como um sonho, algo que tinha a capacidade de criar tesouro até mesmo de lixo. Podendo transmutar qualquer coisa exceto criaturas vivas. Significando que até tinha a habilidade de criar metais raros como mithril, oricalco e adamantium.

— Ela conseguia fazer ouro?!

— Hmm? Ah, sim, é claro que conseguia.

Seria maravilhoso se um dispositivo desses realmente existisse neste universo.

— Queria que fosse real.

— Isso seria fenomenal, sim. Se o senhor obtivesse algo assim, então todos os nossos problemas financeiros poderiam ser resolvidos de imediato.

— Quer tentar encontrar o verdadeiro?

— Senhor Liam, você atualmente é o chefe da Casa Banfield, és um Conde. Infelizmente, tenho que pedir que se abstenha de imitar aventureiros.

Estufei minhas bochechas com raiva ao Brian.

◇ ◇ ◇

Era noite.

Eu atualmente estava olhando para a caixa dourada em meu quarto.

— Queria que isso fosse de verdade.

Pedi ao Brian por dados sobre como usá-la.

Um dispositivo mágico que fora destruído no passado. Uma ferramenta valiosa que não podia ser reproduzida porque sua técnica de criação havia sido perdida.

Eu nunca mais teria problemas com dívidas se tivesse uma.

— Por exemplo, se eu abrisse a tampa e ficasse usável.

Abri a caixa e a virei na direção de uma as espadas de treino de madeira que mantinha por perto.

— O quê?

Pensei que fosse só uma réplica, mas a caixa reagiu e múltiplas telas foram projetadas uma após a outra por toda minha volta.

— Eh?!

Tudo estava escrito em um alfabeto antigo.

Eu tinha aprendido sobre essa linguagem na cápsula educacional, então pude decifrá-las de algum modo.

— Transformar? Uhh… isso?

Após escolher que item queria transmutar, a espada foi envolvida em partículas douradas antes de mudar de cor.

Levantando-a, ela não tinha mais o peso de uma espada de madeira.

Tinha o peso pesado de metal… mais especificamente, ouro.

— Só pode estar de brincadeira comigo! É de verdade?!

Agora que paro para pensar, Goaz era rico porque possuía uma vasta quantidade de metais raros, não por causa de sua pirataria.

Então esta era a fonte de sua riqueza.

— O guia tinha me dito que eu receberia todo o tesouro dele… ele estava falando disso?

Abri uma janela próxima e comecei a rir.

— Isso é incrível! Me dar tudo isso só como um brinde, você realmente é uma grande pessoa! Não importa o quanto eu te agradeça, nunca será o bastante, mas direi novamente de qualquer jeito! Por sua causa, finalmente posso começar a viver minha vida como um Senhor Maligno!

Eu berrei “Obrigado” do fundo do meu coração.

Cada parte do meu ser era grato a ele, e eu queria que ele soubesse disso!

— Eu sinto muito Guia, no começo eu pensei que você fosse uma pessoa realmente suspeita, mas apenas sou feliz assim agora por causa de tudo que você fez por mim! Eu não sei o que dizer, e não posso possivelmente agradecer o bastante, mas quero que pelo menos me escute dizer, então… MUITO OBRIGADO POR TUDO!!!

◇ ◇ ◇

Por outro lado…

O guia estava sendo queimado pela gratidão sincera de Liam para com ele.

Era realmente quente demais.

Ele berrava de dor como se ferro ardente incandescente estivesse marcando algo em seu peito.

— PAAAAAARAAAA!!!

Agarrando seu peito com ambas as mãos, o guia sofria dor inimaginável.

Ele chutava suas pernas enquanto rolava no chão, chorando.

Jogando longe sua maleta, ele chorava de dor por causa da gratidão.

— Tudo se foi! Meu poder, se foi!

Ele havia perdido a pequena quantidade de poder que tinha sobrando ao invés de recuperar mais.

Com as coisas neste estado, ele não podia matar Liam mesmo se tentasse.

Após um tempo, ele apertou seu peito e cerrou seus dentes.

— Não vou perdoá-lo. Eu nunca irei perdoá-lo, Liam. Com estas mãos irei derrubá-lo ao inferno e me deliciar na dor que sofrerá por toda a eternidade. Você irá me odiar, invejar e temer naquele inferno, enquanto eu piso por cima e rio de você.

O guia se levantou lentamente.

Em um prado enluarado, o guia jurou vingança contra Liam.

— Esteja certo! É melhor acreditar que irei…

Um cachorro escondendo-se na pradaria assistia o guia com interesse.


Tradução: Batata Yacon   |   Revisão: Delongas


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